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Nota da Associação dos Procuradores defende chefe
da PGE, desqualifica procurador e não explica nada

Lacônica nota divulgada pela Associação dos Procuradores do Estado, a Apepa, presidida por Ângelo Carrascosa, pode até ter pretendido “esclarecer os fatos”, no caso das denúncias do ex-procurador Afonso Oliveira contra o Procurador-Geral do Estado, Ricardo Sefer, mas virou caso típico em que a emenda sai pior que o soneto. Relata que o procurador foi demitido depois de julgado pelo Conselho Superior da PGE, “sem o voto do procurador-geral”, mas reserva ao Ricardo Sefer espetacular defesa: “nunca ocupou cargo em comissão ‘antes de 01/01/2019’, bem como “nunca foi penalizado pela prática de qualquer infração funcional.” Bem, se Ricardo Sefer não revisou esse texto, fica parecendo – o que não deveria deixar a vetusta Associação dos Procuradores em situação confortável.

A culpa é do outro

Outro ponto destacado pela nota da Associação dos Procuradores esclarece que as qualificações e contratações de organizações sociais de saúde para administração de hospitais no Pará são geridas pela Secretaria de Saúde do Estado e que a Procuradoria-Geral do Estado não participou do processo administrativo que resultou na compra de respiradores da empresa SKN do Brasil, atuando exclusivamente no processo somente após a constatação de problemas nos equipamentos fornecidos pela empresa.

Dito pelo não dito

A nota só não esclareceu as inúmeras acusações contra o Procurador-Geral do Estado em beneficiar o grupo de sua família que administra hospitais no Pará. Silenciou e preferiu desqualificar o procurador demitido, como se as acusações contra o procurador-geral não fossem verdade. A coluna insiste: típica nota revisada pelo Procurador-Geral do Estado e divulgada para “esclarecer os fatos”. Nota lacônica e totalmente sem isenção. Uma pena.