Conta alta para o paraense,
energia para outros Estados
e racionamento para todos

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Terça-feira, 15 de junho de 2021

A relação de compartilhamento do Pará com o restante do Brasil é assim: conta alta para o paraense, energia para eles e racionamento para todos. Desde o governo Almir Gabriel, o Pará precisa racionar energia e ter suas contas altas e ampliadas pelo tal bandeiramento tarifário. Ora, na região sul-sudeste falta floresta, falta energia e falta água, mas quem paga a conta é o consumidor paraenses. Os reservatórios cheios e o baixo consumo estadual não justificam o racionamento e muito menos o aumento nas tarifas de energia.

Explica-se

A única explicação é a necessidade de poupar energia  para São Paulo e o restante do País gastar mais. Quando se trata dos produtos paraenses, o  lucro é para o Brasil, como no caso da própria energia elétrica e do minério – com o viés de que o Estado acaba punido por conta da baixa densidade demográfica e do alto custo das linhas de transmissão. É como se diz: “terra rica, povo pobre”.

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Paga o pato

Com a redução de mais 2% anunciada da última sexta, beira os 10% a queda do preço da gasolina nas refinarias somente neste ano. Pena que o benefício liberado pela Petrobrás venha se “queimando pelo caminho” sem chegar às bombas nos postos de abastecimento (foto) e ao maior interessado, o consumidor, desaguando nos cofres estaduais a partir de sorrateiros repasses de ICMS. Em Estado gastador como o Pará, sobra para a população, mas, dizem, está tudo bem, obrigado.

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De olho

A mineradora Vale contratou agência de comunicação e plantou jornalista na sala de imprensa da Assembleia Legislativa para acompanhar as sessões ordinárias, se inteirar dos atos das comissões e acompanhar e ficar de olho nas reuniões da CPI da Vale. Difícil será orientar os depoentes, uma vez que, por temerem pela própria candidatura ano que vem, os integrantes da CPI iniciam as reuniões mudos e saem calados. Ninguém quer se queimar junto com a pizza.

Lá vem a conta

Entidades empresariais do sul e sudeste do Pará se organizam para pressionar o governo do Estado a recuar da privatização a PA-150, trecho Alça Viária, por conta dos custos que advirão da medida, como pontos de pedágio. Ao mesmo tempo, dizem que quem utiliza a rodovia estranha que, passados dois anos a restauração, feita através da Secretaria de Transporte ao custo de quase R$ 100 milhões tenha deixado a rodovia em situação pior do que antes, especialmente em alguns trechos hoje praticamente intrafegáveis. 

Vá saber

Leitor da coluna faz a dolorosa interrogação: “Será que o suposto acordo com o Comando Vermelho foi o responsável pela redução da criminalidade no Pará?” A verdade é que, com base nas evidências que começam a surgir, a população começa a questionar o motivo da redução da criminalidade nos primeiros dois anos de gestão do atual governo.  No Estado do Amazonas, acordo com a facção teria sido responsável pela redução de homicídios, roubos, furtos e outros crimes.

Em alta

O que se diz é que, no Pará, o suposto acordo garantia a proteção do Estado aos presos do CV, que recuou depois que seus integrantes voltaram a ser maltratados, o que provocou imediata reação da facção, com diversas mortes de agentes prisionais e policiais penais. Áudios divulgados nas redes sociais escancararam a negociação de servidores da Secretaria de Administração Penitenciária do Pará com lideranças do Comando Vermelho. Pelo sim, pelo não, hoje os números da criminalidade voltaram a subir em todo o Estado.

Fila olímpica

A vacinação de 2 mil pessoas que irão participar dos Jogos Olímpicos do Japão, entre atletas, comissão técnica e diretoria,  a maioria com menos de 40 anos, tem causado polêmica, já que menos de 15% da população brasileira foi vacinada até o momento. Essas Olimpíadas, transferidas do ano passado em razão da pandemia, podem ser um tremendo fiasco ou uma quebra de paradigma que somente os superatletas podem operar.

Fumo zero

A Nova Zelândia poderá aprovar leis que proíbem a venda de produtos derivados do tabaco para pessoas nascidas após o ano de 2004. De acordo com o plano Smokefree, a meta é que a Nova Zelândia fique livre dos derivados do tabaco até o ano de 2025. A ministra adjunta da Saúde do país, Ayesha Verral, disse ao jornal “Rússia Today” que cerca de 4,5 mil neozelandeses morrem a cada ano de doenças relacionadas ao tabaco. Embora a iniciativa tenha sido saudada por alguns grupos de defesa, não deixa de ter seus críticos, inclusive aqueles que preveem falências e a ação do mercado negro.

  • Depois de trocar de mal com a mineradora Vale, o governo do Pará correu para se pendurar na tipoia da Hydro, embora a Vale não esteja completamente descartada.
  • O projeto social Usinas da Paz, por exemplo, conta com a articulação das duas mineradoras, que também são parceiras do governo do Estado no Programa Territórios pela Paz.
  • Erramos: a delegada Fernanda, a quem a coluna se referiu ontem no imbróglio que envolve a Polícia Civil, é diretora da Academia de Polícia, não da Associação de Policiais, como saiu aqui.
  • Já, já o sul maravilha vai dizer que a culpa da falta de chuvas no sudeste é da Amazônia. Ninguém vai falar do bloqueio atmosférico sobre o sudeste.
  • O governo federal deve criar a Câmara de Regras Operacionais Excepcionais para Usinas Hidrelétricas, grupo especial para concentrar as ações contra a crise hídrica e o risco de falta de energia, segundo proposta de medida provisória em curso.
  • A ideia é ganhar agilidade nas medidas, que podem inclusive acionar mais termelétricas ou, em último caso, coordenar eventual racionamento no fornecimento de eletricidade. O modelo é semelhante ao adotado pelo governo Fernando Henrique Cardoso, em 2001.
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  • O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (foto), articula a inclusão de um nível mínimo para o reservatório de Furnas no texto da proposta.
  • Na prática, Pacheco quer garantir o acordo firmado entre a bancada mineira e o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, de manter o reservatório de Furnas em patamar de 762 metros acima do nível do mar.
  • Outras mudanças novas sugeridas são aumentar o prazo para descotização da Eletrobrás e ampliar recursos da Conta de Desenvolvimento Energético, CDE, com a venda da companhia.
  • O presidente Jair Bolsonaro concordou a proposta, mas impôs condições. Por exemplo, que o texto seja mais claro na preservação dos direitos dos servidores atuais e classifique agentes da segurança pública como carreiras típicas de Estado.
  • O texto original prevê que o detalhamento das carreiras viria posteriormente, por lei complementar. A ideia é antecipar na proposta a inclusão de policiais, servidores da Agência Brasileira de Inteligência, Abin, Fisco e do corpo diplomático.
  • O presidente Bolsonaro discute com aliados uma reforma ministerial para atender a líderes do Centrão. Um dos pedidos é a saída do chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, por dificuldades no atendimento de demandas políticas. Estão em análise trocas no Meio Ambiente e no Turismo.

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