MEC decide pela recondução de Tourinho à Reitoria da UFPA

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Acabou a agonia nos campi da UFPA: o reitor Emmanuel Tourinho (foto) foi reconduzido ao cargo, a partir da lista tríplice enviada ao MEC, em decisão que surpreendeu a oposição – mas não exatamente por se tratar de oposição – por várias e diversas razões. Nos últimos quatro anos, com Tourinho no comando, a UFPA funcionou como uma colcha de retalhos, dividida entre interesses de grupos políticos que incluem partidos e movimentos vinculados ao senador Paulo Rocha e ao deputado federal Edmilson Rodrigues. A decisão do MEC está diretamente ligada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.


A bênção, padrinho

O senador pelo Amapá, Davi Alcolumbre, fez a parte dele – usando seu poder de fogo -, sem saber a quantas andam as finanças da universidade paraense. Com orçamento de recursos discricionários em torno de R$ 60 milhões por ano, a UFPA depende de algumas dezenas de emendas do deputado Edmilson Rodrigues e outras do senador Paulo Rocha para tocar projetos de pesquisa através do CNPq e da Caps, os maiores beneficiários da “boa vontade”. Essa dependência deixa a instituição à mercê de seus padrinhos. Só isso.

Ibama erra e acerta a Vale

O Ministério Público Federal bem que recomendou a suspensão da audiência sobre a mina N3 da Vale, mas, como o Ibama fez ouvidos de mercador, a mineradora corre o risco de ter a reunião anulada. Segundo o MPF, não houve divulgação do evento para os atingidos, principalmente moradores de áreas rurais e aldeias indígenas, que sequer têm acesso à internet. Agora, o Ibama está proibido de promover novas audiências, senão com a participação efetiva, segura e presencial das comunidades afetadas pela mina.

Uma falha atrás da outra

Para o MPF, o Ibama também falhou junto ao ICMBio, responsável pela gestão da Flona de Carajás, local de funcionamento da nova mina da Vale: nem deu informações, nem encaminhou a solicitação formal de manifestação para emissão da autorização de licenciamento ambiental para o empreendimento. Mais: não existem estudos detalhados, mas a Vale pretende explorar a área de floresta preservada mesmo assim.

Contador de fábulas

O desembargador – perdão -, o escritor Leonam Gondim da Cruz Júnior (foto) estreia na literatura infantil com o lançamento de quatro livros de fábulas. São histórias infantis onde animais são os protagonistas, narrando suas experiências na busca de um mundo de reverência à natureza e à vida, trazendo ensinamentos morais de respeito e solidariedade. O lançamento ocorrerá em novembro e a venda dos livros será toda revertida para instituições filantrópicas que trabalham na assistência de crianças e adolescentes.

Parece, mas não é

Não é nada de outro mundo o objeto que os cientistas julgavam ser um asteroide em rota de colisão com a Terra – bate na madeira! Ele foi identificado como um velho foguete de missão fracassada de pouso na Lua há 54 anos e que finalmente está voltando para casa. Trata-se do estágio superior do foguete Centauro, que impulsionou o módulo Surveyor 2 e acabou colidindo com a Lua, em 1966, antes de ser descartado. Nesse tempo todo, o bólido acelerou e entrou na órbita do Sol, onde foi quase todo pulverizado.

Como sofre o professor

Professor pena na Secretaria de Educação do Pará, a Seduc. A novidade agora é que estão tirando carga horária de professor já lotado – inclusive dos que têm  menos de 200 horas – para atender os concursados chamados recentemente. Ou seja, descobrem um santo para cobrir outro, desrespeitando a portaria de lotação que define os critérios e prioridades para que os docentes assumam as turmas. Entra ano, sai ano e tudo é a mesma coisa.

Pule da vez

Dono da banca do jogo do bicho da cidade, o prefeito de São Domingos do Capim, Elsinho do MDB apostava todas as fichas em pesquisa encomendada para ver se conseguiria inibir o crescimento do seu principal adversário ao cargo, o empresário Orivaldo Bateria, do PL, estreante na política. Deu zebra: enquanto apenas 25% dos entrevistados dizem apoiar Elsinho à reeleição, Bateria cravou 29% da preferência popular. Frustrado, o prefeito mandou jogar a pesquisa no lixo.

Amargo remédio

O “Correio Brasiliense” dá conta de que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defendeu no Senado o uso de produtos químicos para retardar queimadas em áreas silvestres no Brasil. O ministro teria ordenado o uso dessas substâncias na Chapada dos Veadeiros (GO), em área onde os incêndios já estavam praticamente controlados. Bem, a aplicação dessa “receita” obriga as populações afetadas a não consumirem água, pescarem ou comerem vegetais expostos aos retardantes por impressionantes 40 dias. Deu a louca.

· Observação desinteressada: metade dos tucanos quer deixar o ninho e outra metade quer ficar. A questão é que um grupo espera o outro dar o primeiro passo para se apoderar do que restar do ninho.

· As unidades judiciárias de 1º Grau contam com o novo Painel de Gestão Judiciária do TJPA. A ferramenta oferece o diagnóstico de desempenho da unidade diante de processos, movimentações e produtividade de magistrados e servidores.

· Criado em maio do ano passado, e totalmente remodelado em 2020, o novo painel apresenta os indicadores do Índice de Eficiência Judiciária, além de instrumentos de gestão do Poder Judiciário.

· A Stone, empresa de tecnologia em serviços financeiros, oferece novas oportunidades de emprego no Pará. As vagas são para o time comercial externo da “fintech”.

· Não há data limite para fazer a inscrição. As vagas contam com salário fixo, mais variável relacionada ao cumprimento de metas, vales e seguro saúde.

·  Corre em Castanhal a informação de que o Hospital Regional será desativado para reabrir com novas especialidades não se sabe quando. A população está em polvorosa.

· Nesse período, dizem, 18 pacientes serão transferidos para Belém. No mais, a equipe que trabalha no hospital está com salários atrasados e ameaçada de perder o emprego.

· Pode vir de Ponta de Pedras a grande novidade das eleições municipais deste ano.  Bené do Brasileirinho é um candidato diferenciado.

· Nunca se filou a qualquer partido e pela sua trajetória vitoriosa de menino “faz tudo”, inclusive carregador de malas no porto a gestor de um forte  grupo empresarial  no município.

· Que fiscalização é essa que permite o transporte ilegal do manganês de Marabá a Barcarena? Melhor deixar a mídia de lado e começar a trabalhar para valer.

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