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Covaxin e respiradores: o que
diferencia Helder de Bolsonaro
nas compras da pandemia?

Sábado, 26 e domingo, 27 de junho de 2021

Tomaram proporções gigantescas as irregularidades apontadas nas negociações entre o Ministério da Saúde do governo Bolsonaro e a empresa Precisa Medicamentos para compra da vacina Covaxin, produzida na Índia. Os crimes se parecem muito, em alguns aspectos, com os supostos crimes praticados pelo governo Helder Barbalho na aquisição de respiradores, através da empresa SKN, com um detalhe: no caso do Pará, há muito mais elementos graves que comprovariam as irregularidades denunciadas.

“Compare e compre”

O Ministério da Saúde assinou contrato com a empresa Precisa Medicamentos para compra de 20 milhões de doses de vacinas, com dispensa de licitação, pelo valor de R$ 1,6 bilhão. No Pará, o governador Helder Barbalho assinou contrato com a empresa SKN para a compra de 400 respiradores pelo valor de R$ 50,4 milhões, também com dispensa e licitação.

Tempo recorde

O Ministério da Saúde do presidente Bolsonaro fez todo o processo em tempo recorde, o que causou estranheza, até porque, na compra de outras vacinas, a agilidade não foi a mesma; muito pelo contrário. A Sespa de Helder Barbalho também foi célere no processo de compra – tanto que, nas investigações, ficou constatado que alguns procedimentos atropelaram o rito normal, inclusive com a autorização de pagamento assinada pelo ex-secretário Alberto Beltrame (foto) antes de o processo ser finalizado.

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Toma lá

O Ministério da Saúde fez nota de empenho do valor, o que já é uma garantia do pagamento, mas não chegou a pagar. A Sespa, ao contrário, pagou R$ 25,2 milhões de maneira antecipada, ou seja, o governo pagou sem receber a encomenda, o que já é uma irregularidade.

Efeito zero

As vacinas Covaxin do presidente Bolsonaro ainda não estão liberadas pela Anvisa para a população. No Pará, os poucos respiradores que chegaram para o governado Helder Barbalho nunca funcionaram, isto é, são inservíveis, portanto, jamais foram utilizados.

Entre amigos

O presidente Bolsonaro se defende prometendo mandar a PF investigar quem fez a denúncia sobre a suposta compra da Covaxin que, como não aconteceu, não configuraria crime. O governador Helder Barbalho, ao se defender no caso dos respiradores, disse que recebeu o dinheiro pago antecipadamente, mesmo que sem nenhuma correção ou punição à empresa SKN, como previa o contrato.

Elas por elas

O governo federal fez contrato para pagar R$ 80 por cada vacina Covaxin, bem mais caro que as demais, até quatro vezes o preço da Coronavac. O governo do Pará também pagou bem mais caro pelos respiradores, ao preço de R$ 126 mil, cada, mais que o dobro do que muitos Estados e municípios pagaram, com uma diferença brutal: os respiradores comprados pelo governo do Pará nunca funcionaram e nem salvaram vidas.

Por fim

Acabou o prazo para a entrega das vacinas Covaxin para o Ministério de Saúde, de acordo com o contrato, e nenhuma dose foi entregue. Já os respiradores comprados pelo governo do Pará tampouco serviram para alguma coisa. Qual seria o resumo da ópera?

“Foi o Lázaro”

Não custa lembrar: a Polícia Civil do Pará continua patinando nas investigações e até hoje não descobriu quem clonou o celular do governador Hélder Barbalho um dia antes da operação da Polícia Federal que se abateu sobre o próprio governador, alguns de seus auxiliares e outros envolvidos na compra de respiradores de brinquedo do China. Nos bastidores da Polícia Civil – onde tem gente que gosta de piada -, o comentário é de que a clonagem deve ter sido feita “pelo Lázaro”, o serial killer que está virando lenda urbana.

Pedra cantada

Dois meses atrás, em abril, já em meio ao disse me disse e especulações referentes às candidaturas ao governo do Pará em 2022, a coluna deu a dica: no PSDB, nada será decidido antes da palavra final do ex-governador Simão Jatene. A constatação se fundamentou na lógica mais elementar: afinal, como poderiam meia dúzia de deputados bater o martelo sobre eleição indo contra ao maior cacique tucano no Estado? 

Mais é menos

Outra constatação também presente na imprensa neste início de verão diz respeito às candidaturas que vão surgindo e tirando o sono do atual governador do Estado. Ora, se Zequinha Marinho – que teve chamada de capa no jornal da família Barbalho sobre ameaça de cassação do mandato -, delegado Eguchi, Simão Jatene, Helenilson Pontes e outro qualquer forem para o embate, a chance de haver segundo turno cresce exponencialmente.

Pau que dá em Chico

E um segundo turno na atual conjuntura é tudo que o governador Helder Barbalho não deseja, sobretudo se for contra Simão Jatene e, no âmbito federal, o ex-presidente Lula enfrentando um candidato da terceira via. Tudo que Helder e família desejam é – com o apoio de um Lula vitaminado – ir para o embate contra um único bolsonarista no primeiro turno, polarizando a disputa e sem essa de terceira via no meio do caminho. 

  • O corredor que liga os dois anexos do Hospital Abelardo Santos, em Icoaraci, virou salão de quadrilha – quadrilha junina, fique bem claro. Tem mais funcionário dançando do que produzindo, apesar do quadro reduzido.
  • Detalhe: além da barulheira, o “salão de dança” fica perto do necrotério, quer dizer, enquanto funcionários se divertem, parentes choram seus mortos, uns perto dos outros.
  • Grupo de enfermeiros de Belém se manifesta indignado com sua representante na Casa, a vereadora Enfermeira Nazaré Lima, do Psol.
  • Dizem, e apresentam documentos oficiais, que a parlamentar emprega cunhado com vencimentos de mais de R$ 3 mil, menos do que ganha qualquer enfermeiro.
  • É legal, mas, imoral e antiético um ex-presidente do TRF1 – desembargador aposentado Tourinho Neto – advogar para juiz federal acusado por corrupção e ainda por cima obter arquivamento de sindicância na Corregedoria em 15 dias.
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  • Ex-vice-governador do Pará, Helenilson Pontes (foto) está em plena campanha com vistas às Eleições-2022. O santareno, que é tributarista de mão cheia, tem visitado diversas regiões do Estado para encontros com lideranças políticas e empresariais.
  • No Restaurante Frango de Ouro, à Assis de Vasconcelos com Aristides Lobo, cliente se serve à vontade por R$10, mas, se deixar sobras paga mais R$ 5 pelo desperdício.
  • Revenda de carro de luxo na Wandenkolk com Diogo Moia fecha a Wandenkolk quando chega carreta cegonheira, mesmo tendo espaço no seu pátio.
  • Descarrega no meio da rua e os motoristas que deem ré ou procurem outro acesso. A Semob nem aparece, como é praxe.
  • As obras de construção do Terminal Hidroviário no Distrito de Icoaraci, ao lado do trapiche local, estão avaliadas em R$ 8 milhões.
  • No ato de entrega do título definitivo da área do Campus da Ufra em Paragominas, na última terça, foi anunciada parceria entre o Sebrae e a universidade para a implantação, no campus,  do Laboratório do Agro.
  • A ideia, inédita no Brasil, fomentar o empreendedorismo e a inovação voltados para o agronegócio na região nordeste do Estado.

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