Dados da PM apontam 168 homicídios em setembro deste ano, contra 165 casos em igual período de 2020/Foto: Agência Pará.

A propaganda oficial não vai mostrar, mas a criminalidade cresce por todo o Pará. Levantamento da Polícia Militar aponta que, em setembro, os homicídios continuaram aumentando, com o registro de 168 mortes contra 165 em setembro do ano passado. Já são 36 homicídios a mais neste ano na comparação com janeiro a setembro de 2020. Os 1.648 homicídios registrados neste ano correspondem a crescimento de 2,23%.

O Programa Territórios pela Paz também já está agonizando por falta de eficácia em suas ações, com sucessivos  registros de aumentos no crime de roubo, sendo que, dos oito bairros da Grande Belém onde o programa foi implantado, seis apresentaram aumento no o de janeiro a setembro no comparativo com o igual período de 2020.  
O mesmo ocorre nos registros de violência sexual contra criança e adolescente e nos de violência doméstica contra a mulher.

O que chama a atenção nos números da criminalidade é a concentração maciça dos homicídios no interior do Estado, com 81%  dos casos, o que configura o abandono da segurança pública nas diversas regiões do interior do Pará, sobretudo na região sudeste, com destaque para Marabá e Parauapebas, além da Região do Xingu, onde Altamira registra o maior número de ocorrências.

Altamira e Marabá seguem
entre mais violentos do País

Não é demais lembrar que, de acordo com o último levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, Altamira aparece em 12º lugar e Marabá em 15º entre os municípios mais violentos do Brasil. Os sucessivos aumentos de homicídios e a esmagadora concentração dos registros no interior do Estado mostram que as ações de segurança pública não estão por todo o Pará, contrariando  propaganda oficial.

Polícia Civil forma mais
20 aprovados em concursos

A Polícia Civil do Pará promoveu ontem, sexta, a solenidade de formatura de 20 novos policiais civis aprovados em concursos públicos depois de quatro meses de formação técnica e profissional na Academia de Polícia Civil. O novo efetivo, que vai reforçar a segurança pública no Estado, inclui nove delegados, quatro escrivães e sete investigadores.

O delegado-geral Walter Resende fez a saudação aos novos policiais e destacou a expectativa de que, em breve, os formandos ingressarão na instituição.

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