Denúncias encaminhadas à coluna pelos chamados “Controladores de Acesso” dão conta de que, no português claro, o Hospital Regional Abelardo Santos, que funciona no Distrito de Icoaraci, Região Metropolitana de Belém, é duplamente administrado por uma organização social da hora – era a Santa Casa Pacaembu, depois o Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia e, agora, a OS Mais Saúde – e por certo religioso que atende pelo nome de Luiz Paulo Freitas Soares, que vem a ser, nada mais, nada menos do que “líder de portaria”. Assim, essa “casa de Noca”, que funciona sob o selo de alta complexidade, deve se enquadrar no que o TCE classifica de “descontrole” na gestão de obras e serviços do governo do Pará.
Casa de saúde dá mais
problemas que soluções
As denúncias, derramadas em sete páginas, trazem um apelo ao governador Helder Barbalho: pedem a intervenção imediata do chefe do Executivo diante do cenário pelo qual passa a categoria – a de Controladores de Acesso – desde a gestão do Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia e na atual gestão, da OS Mais Saúde, cujo prazo de validade estabelecido pelo governo é de apenas 45 dias. De toda sorte, não seria errado dizer que o Hospital Abelardo Santos deve ter um sapo enterrado sob as bases: relativamente, dá mais problemas do que soluções à saúde pública – problemas que comprometem até o próprio governador do Estado.
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