No bairro Umarizal, em Belém, pavimentação começou a ceder depois da obra da Cosanpa/Divulgação

O governador Helder Barbalho agiu com a sensatez que o cargo exige – e já não era sem tempo. O que se diz é que, preocupado ele mesmo em não cair em um dos trocentos buracos que o “minhocão” Cosanpa e suas empreiteiras vêm deixando por onde quer que passam, o governador determinou a suspensão imediata do trabalho de substituição da tubulação de água potável na cidade. A ordem, que explodiu como bomba em cada sala dos diretores da Companhia, foi com um adendo nada animador: que o trabalho de fechamento dos buracos seja priorizado para, só então, a empresa retomar as obras normais de saneamento. Parte da população da capital não tem sequer mais como andar.

Cronograma prevê fechar
buracos em 20 bairros

Verdade seja dita: A Companhia de Saneamento do Pará chegou até a anunciar um cronograma de ações de recomposição asfáltica, com meta de alcançar mais de 250 pontos por semana, utilizando cerca de 600 toneladas de asfalto. As obras de instalação da nova rede preveem beneficiar moradores de mais de 20 bairros a partir da  implantação de quase 180 quilômetros de rede de esgoto. Bem, parece que para o governador ficou claro que cavar é fácil, difícil é consertar o estrago. A decisão de Helder também não caiu bem para o Consórcio Águas do Guamá – Copasa-Ello, responsável pela craterização de Belém.

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