
Ninguém explica, nem sob vara, o silêncio dos órgãos de fiscalização do Estado, muito menos da Secretaria de Saúde, com relação ao sofrimento dos servidores e médicos do Hospital Regional Abelardo Santos, no Distrito de Icoaraci. Sobre os servidores, coitados – os que restaram depois da tempestade de demissões -, já nem há o que dizer, mas, agora, as reclamações vêm dos médicos. Sem receber desde setembro, esses profissionais, credores do Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia, que já deixou a administração do hospital – agora sob a gestão da OS Mais Saúde -, receberam proposta de pagamento risível – 70% do que têm pendente -, sob a alegação de que o Instituto não dispõe de recursos para honrar o compromisso com a categoria. Parece piada; e é.
“Máfia das OS”, prisões
e e saúde comprometida
Todo mundo está careca de saber que as OS contratadas a dedo pelo governo do Estado para administrar os hospitais regionais recebem rios de dinheiro e algumas delas, por falta de capacidade técnica, acabam provocando danos à população e muito mais ao Erário. Foi o caso da OS Santa Casa Pacaembu, que pariu a chamada Máfia das OS, provocou a prisão de muita gente e complica até hoje a carreira política do governador Helder Barbalho. O Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia não é diferente: deixou uma série de problemas para trás, inclusive dívidas, e segue livre, leva e solta, sob as bênçãos da Sespa.
MP deve explicações sobre
o hospital, mas segue quieto
Com todo o respeito, o Ministério Público do Pará está devendo explicações ao distinto público: não respondeu até agora ao procedimento autorizado pela Corregedoria para investigar o caso do “escondidinho” de respiradores no Hospital Abelardo Santos e agora faz ouvidos de marcador para os problemas criados e deixados pela OS Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia. O “fiscal da lei” estaria desativado para a saúde do Pará?
