Helder Barbalho passa a caneta
e exonera mais de 20 da cota
do PSD na Secretaria de Pesca

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Sexta-feira, 9 de julho de 2021

Diz a lenda que o governador Helder Barbalho “contrata aliados, mas não os quer; quer comandados obedientes e servis”. Nessa batida, o governador sequer chamou o presidente do PSD no Pará, Helenilson Pontes (foto), para conversar, exonerando mais de 20 pessoas da cota do PSD na Secretaria de Agricultura e Pesca e outros tantos no Imetro. Deu no Diário Oficial de ontem. Do Imetro saiu a presidente Cinthya Simões; na Secretaria de Pesca, o titular, Alfredo Verdelho – marido da prefeita de Ponta de Pedras, Consuelo Castro -, entregou o cargo, mas fica até hoje para fechar a porta, como se diz.

Virou fantasma

Esse desenlace vinha sendo desenhado havia algum tempo. Com o arco de “alianças bem pagas” feito pelo governador do Pará com vistas às eleições do ano que vem, Helenilson Pontes, que optou por manter certa independência, inclusive defendendo candidatura própria do partido à sucessão de Helder, certamente não era visto pelo governador como “a melhor bolacha do pacote”. O caldo entornou depois do encontro entre Helenilson Pontes e Simão Jatene, que, parece, virou o fantasma da reeleição de HB.

Reza forte

O governador Helder Barbalho já sabe que o próximo a bater em retirada do governo atende pelo nome de Zequinha Marinho, não por acaso, senador da República e eleito – há divergências – mais pela Igreja Evangélica do que propriamente pela influência da família Barbalho. Vítima de açoites do governo aqui e acola e, principalmente, amparado pela igreja, Zequinha Marinho não vai esperar por mais uma reunião anual da congregação para dizer “fui!”. Ele não diz publicamente, mas, que está liberado está.

Falando nisso

Durante sabatina dos indicados para o comando da Agência Nacional de Transportes Terrestres na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, na última terça, o senador Zequinha Marinho solicitou ao governo que retroceda com os planos de restruturação das unidades regionais da agência. Armado com um relatório produzido pela Agência, Marinho comunicou que a reestruturação inclui a extinção das dez unidades da agência e a criação de apenas quatro, nenhuma delas na Região Norte.

Destino do lixo

Três anos e meio depois de muita conversa, o Consórcio Intermunicipal sobre a Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, que envolve as prefeituras de Castanhal, Inhangapi, Santa Isabel, Santa Maria e São Francisco do Pará parece ter saído do papel, inclusive recebendo empresas dispostas a investir na produção de energia, adubo, gás natural e peças pré-moldadas para o uso em saneamento básico na região nordeste do Estado.

Gás e adubo

O projeto prevê dar destinação final a cerca de 400 mil toneladas de lixo produzido diariamente nos cinco municípios, que somam população de mais de 350 mil habitantes, sendo o primeiro a ser criado no Pará. Por enquanto, o maior desafio dos prefeitos locais é a busca por altos investimentos, tanto que devem visitar, a partir de agosto, empresas em São Paulo e no Rio Grande do Sul, especializadas na produção de biogás e adubo.

Pai d’égua

O Programa Social CNH Pai D’Égua, que visa formar, qualificar e habilitar jovens de baixa renda como condutores de veículos automotores de forma gratuita, deve ter a portaria com regulamentação e critérios de cadastro publicada pelo Detran ainda neste mês. A iniciativa prevê incentivar a inclusão social e geração de emprego. O programa será coordenado pelo Detran, que usará recursos próprios para a sua promoção..

Educar é preciso

A Companhia de Saneamento do Pará resolveu inovar, entre um buraco e outro, com responsabilidade social. Semana que vem, a empresa passa a oferecer cursos gratuitos a moradores de Breves, Castanhal e Santarém sobre alimentação alternativa, capacitação como agente de portaria e crochê em barbante, entre outros. A ideia é promover ações socioeducativas em municípios onde há obras de saneamento em andamento.

Imposto de Renda

Cerca de 120 entidades empresariais que representam os setores serviços, indústria e comércio enviaram carta ao presidente da Câmara, Arthur Lira, pedindo que ele crie comissão especial para discutir, sem pressa, o projeto que prevê alterações no Imposto de Renda, o que deve atrasar a tramitação da proposta. Ontem, Lira disse que o projeto do IR só será pautado quando for discutido com todas as bancadas e que as distorções do texto enviado pelo governo serão corrigidas, melhorando a proposta.

  • A ANTT tem apenas duas unidades no Pará, isto é, dois postos de fiscalização, que funcionam na capital, Belém, e em Marabá, região sudeste do Estado.
  • O presidente Jair Bolsonaro desistiu de retirar a indicação de Paulo Roberto Rebello Filho, que foi chefe de gabinete de Barros, para a presidência da Agência Nacional de Saúde Suplementar.
  • Bolsonaro encaminhara mensagem desistindo da escolha, mas a Comissão de Assuntos Sociais aprovou o nome e o encaminhou ao Plenário.
  • O projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2022 pode ser aprovado antes do dia 17 deste mês, garantindo o recesso parlamentar, que vai até 1 de agosto.
  • A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré volta a visitar algumas cidades, paróquias, hospitais e outras instituições por todo o Estado.
  • Para este mês, a Diretoria da Festa confirmou visita a Santarém, sábado e domingo agora, em trabalho de evangelização.
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  • Presidente da Ordem no Pará, Alberto Campos (foto) apresentou os membros da Comissão da Advocacia à juíza Margui Bittencourt, nova diretora do Fórum Cível da Capital.
  • Integrada pela conselheira seccional Viviane Saraiva e os conselheiros seccionais Mário Célio Alves e Hender Gifoni, a comissão atuará como interlocutora junto à direção do Fórum em defesa dos interesses da entidade.
  • A inclusão do voto impresso no processo eleitoral mostrou divisão na comissão especial da Câmara destinada a avaliar a proposta.
  • Depois de quatro horas de debates, 15 deputados votaram a favor da retirada de pauta e 15 foram contra, mas cresceu apoio à implementação do voto impresso apenas depois da eleição de 2022.
  • A Receita Federal acusa o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, de ter montado “engenharia” com empresas para simular operações financeiras e ocultar R$ 2,2 milhões. Barros está sem data para depor na CPI da Covid e pede para ser ouvido.

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