Lana dos Santos foi exonerada do cargo de presidente da Emater em ato assinado pelo governador em exercício, mas planos da Igreja Universal na empresa seguem sem alteração: a ordem é angariar votos para membros da congregação/Divulgação.

O Diário Oficial do Estado publica hoje a exoneração da presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará, Lana Roberta Reis dos Santos, assinada pelo governador Francisco Melo Chicão, que está no exercício da função enquanto o titular, Helder Barbalho, encontra-se em Glasgow, Escócia, participando da Conferência do Clima. Para o lugar da Lana, indicada ao cargo de presidente da Emater por integrantes da Igreja Universal, o governador nomeou o diretor-técnico da empresa, Rosival Nascimento.  O que se diz é que Rosival Nascimento, seis meses atrás considerado homem de confiança na gestão, teria prometido 500 mil votos aos deputados Fabio Freitas e Vavá Martins, a dupla universal que manipula os cordões da assistência técnica no Pará.

No fundo, no fundo é apenas
a troca de seis por meia dúzia

A coluna vem batendo na tecla da exoneração de Lana dos Santos da presidência da Emater há quase seis meses. Por “prudência política”, o governador Helder Barbalho determinou sua exoneração enquanto estivesse ausente do cargo, cabendo ao vice-governador de fato fazer o dever de casa. Durante sua gestão de quase seis meses, Lana vem sendo acusada por servidores da empresa de prática de assédio moral, através de assessores escolhidos a dedo, cumprindo um programa de captação de votos a qualquer custo para seus mentores políticos, mas parece que, pelo visto, exagerou na dose. Pelo sim, pelo não, está desenhado que nada mudará na condução da Emater, já que quem assume agora vai ter que cumprir o que prometeu para se segurar no cargo de presidente.

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Sob pressão, Grupo Liberal
suspende debate da OAB-Pará

Estava tudo acertado, pronto e acabado, mas, em cima da hora, para espanto geral – noves fora a parte não interessada -, a direção do grupo Liberal anunciou que não fará mais o debate entre os candidatos à diretoria da OAB do Pará Sávio Barreto, pela oposição, e Eduardo Imbiriba, pela situação. Mais que uma simples decepção para a comunidade de advogados, a decisão foi um choque por conta das ingerências políticas e interesses afins que também norteiam esse segmento profissional. A pergunta que não quer calar é: o que e por que razão o grupo resolveu se omitir ante tanto interesse? Incontinenti, a chapa “Vamos mudar a OAB-Pará” publicou a seguinte nota pública;

Eduardo Imbiriba
fugiu do debate do Liberal.

O Grupo Liberal convidou as duas chapas para o debate, com uma semana de antecedência. Promoveu duas reuniões para acertar as regras, chamando as duas chapas. Imbiriba não compareceu nem mandou representante. 

A data e horário do encontro chegaram a ser confirmados pelo Grupo Liberal, que publicou matéria anunciando o evento na edição de domingo do jornal e no portal, mas Imbiriba conseguiu boicotar o debate e, além disso, trabalhou para inviabilizá-lo. Resultado: o debate foi cancelado e os advogados paraenses continuam sem saber o que Imbiriba esconde.

Do que Imbiriba tem medo? Por que Imbiriba foge?

A advocacia paraense não merece ser representada por quem não aceita o confronto de ideias, não pratica a transparência e não tolera o contraditório. A democracia não merece isso.

A OAB-PA não merece isso.

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