Empresas de telefonia prometem resolver problemas de interferências e qualidade dos serviços, inclusive recepção de sinal de televisão/Divulgação.

Abertura das propostas está programada para o dia 4 de novembro, quando as operadoras de telefonia indicarão interesse pelas quatro faixas de radiofrequência disponíveis no certame

Com menos de 30 dias para a licitação, o leilão do 5G irá conferir autorizações de uso de radiofrequência nas faixas de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz. Nos cálculos atuais, são estimados investimentos em torno de R$ 50 bilhões, mas essas são expectativas relacionadas ao núcleo mais central do campo das telecomunicações. Se pensadas todas as implicações vinculadas à implantação da tecnologia, o volume de recursos e os impactos econômicos são muito maiores.

Na avaliação do ministro das Comunicações, Fábio Faria, no dia seguinte ao leilão, as empresas começam a implementação do 5G. “Nos próximos 15 anos, estamos falando de 1,2 trilhão de dólares movimentando todos os setores da economia”, estima.

O leilão do 5G será “não arrecadatório”, uma vez que os recursos levantados serão investidos em infraestrutura de comunicação e aprimoramento da conectividade em áreas ainda carentes de cobertura. Na avaliação do MCom, a fase inicial da implantação do 5G no Brasil – tendo em mente as dimensões do território nacional – representará um dos maiores desafios para o setor de telecomunicações.

O edital da licitação estabelece compromissos nacionais e regionais de investimentos de cobertura e rede de transporte – backhaul de fibra ótica – que obrigam empresas vencedoras do leilão a atenderem áreas pouco ou não servidas, como localidades e estradas, com tecnologia 4G ou superior. Para os municípios com mais de 30 mil habitantes, estão previstos compromissos de atendimento já com tecnologia 5G. Nas capitais e no Distrito Federal, o 5G deverá começar a ser oferecido pelas vencedoras do leilão até julho de 2022.

As implantações do Programa Amazônia Integrada e Sustentável e do projeto da rede privativa de comunicação da administração pública federal fazem parte dos compromissos que serão assumidos pelas empresas vencedoras no leilão. Em outra direção, as operadoras serão responsáveis pelo ressarcimento de soluções aos problemas de interferência, prejudiciais na recepção do sinal de televisão aberta e gratuita, transmitidos na Banda C (TV por parabólicas). O prazo da autorização definido alcança 20 anos.

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