Nenhuma outra capital brasileira é tão permissiva com relação aos veículos disponibilizados para o transporte público. O serviço se complica com a falta de cumprimento de horários, “queima de paradas” e mudanças de rota por motoristas que tentam escapar do trânsito caótico/Divulgação-Redes Sociais.

A frota regular de ônibus de Belém, contabilizada em cerca de 850 veículos tem, segundo a Secretaria de Mobilidade, idade média de oito anos, sendo que a idade máxima permitida para circulação é de até dez anos. Mesmo assim é comum a qualquer observador mais experiente encontrar veículos com até 12 anos circulando livremente nas ruas da cidade, muitos deles, diariamente, interrompendo viagens por problemas mecânicos – quando não acabam “pegando fogo” e atormentando ainda mais o caótico trânsito. Em nenhuma outra capital do País se vê tanta tranqueira transitando ao mesmo tempo e livremente.

Aliás, por falar em ônibus, alguém precisa explicar por que, no dia do aniversário de Belém, os coletivos do BRT passaram a dividir espaço com a frota comum do transporte urbano, atravancando ainda mais o trânsito em diversos pontos da cidade, enquanto as pistas da via expressa eram usadas – como é frequente – por motociclistas, viaturas da Polícia Militar e ambulâncias. Será que os agentes da Semob não observaram esse detalhe? 

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