Prefeitura de Bragança contrata
serviço funerário por valor dez
vezes maior que do ano passado

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Sábado, 12 e domingo, 13 de junho de 2021

A Prefeitura de Bragança, nordeste do Estado, abriu licitação para contratação de serviços funerários correspondentes a valor dez vezes maior do que os registrados durante o ano passado, período mais incruento da pandemia do novo coronavírus. Em 2019, a prefeitura (foto) pagou R$ 79.383 em auxílios, saltando para R$ 156.306 no ano passado e previsão de R$ 1.548.500 neste ano. O certame já está no radar do TCM que, como faria qualquer cidadão, se pergunta: e a vacinação, não funciona no município?

Sombra e…

Até agora, o Banpará não se pronunciou sobre o milionário contrato firmado com uma empresa de eventos do Rio de Janeiro para “organização de filas e aluguel de 50 tendas e 250 cadeiras” para dotar suas agências de infraestrutura capaz de abrigar centenas de beneficiários de planos de ajuda financeira do governo do Estado em meio à pandemia. O contrato, com dispensa de licitação, conforme denúncia da coluna, gira em torno de R 4,5 milhões e tem validade de seis meses. P.S: o MP também não se pronunciou.

Água fresca 

A Prefeitura de Belém tem contrato de aluguel semelhante, com outra empresa, envolvendo tendas maiores – 6 x 6 – para atender o pessoal que procura atendimento contra a Covid-19 nas unidades de saúde. A prefeitura aluga tendas por R$ 1,2 mil e cadeiras por R$ 37,50-mês, preços pelos quais o Banpará pagaria R$ 56.250 mil por 250 cadeiras e R$ 360 mil por 50 tendas, totalizando R$ 416.259 mil por seis meses – só que não: prefere pagar R$ 4 milhões a mais com o meu, do seu, do nosso dinheirinho.

Cabeça quente

Cena inusitada foi presenciada por fontes da coluna na última quinta-feira envolvendo o alto comando da Polícia Civil do Pará: a delegada-geral-adjunta, Daniela Santos (foto), aos gritos, exigindo, de dentro do cabineiro da delegacia-geral, a nomeação de amiga para ocupar uma das diretorias da corporação. Como o delegado-geral, Walter Rezende, teria negado o pedido, a adjunta, que é paulista de nascimento e paraense por adoção, rodou a baiana: recolheu seus pertences, entregou o cargo e saiu porta afora.

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Passa boi

A Fazenda Mogi Guaçu, em Paragominas, que integra um conglomerado de empreendimentos agropecuários a partir do interior de São Paulo, é a mais nova aquisição de poderoso grupo político que opera para se tornar o maior grupo econômico do Pará. Não se fala em outra coisa na região: helicóptero sobrevoa e seus ocupantes avaliam a área. Se interessar aos seus propósitos descem, discutem e fecham o negócio sem mais delongas, sempre à base de arrendamentos e pagamento em espécie.

Passa boiada

Por enquanto, manda a prudência que a fazenda não receba animais. Meses atrás, por conta da “pressa”, os donos da boiada tiveram que transferir gado no meio da noite de uma das fazendas para a Fazenda Esmeralda, de propriedade do falecido empresário João Carlos Maranhão, distante 25 quilômetros, quase em Aurora do Pará, avisados de operação da PF que investiga supostos desvios de recursos federais para o combate à pandemia.

Explique-se

Com tanto boi no pasto e carne bovina vendida por preços que custam os olhos da cara em Belém, especula-se na região qual frigorífico – só existe um – estaria comprando o gado dessas fazendas e em nome de quem estariam sendo emitidas as guias de transporte dos animais. Como se sabe, a regra manda que, ao transferir gado da fazendo para o frigorífico, o produtor precisa das chamadas guias de transporte. Então, com a palavra, a Adepará.

Frase lapidar

O falecido jornalista João Seixas usada uma frase lapidar: “É em Belém que ‘os artistas’ se acabam”, referência à pessoa de renome nacional que, mais cedo ou mais tarde, acabava se envolvendo em escândalo. É o caso de Rogério Caboclo, afastado da presidência da CBF acusado de assédio sexual. Caboclo veio prestigiar a final do Parazão, onde foi recebido com pompa e circunstância e mereceu até jantar na residência do governador Helder Barbalho, onde fez farta distribuição de camisas da Seleção. Deu no que deu.

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Suprema decisão

O Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucionais dispositivos da lei do mandado de segurança que restringiam as hipóteses de concessão de medida liminar. Um dos dispositivos é o parágrafo 2º do art. 7º, pelo qual não se deve conceder liminar, em sede de mandado de segurança, “que tenha por objeto a compensação de créditos tributários, a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior, a reclassificação ou equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento, a extensão de vantagens ou o pagamento de qualquer natureza”.

Fica o aviso

O STF também declarou inconstitucional o parágrafo 2º do art. 22 da lei – determina que, no mandado de segurança coletivo, a liminar só poderia ser concedida após a audiência do representante judicial da pessoa jurídica de direito público, que deverá se pronunciar no prazo de 72 horas. O ministro Alexandre de Moraes será o redator do acórdão, por ter proferido o voto vencedor. A medida, além de restabelecer o equilíbrio entre o Estado e o particular, é um aviso de que as autoridades públicas podem muito, mas não podem tudo.

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  • Erra redondamente quem pensa que o ex-governador Simão Jatene (foto) tem planos para deixar o PSDB. Convenhamos, é uma posição frustrante para muita gente.
  • A citação do nome do professor Claudio Ribeiro para ocupar cargo no alto comando da Seduc não é nenhuma mensagem cifrada. Ribeiro é ligado ao federal Nilson Pinto.
  • O que se diz – mas ele nega alegando “intriga da oposição” – é que o professor Marcel Botelho será nomeado em agosto, tão logo deixe a Reitoria da Ufra, novo presidente da Fadespa.
  • Seria o substituto do professor Carlos Maneschy, que acumula esse cargo com o cargo de secretário de Ciência e Tecnologia do Estado.
  • Em mais de seis portarias publicadas no Diário Oficial da última quinta, a nova direção da Emater fez uma varredura administrativa sem precedentes na empresa.
  • É que o regulamento da empresa exige funcionário efetivo em cargos de chefia, supervisão ou coordenação, mas, quem se nega a fazer parte do jogo político perde o lugar.
  • É sugestivo o nome dado pelo Polícia Militar à operação que envolve 404 policiais militares, 116 viaturas e 56 motocicletas desde quinta-feira: “Comando Supremo”.
  • Curioso imaginar que a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Dr. Jaques Neves, não deu um pio sobre as demissões em massa operada pela OS que administra o Hospital Abelardo Santos.
  • Quem entrou no circuito, com a promessa de promover reunião entre a direção da OS em Belém e um grupo de funcionários demitidos foi o deputado Ricardo Sefer.
  • O Conselho Seccional da OAB-Pará aprovou o ingresso de dois jovens advogados – Tatiane Moraes e Hender Gifoni -, elevando para quatro os profissionais com menos de cinco anos de inscritos na Ordem.
  • Agora, a OAB Pará é a seccional com o maior número de jovens advogados entre seus conselheiros.
  • Bandeira do presidente Jair Bolsonaro, o voto impresso deve ser aprovado na comissão que analisa o tema na Câmara, com aval não apenas de governistas.
  • Diretores do Remo avisam que a Superintendência do Patrimônio da União em Belém dá como líquida e certa a compra do terreno onde o clube irá instalar seu CT. Melhor assim.

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