Ministério Público teria aberto procedimento para investigar suposto ato de improbidade de ex-PGJ

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Dia 9 de setembro, de 2021, 12:30 horas

Corre à boca pequena que o Ministério Público do Pará abriu procedimento para investigar supostas irregularidades na licença médica concedida pelo cardiologista Dionísio Bentes ao ex-procurador de Justiça Gilberto Martins, tema de reportagem do jornal “Diário do Pará”, pertencente à família do governador Helder Barbalho, na edição do ultimo domingo, por estar “fazendo compras” em um shopping de São Paulo. O que se diz é que o procedimento corre em sigilo e apura possível ato de improbidade administrativa e de falsidade ideológica, por considerar o documento médico “falso”. O fato teria sido comunicado à Corregedoria do MP e à Corregedoria do Conselho Nacional do Ministério Público, mas a coluna não obteve confirmação da informação. O promotor Gilberto Martins também diz desconhecer a informação e que segue em exames na capital paulista.

Quem seria o araponga?

Em Belém, observadores avaliam que, nesse episódio, haveria indicativos suficientes para se supor que o ex-procurador-geral de Justiça está sendo alvo de um monitoramento, com alguém acompanhando os seus passos, assim como ocorreu em episódio anterior, quando foi vigiado por agente federal cedido para a Segup, mesmo ainda no exercício do cargo. A única dúvida parece que recai apenas em saber se a vigilância é feita por agentes de Inteligência privada ou de agentes da Inteligência do Estado – e se existe participação ou conhecimento de integrantes e desafetos do ex-procurador geral no parquet. A matéria do jornal, portanto, muito além de apenas noticiar o ocorrido, abriu perspectiva para noticiar um possível caso de monitoramento de membro do MP de forma clandestina e ilegal.

Operação vapt-vupt

Ouvido pela coluna, o promotor Gilberto Martins informou desconhecer o fato. Relatou que entrou de licença médica no último dia 1 para fazer exames em São Paulo, mas não viajou de UTI aérea, não está internado, nem recebeu orientação médica para não andar; muito pelo contrário. A se confirmar a informação – fontes da coluna ouvidas no MP afirmam ser verdadeira, mas outras garantem que essa providência seria da competência do Conselho Nacional do MP -, chama atenção a rapidez com que foi adotada – menos de 72 horas depois da reportagem do “Diário do Pará” e praticamente dentro de um feriadão. Ontem, a Ampep publicou nota de desagravo ao promotor Gilberto Martins em função da reportagem do jornal “Diário do Pará”, que “está em gozo regular de licença médica concedida por órgão competente do MP após análise da documentação apresentada.”

MP denuncia onze
“conselheiros” de facção

Promotores do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do MP denunciaram onze integrantes da cúpula do Comando Vermelho no Pará, ocupantes dos cargos de “Conselheiros Finais”, segundo a denúncia. Parte desses denunciados já foi transferida para presídios federais; outra parte, que permanece no Estado, deverá ter o mesmo destino. Só falta ao Gaeco denunciar membros da organização criminosa que pilharam os cofres do Pará durante a pandemia, enquanto pessoas morriam pela Covid-19.

Prefeitura de Belém monitora
casos de  “Urina preta” no Pará

A Prefeitura de Belém acompanha o registro de casos da Doença de Half, também conhecida como “Urina preta”, para avaliar a necessidade ou não de proibir o consumo de espécies de peixe capturadas em rios e lagos da Amazônia – pirapitinga e pacu (Piaractus brachipomus) e tambaqui (Colossomos macropomum). Essas espécies seriam responsáveis pelos casos suspeitos da doença em Manaus, Amazonas, e pelo menos em dois municípios paraenses – Santarém e Juruti. A preocupação da Vigilância Sanitária decorre do fato de que o mercado de Belém é grande consumidor dessas espécies, grande parte proveniente da região oeste do Pará, principalmente Santarém. 

Primeiro óbito

A Prefeitura de Juruti, oeste do Pará, proibiu por tempo indeterminado a venda  dessas três espécies, cujo consumo teria provocado a doença da “Urina preta” em mais de 40 pessoas no Estado do Amazonas. Em Santarém, paciente internado na rede pública de saúde veio a óbito nesta semana com suspeita da doença. Por conta desses casos, fontes da Secretaria de Economia de Belém dão conta de que a prefeitura “busca informações” necessárias para avaliar a situação, podendo decretar a suspensão do consumo na capital.

  • O furto de cabos de energia na subestação da Estação das Docas deixou o local sem funcionamento por dois dias. Até a empresa de vigilância que atua na área passou batida.
  • Semana passada, o diretor-presidente da Fapespa, professor Marcel Botelho, cumpriu agenda de reuniões em Brasília para tratar da consolidação do Centro de Desenvolvimento Regional, que tem o apoio do governo do Pará e coordenação da BioTec-Amazônia.
  • Foram mantidos encontros com os presidentes do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, do CNPq e do Grupo Executivo do programa “Abrace o Marajó”, vinculado ao Ministério da Mulher.
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  • Em Soure, Marajó, a Escola Zeneida Lima lançou campanha na internet para arrecadar leite, café e desinfetante, além de álcool em gel, a fim de atender seus alunos na volta às aulas. Imediatamente, o prefeito Guto Gouveia (foto) mandou entregar suprimento dos produtos para várias semanas.
  • O bairro do Umarizal volta a ficar sem energia elétrica diariamente e por mais de duas horas, sempre entre Generalíssimo e Wandenkolk, exatamente o perímetro em que a prefeitura licencia cada vez mais a construção de novos prédios.
  • O Remo confirmou contratação de Edu, zagueiro de área, e Raimar, lateral esquerdo. Raimar integrou a delegação que partiu para o jogo em Salvador, Bahia.
  • Agora, o Remo negocia a contratação de Neto Pessoa, centroavante do Botafogo de Ribeirão Preto (SP).
  • Aliás, Jeferson, lateral esquerdo que sequer chegou a jogar, acabou dispensado pela diretoria do Paysandu. 

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