Organizadores de concursos públicos se queixam da Seplad por supostamente privilegiar pool de empresas/Divulgação

Organizadores de concursos públicos no Pará têm batido a mesma tecla, em vão: o que leva a Secretaria de Planejamento e Administração a admitir a participação do Cetap e da Fundação Cetap, pertencentes ao mesmo grupo empresarial, a participar de praticamente todos os certames, ainda que cobrando preços aviltantes, em detrimento dos demais? Duas razões básicas assistem às concorrentes: a primeira, a permissibilidade, pela Secretaria, da troca de atestados entre as duas empresas como se fossem uma só; a segunda, mesmo não pontuando o máximo nos itens Experiência da Empresa e da Equipe, o pool, para conquistar espaço, pratica taxas de inscrição que extrapolam qualquer valor de mercado. 

Secretaria não tem
régua para cotar preços

Para se justificar, a Secretaria de Planejamento e Administração alega que não tem parâmetros para a aferição de preços, enquanto eventuais concorrentes, coitados, consideram as taxas praticadas pelo pool “inexequíveis”. Nessa briga do rochedo contra o mar, como se sabe, sobra para o caranguejo – e o Cetap e a Fundação Cetap, ambos envolvidos com problemas na Justiça por conta de malfeitos desde a administração Duciomar Costa na Prefeitura de Belém seguem faturando horrores. A concorrência a para escolha da empresa que organizará o Concurso dos Bombeiros, prevista para esta quarta-feira, por exemplo, deve ficar com as empresas de Ricardo Gluck Paul, amigo do rei.

Idoneidade não é
questionada pelo Estado

O que se diz no mercado é que empresas participantes de certames dessa natureza no âmbito do Estado são obrigadas a apresentar Declaração de Inidoneidade no mais amplo sentido, mas, então, como ficam o Cetap e a Fundação Cetap? Essas duas empresas estão envolvidas na Ação Civil Pública n.º 1013198-95.2019.4.01.3900, decorrente das investigações da “Operação Forte do Castelo”, razão pela qual o Ministério Público rescindiu o contrato para a realização de concurso público a ser organizado pela empresa.

Passageiros continuam
reclamando no aeroporto

A sala de embarque do Aeroporto Internacional de Belém está um forno. O ar-condicionado está com defeito ou mal regulado. A reclamação dos passageiros tem sido diária. Ainda mais com todos os voos lotados. A outra reclamação dos passageiros é com a esperteza das companhias aéreas que nada servem de alimentação nos voos além de água por conta da pandemia da COVID 19. Porém, os preços das passagens ao invés de baixarem, aumentaram.

Pará passa batido
no custo do transporte

Há 50 anos, defensores da redução do chamado Custo Brasil Transporte  lutam pela transferência de cargas – como grãos – do centro oeste brasileiro para exportação  pelos portos da bacia amazônica pelo modal aquaviário. Tal solução reduziria o valor do transporte da tonelada em pelo menos 80% em relação ao modal rodoviário, além da redução do transporte marítimo para os grandes países importadores em até 5 mil quilômetros. Com os recentes aumentos do combustível, o assunto retorna à grande imprensa e aos gabinetes das autoridades sem a devida vontade de fazer. O que é certo é que a fundamental hidrovia Tocantins-Araguaia ainda não saiu do papel.

Papo Reto

  • O ex-presidente da Assembleia Legislativa Márcio Miranda foi homenageado pelo Ministério Público de Contas em reconhecimento pelo trabalho à frente do Legislativo estadual de 2013 a 2019.
  • Ao agradecer, através de suas redes sociais, Mário Miranda destacou a homenagem especialmente por conta dos inúmeros escândalos de corrupção com dinheiro público no Pará.
  • A população é quem paga o alto preço da irresponsabilidade no trato da gestão de saúde no Pará, sobretudo no hospital de retaguarda Abelardo Santos, onde mais uma mudança de OS impõe o não agendamento de cirurgias eletivas.
  • Os moradores da rua José Assegauwa, entre a BR-316 e João Paulo II, no bairro Castanheira, sofrem com as chuvas intensas dos últimos dias.
  • A Uber baniu sumariamente 1,6 mil motoristas do seu aplicativo em razão de uma prática que a coluna já noticiou: o uso indiscriminado do recurso cancelamento de corridas.
  • O app funciona perfeitamente em todo o mundo, focado em facilitar cada vez mais a vida do usuário, mas o brasileiro parece que sempre encontra um jeito de complicar.

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