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Prefeitura de Belém está
pouco se lixando para o
contrato de restauração

Domingo, 30 de maio de 2021 

Descansa sobre a mesa de trabalho do prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, o projeto de restauração do Mercado de São Brás. Ambos – ele e o projeto – parecem depender de uma epifania: o projeto precisa da ordem de serviço para execução; o prefeito… Triste interrogação. Não se trata apenas de assinar a OS para tocar o projeto do consagrado arquiteto Aurélio Meira (foto). Desde que teve o projeto aprovado, a Incorporadora Roma espera a boa vontade da Prefeitura de Belém de limpar o meio campo do empreendimento, avaliado em R$ 46 milhões, para exploração pela incorporadora durante 20 anos.

Está no contrato

Fontes da Incorporadora Roma informam à coluna que, segundo as cláusulas contratuais, “é de inteira responsabilidade da prefeitura” retirar as pessoas que se encontram no complexo, mas, até agora, nada foi feito sobre isso e o empreendimento segue marcando passo. Os permissionários continuam ocupando o espaço e somente a prefeitura, através de seus órgãos de ação social e secretarias do gênero pode fazer a transferência. Ocorre que a prefeitura sequer sabe quantos permissionários ocupam o complexo.

Cara de paisagem

Como cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, a situação é a seguinte: a incorporadora não se atreve nem a mandar sondar o ambiente – afinal, o prédio está a ponto de tombar, literalmente -, uma vez que, se um prego desabar sobre quem quer se seja estará criado um problema sem precedentes. Resumo da ópera: parece que o Ed 50 voltou à prefeitura para cumprir ordens e fazer cara de paisagem. E está conseguindo.

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