Grupo de logística compra porto no Maranhão e
deixa Pará a ver navios. Se não é sina, parece.

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Publicações especializadas apontam que a Cosan bota um pé no minério de ferro, expandindo sua expertise em logística portuária ao criar mineradora integrada em sociedade com Paulo Brito, o fundador e controlador da Aura Minerals. A decisão de investimento vem depois de Rubens Ometto considerar a compra de uma participação minoritária na Vale. A Cosan terá 37% do novo negócio e controle compartilhado da nova companhia a partir da compra de 49% de um porto em São Luís (MA).  Com a aquisição desse porto, a companhia empurra o Pará mais um pouquinho para a reles condição de provedor de matéria prima.  Restarão ao Estado, ao cabo – porque parece já ser o fim -, as crateras – as dos buracos deixados pelas minas exauridas e das estradas que colapsarão pela carga dos minérios rumo ao eixo tocantinense da Ferrovia Norte-Sul. Partiu Baía de São Marcos! Detalhe: o Maranhão não tirou a sorte grande, não; é competência.

Pobreza de espírito

Enquanto a matéria prima paraense, inclusive de origem vegetal e animal, continuar sendo comercializada no mercado nacional e internacional sem beneficiamento agregador de valor, o Estado seguirá marcando passo como “pobre menino rico”. E o que mais indigna e revolta grande parte da população paraense é a pobreza de espírito dos políticos, os mesmos que só têm olhos para enriquecer com os dinheiros públicos. Até mesmo a “indisposição política” com a Vale, tema de CPI na Assembleia Legislativa, parece estar sendo curada pelo tempo, como costuma acontecer em jogos de toma lá, dá cá.

Três projetos no Pará

A nova companhia, JV Mineração detém direitos de exploração de pelo menos três projetos minerais no Pará e deve começar a operar em 2025: o primeiro projeto mineral a ser explorado ficará em Parauapebas, sudeste do Pará, e se conectará ao porto pela Estrada de Ferro de Carajás ou um mineroduto. O CEO da nova companhia será Juarez Saliba, um veterano da Vale e da CSN e um dos maiores conhecedores do setor.

Na ponta do lápis       

As quatro empresas de transporte fluvial que fazem a travessia de veículos e passageiros para Barcarena estão com tabela de preços congelada há seis anos, período em que os combustíveis aumentaram mais de 100%, assim como os salários e os encargos. Unidas, elas querem levar um documento ao governador Helder Barbalho a fim de reavaliar essa questão e tentar diminuir a defasagem de preços, que tem levado o setor aos bancos atrás de empréstimos – quando não à lona, sem condições de fazer novos investimentos. 

Os que trabalham

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O navio “Nada” começa a carregar nesta semana 15 mil cabeças de gado no Porto de Vila do Conde, em Barcarena (foto), com destino ao Vietnã. Trata-se da primeira venda para esse país, que até então era cliente cativo da Austrália. Os animais são provenientes de fazendas do Grupo Minerva e representam uma carga de aproximadamente R$ 80 milhões. O embarque é visto como uma conquista para o setor, depois da tragédia que envolveu o navio “Haidar”, que naufragou em Barcarena com uma carga viva de 5 mil cabeças.

Outros  que roubam

Veja que coincidência: informações da Polícia Federal apontam que o operador e lobistas Nicolas André e seus parceiros de falcatruas “lavaram” R$ 80 milhões surrupiados da saúde pública no Pará em um ano com a compra de 18 mil cabeças de gado. Desse valor, Nicolas transportou R$ 6 milhões em dinheiro vivo em um avião de sua propriedade para São Paulo, onde fez a partilha com outros integrantes da organização criminosas.

Velho conhecido

O mulá Abdul Ghanu Baradar, que deverá assumir o controle do Afeganistão, é um velho conhecido do governo americano. Co-fundador do Taleban, Baradar foi libertado da prisão no Paquistão três anos atrás, a pedido do presidente Donald Trump. No domingo, o Taleban tomou Cabul e agora ele deve se tornar o próximo líder. Haibatullah Akhundzada é o líder geral; Baradar, o chefe de seu escritório político e um dos rostos mais conhecidos dos chefes que estiveram envolvidos nas negociações de paz no Catar. 

Homem-ponte

O homem de 53 anos era vice-líder do ex-chefe Mullah Mohammed Omar, cujo apoio ao líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, levou à invasão do Afeganistão liderada pelos Estados Unidos após o fatídico 11 de setembro. Comentários dizem que Abdul Ghanu Baradar pode ser o cara que vai pedir uma aproximação com o governo americano e não com o russos.

Serpente emplumada

Buquês de flores foram descobertos 15 metros abaixo do templo do deus Quetzalcóatl – uma pirâmide que ainda existe nas ruínas mexicanas da cidade de Teotihuacan. Quetzalcóatl, ou “Serpente Emplumada”, foi um deus importante durante a antiga mesoamérica, região histórica que incluía o México Central através de Belize, Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua e norte da Costa Rica. Na crença deles, essa divindade teria dado milho à humanidade e foi responsável pela criação do homem. 

  • O serviço Internet Banking do Banpará fechou, ontem, 24 horas inoperante, provocando aos clientes atraso total no pagamento de contas pela web.
  • O Clube do Remo insistiu tanto no uso do Var que acabou prejudicado pelo serviço na rodada do último fim de semana. Sem o Var teria vencido, dizem os torcedores.
  •  A Prefeitura de Marituba pode até espernear, mas a população que precisa de vias de acesso internas para vencer os engarrafamentos diários na BR tem razão: é um caos.
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  • O deputado Celso Sabino (foto) incluiu emenda em seu parecer para agradar a bancada ruralista. Retirou limitação de 5% para a dedução de royalties repassados pelas empresas que vendem sementes às multinacionais detentoras das tecnologias transgênicas.
  •  O governo federal prorrogou o benefício para quem é portador de deficiência física e se habilita a comprar carro com dispensa do IPI, PIS e demais impostos nacionais.
  • Também aumentou o teto para a aquisição, que passou para aproximadamente R$ 120 mil. Agora falta ao governo do Estado publicar decreto que dispensa o ICMS.
  • O pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, pelo presidente Jair Bolsonaro, tem como objetivo pressionar Moraes a se declarar impedido para comandar as eleições de 2022.
  • Caso Moraes não se declare impedido de comandar a eleição em 2022, Bolsonaro tem dito a auxiliares que já criou condições de, pelo menos, levar o assunto à pauta do plenário do STF ou do próprio Tribunal Superior Eleitoral.
  • Pelo menos dois ministros palacianos, além do presidente da Câmara, Arthur Lira, intervieram para que Bolsonaro recuasse dos vetos às emendas de relator, as RP-9, e às emendas de comissões permanentes na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2022.
  • As emendas de relator e de comissões permanentes funcionam como “principal instrumento de negociação” para parlamentares votarem a favor dos projetos de interesse do Planalto. Por isso, Bolsonaro teria sido foi alertado de que se não voltasse atrás – “a República cairia”.

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