Resultado surpreendente em São Paulo envolvendo ex-ministro de Bolsonaro Tarcísio Freitas e ex-ministro de Lula Fernando Haddad mais que acendeu a luz amarela sobre a influência supostamente negativa dos institutos de pesquisas nas eleições/Fotos: Divulgação.

Erros nos resultados de pesquisas para governador em alguns Estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Bahia estão sendo justificados pelo chamado ‘voto de última hora’. Segundo levantamentos desses institutos, na intenção espontânea de voto foi detectada significativa proporção de eleitores indecisos, sem candidatos, muito embora na manifestação estimulada essa proporção tenha sido bem menor. Os institutos alegam que a manifestação espontânea revela o voto consolidado, aquele que não muda, e o quantitativo de indecisos sinaliza o voto volúvel, que pode mudar de última hora.

Explique-se

Em princípio, a explicação técnica está correta, mas o erro foi não ter relativizado os resultados apresentados. Os institutos deveriam divulgar os resultados chamando atenção para a margem de erro, como sempre fazem, alertando para a possibilidade do voto de última hora. Algo mais ou menos assim:  “Candidato A tende a ter 30%; o candidato B, 25% e o candidato C, 22%’, sugere especialista ouvido pela coluna.

Certamente, depois destas eleições, os institutos deverão aprimorar as metodologias e começar a mapear o voto volúvel, no sentido de antever sua trajetória, e projetar resultados condizentes com a realidade. Não é à toa que estão sendo fustigados por especialistas de pela mídia no sul-sudeste do País, onde a votação dada a Bolsonaro contrariou as expectativas, como em São Paulo, onde Tarcísio bateu Haddad.  

Nó ou dizimação? Pelo
sim, pelo não, era uma
vez o parlamento

Na consagradora reeleição do governador Helder Barbalho, nomes tradicionais da política pagaram o preço da conversão, do adesismo e do proselitismo político, perdendo suas vagas nos parlamentos estadual e federal. Aliados, mas, nem tanto, Hélio Leite, Cássio Andrade, Cristiano Valle, Paulo Bengtson, Vavá Martins e Eduardo Costa deram adeus aos seus mandatos em Brasília. Miro Sanova, que tentou trocar a Assembleia Legislativa pela Câmara Federal, também. Com exceção de Cristiano Valle e Vavá Martins, todos os outros entraram na barca de Helder depois de apoiarem Márcio Miranda, em 2018. Afundaram.

Os deputados Marinor Brito, Junior Hage, Dr. Jaques, Osório Juvenil e Professora Nilse conheceram a face crua e inapelável da derrota e darão tchau para o parlamento estadual em 31 de janeiro de 2023. Ex-deputados como João Salame e José Scaf, também ficaram pelo caminho.