Farra de alugueis do Banpará favorece donos de imóveis, mas deixa prejuízos e passivo milionário

Com uma política de interiorização considerada agressiva, o Banpará promove verdadeira “farra de alugueis”, desativando prédios próprios em diversos municípios em favor de imóveis de terceiros, cujos contratos geram altos passivos e acumulam grandes prejuízos, principalmente em municípios de baixa economia e dos quais bancos privados batem em retirada por falta de sustentação financeira. São casos emblemáticos dessa farra de imóveis alugados por conveniência e não atrelados à legislação bancária Abaetetuba, Bragança, Conceição do Araguaia, Xinguara, Breves e Santa Izabel, entre outros.

Favorecimento político

Como as informações sobre os investimentos do banco nessa política envernizada com o selo de “desenvolvimento local” padecem da falta de transparência, especula-se que políticos travestidos de investidores usam “laranjas” e funcionários do banco para construir prédios e obter contratos milionários de longo prazo pagos com o meu, o seu o nosso dinheirinho, sem garantia de perspectivas de sustentabilidade financeira para o banco estatal. E pensar que, tempos atrás, o Banpará por pouco não foi liquidado pelo BC.

Roupa no quaradouro

Procurador jurídico de município da Grande Belém está no mato sem cachorro. Flagrado pela mulher “pulando a cerca”, inclusive conspurcando o leito conjugal, corre o risco de ver expostos em público seus contratos firmados com prefeituras do interior por intermédio de influência política, todos ao arrepio da lei de licitações. É lindo o amor, costumava dizer um velho colunista social, mas, depende do ponto de vista.

Arte de falar ao vento

É mais quem acusa a dupla falta de educação do prefeito Edmilson Rodrigues durante a entrega de benefícios do Programa Sua Casa, do governo do Estado, em evento que comemorou os 120 anos de Mosqueiro. Além de não cumprimentar ninguém no início de seu pronunciamento – nem mesmo a população presente -, Edmilson deitou falação por quase uma hora, ao final do que se viam na plateia única e exclusivamente funcionários da prefeitura e os beneficiários do programa. O prefeito falou, falou e não disse nada.

Um nome, duas decisões

Acredite se quiser:  e uma mesma publicação do Diário Oficial do Estado da última quarta-feira, decreto do governador Helder Barbalho “dispensou” Ivan Bernaldo do cargo de diretor de Normalização e Fiscalização da Arcon, ao mesmo tempo em que portaria do diretor-geral da Agência designava o diretor dispensado para responder por suas férias, “a partir da próxima semana” (sic). Se não se trata de um flagrante desalinho da gestão da Agência com o gabinete do governador, então, não se sabe mais do que chamar isso.

Novo cargo do “afastado”

O que se diz é que o “afastado” da Arcon assegura que tomará posse, em breve, como diretor-geral da Agência do Transporte Metropolitano, a Agetran, ainda não operante, mas legalmente instituída na condição de sucessora do Núcleo de Gerenciamento do Transporte Metropolitano, o NGTM, tanto que já figura com dispêndios no PPA de 2022.

Sai o bônus, entra o ônus

O governo do Pará já decidiu que a nova Agência do Transporte Metropolitano irá herdar toda a arrecadação correspondente às Taxas de Regulação pagas pelos operadores do transporte terrestre e hidroviário no Estado, que, aliás, sempre engordaram a arrecadação da Arcon. A significativa sangria na arrecadação poderá inviabilizar de vez a Agência, que perderá sua maior receita, mas ficará com o ônus das fiscalizações.

Verão explode a bolha

A Bis, empresa voltada para a promoção de entretenimentos, que estava de portas fechadas desde o início da pandemia, comanda noitadas de concorridos embalos nas praias da Atlântica Salinópolis neste veraneio, com muita música eletrônica, aglomeração, preços de entradas salgados e garantia de segurança absoluta, exceto contra a Covid-19. Há resistência de pais e responsáveis para a aquisição de ingressos, uma vez que os lugares mais seguros custam os olhos da cara, mas, dizem alguns participantes dos eventos, “vale a pena o risco”.

Um palanque desenhado

Há quem especule que o presidente Jair Bolsonaro já tem palanque no Pará para tentar a reeleição. Seria resultado de uma composição segundo a qual o senador Zequinha Marinho disputaria o governo do Estado, com o delgado Eguchi como vice e Helenilson Pontes, atual suplente do senador Jáder Barbalho, a vaga de senador. O governador Helder Barbalho, por sua vez, não decidiu quem será seu vice, mas tem lá suas estratégias.

Amigo é para essas coisas

Uma delas envolve o deputado petista Beto Faro para o Senado, alijando Paulo Rocha da disputa através de decisão na convenção do Diretório Estadual do PT, que Beto Faro comanda. Dizem que Faro tem elementos para convencer o presidenciável Lula a sufragar seu nome, dando adeus ao velho parceiro de lutas. Em qualquer desses cenários, alguns sonhos de consumo devem virar pesadelo, mas, ainda assim, precisa combinar.

  • Duda Klautau deu um susto e tanto nos amigos. De volta de São Paulo, nesta semana, precisou retornar na mesma pisada para novos exames de saúde. Ficou de retornar hoje com dois stents, mas está bem.
  • O que se diz é que têm sido “afáveis e profícuas” as tardes de chá e café entre Lena Ribeiro, mulher do deputado federal Nilson Pinto, e a primeira dama do Estado, Danielle Barbalho.
  • O governador Helder Barbalho vai dar mais u’a mãozinha para o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues: eliminar o excesso de buracos na bucólica Mosqueiro.
  • Desde a orla do Murubira, o governo vai entrar com o programa Asfalto por Todo o Pará para pavimentar algo em torno e oito quilômetros de vias.
Divulgação
  • A superintendente da Sudam, Louise Caroline Campos Löw (foto), decidiu retornar de Brasília “pela estrada”. No caminho, visitou cidades onde a Sudam tem convênios para conversar com os prefeitos que receberam e recebem recursos federais.
  • A venda de café – pão com manteiga, ovo ou tapioca – ao lado do IEP, no início da Serzedelo Corrêa, faz fila de ônibus de manhã cedo para atender motoristas e cobradores. Passageiros e o fluxo do trânsito que se lixem.
  • Garis da Prefeitura de Belém parece que não recebem salários. Quando estão em coleta de lixo pelas ruas, não podem ver uma pessoa passar que vêm logo pedir dinheiro.
  • O processo da gratificação legislativa e de nível superior dos servidores da Câmara de Belém está pronto para ser homologado pela Justiça. Há quanto tempo…
  • Continua intenso o furto de manganês das terras da União. Na PA-150, a fiscalização inexplicavelmente não existe. No porto, as exportadoras conseguem notas fiscais boas que esquentam as cargas. É assim que o Brasil e o Pará perdem riquezas e ganham buracos.
  • Falando nisso: na Pedro Álvares Cabral, após a Tavares Bastos, sentido Centro, um buraco ameaça engolir pequenos veículos. Não há nem sinalização, nem iluminação pública na área.
  • Motoristas de aluguel em Salinas, aqueles que se oferecem para dirigir os veículos de quem já sai animado das praias estabeleceram o valor de R$ 80 viagem – com argumento infalível: “se a fiscalização te pegar, a conta sai por até R$ 3 mil”.
  • O Paysandu foi condenado pela Justiça a pagar R$ 260 mil à TWA por uma dúvida de 2008 a 2012. Bom, para ficar claro de quem é a responsabilidade como presidente do clube é preciso esclarecer: Miguel Pinho e Luiz Omar Pinheiro.

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