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Contrato suspeito provoca “racha” na Segup
e exoneração de mais um coronel da PM

Dia 20 de setembro, de 2021, 7:45 horas

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O clima de alta tensão que envolveu a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará nas últimas 72 horas culminou com a exoneração do secretário-adjunto de Gestão Administrativa, coronel Alan Guimarães, o segundo integrante da Polícia Militar escalado para a Secretaria no governo de Helder Barbalho a perder o cargo – o primeiro, coronel Arthur, atualmente integra o staff do Sistema Penal de Jarbas Vasconcelos. A exoneração foi confirmada no início da noite de domingo à coluna, uma vez que, até o fechamento desta edição, a medida ainda não havia sido publicada no Diário Oficial do Estado.

Pomo da discórdia

O que era para ser uma gestão harmônica na Secretaria de Segurança Pública do Pará acabou virando uma verdadeira “guerra entre grupos rivais”. De um lado, o grupo do secretário Uálame Machado, composto pelo diretor Administrativo, o chefe da Consultoria Jurídica e a coordenadora de Contratos; do outro lado, o grupo do coronel PM Alan Guimarães, então secretário-adjunto de Gestão Administrativa. Toda a situação girou em torno de alguns contratos,  como o milionário contrato firmado com a empresa Dígitro – aquela que vendeu equipamentos de escuta telefônica e foi aquinhoada com o direito de continuar operando com o Estado ao preço de R$ 500 mil por ano, razão pela qual há fortes suspeitas de que alguém na Segup mantém relações nada republicanas com a empresa. 

A caravana passa

O clima tenso afetou os demais servidores da Secretaria, principalmente os comissionados, os quais,  quedos e mudos, como manda a regra da Segurança, não sabiam mais o que fazer e muito menos de quem deveriam receber ordens. No curso do episódio, as primeiras especulações internas apontavam para a saída do coronel Guimarães e o retorno de um amigo do secretário Uálame Machado que está  “emprestado” para a Secretaria de Saúde do Estado e não é, como se poderia imaginar, o secretário interino Rômulo Rodovalho. O certo é que, nessa briga do rochedo contra o mar, ornamentada pela exoneração e mais um coronel na Segurança Pública do Pará, a criminalidade passa sem ser notada na Grande Belém.

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