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Por essa ninguém esperava: nota da Coluna do Estadão publicada na edição de ontem do jornal “O Liberal” dá conta de que o governador Helder Barbalho “nega estar trabalhando por uma aliança do seu MDB com Lula”. A informação teria partido do próprio governador. Pode ser, mas a questão remete ao seguinte: o que se esconde por trás dessa informação? Que Helder não irá trabalhar pela reeleição do presidente Jair Bolsonaro todo mundo sabe, tanto quanto sabe dos afagos trocados com o governador de São Paulo, João Doria, candidato escolhido em convenção do PSDB para concorrer à Presidência, em recente visita a Belém. Então, onde entra Lula nessa equação e todo o pessoal da esquerda no Pará, com quem Helder mantém laços bastante estreitos desde sua eleição ao governo?

Seria sensato dizer que entre a candidatura do ex-presidente Lula e a busca pela reeleição do presidente Jair Bolsonaro há um muro onde o governador do Pará faz trilha esperando a hora de embarcar? Nesse caso, o deputado federal Beto Faro, presidente da Executiva estadual do PT no Pará, tido e havido como candidato da família Barbalho ao Senado pode – e deve – dar o suposto apoio como favas contadas? Ou Paulo Rocha sobrevive?

Disputa interna no PT
deve rachar duas forças

A disputa interna do PT do Pará para escolha do candidato ao Senado promete deixar marcas indeléveis nas tendências das maiores forças do partido na atualidade: a do senador Paulo Rocha e a do deputado federal Beto Faro, ambos disputando a indicação. Rocha sempre foi figura de destaque no PT nacional e goza da amizade do ex-presidente Lula, a quem foi fiel e conselheiro. Beto Faro tem a força de cooptação das novas lideranças do partido e mais bala na agulha, a julgar pelo anunciado apoio do governador Helder Barbalho a uma eventual candidatura. Sem acordo até agora, a disputa interna do PT ficará para janeiro, mas é bom lembrar que existe apenas uma vaga ao Senado em 2022.

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