Governo exige redução de preço da energia no Pará, mas não abre mão do valor do ICMS

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Convenhamos: de que adianta o governador Helder Barbalho exigir da Aneel um “olhar diferenciado” para o Pará, que contribui com 10% da energia gerada no País, se ele mesmo não faz a menor questão e reconsiderar o valor do ICMS cobrado na conta da luz e que também vem chacoalhando os preços da gasolina e do gás de cozinha, ambos atualmente custando os olhos da cara? Como se sabe, em alguns pontos do Estado, a gasolina ultrapassa R$ 6 por litro; o diesel, mais de R$ 5, e o gás de cozinha, mais de R$ 100. Como se vê, políticos paraenses são muito bons em dar esmola com o dinheiro alheio, mas, quando é para mexer em seus próprios bolsos, o enredo desanda e a banda desafina feio.

Mal a pior

Cálculos da Agência Nacional de Energia Elétrica apontam que as contas de luz podem subir, em média, quase 17% ao longo deste ano. O aumento previsto seria consequência da crise hídrica, que ainda atinge as principais hidrelétricas do País e cujo impacto deve afetar o próximo ano. Como forma de evitar que as contas disparem, a agência analisa medidas para reduzir os efeitos para os consumidores e manter os reajustes inferiores a dois dígitos, mas, se duvidar, é mais uma conversa para boi dormir.

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A dança do deboche

O lobista e operador da organização criminosa que desviou cerca de R$ 400 milhões da saúde do Pará, solto por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, por “questões humanitárias”, bebe, dança e se diverte como qualquer mortal com boa saúde, o que não é o caso dele, segundo seus médicos. Sua ficha médica é uma colcha de retalhos de doenças: pressão alta, colesterol elevado, nervosismo e insônias o atormentam noite e dia, sem falar nas manias: mania de riqueza – com essa dinheirama toda afanada descaradamente da saúde pública em plena pandemia, com tantos bens móveis e imóveis qualquer um arranja manias; saúde mental afetada cronicamente de tanto lavar e contar dinheiro; mania de grandeza do alto dos seus 170 quilos e complexo de Édipo – poucos sabem, além da PF, mas a mãe dele é quem conduz o dinheiro surrupiado do Erário. Veja o vídeo ao lado.

Pesquisa e tecnologia

O novo presidente da Fapespa, Marcel Botelho, confirmou que irá manter todos os projetos, bolsas e incentivos aprovados pelo órgão durante a gestão do professor Carlos Maneschy, que até duas semanas atrás acumulava o cargo de presidente da instituição com o de secretário titular de Ciência e Tecnologia. Ex-reitor da Ufra, Marcel Botelho vai além e garante que, mais do que manter o que está decidido, irá trabalhar para ampliar as ações desses e de outros projetos que estão por vir sob a batuta da Fundação.

Saúde de graça

Ao menos três deputados – dois homens e uma mulher – já estão com o mesmo projeto para tentar a reeleição: o uso de consultórios e salas de exames adaptados em ônibus para oferecer atendimento médico. A correria tem sido grande pelas mais diferentes regiões do Estado. Tudo bancado por emendas parlamentares liberadas pelo Executivo. Bom para o povo que, na corrida pelo voto, acaba sendo beneficiado ao receber bem mais que o oferecido habitualmente pelas prefeituras no atendimento em saúde.

Prédios públicos

A Superintendência do Patrimônio da União possui, entre suas funções, a de administradora de imóveis federais, sendo responsável pela administração dos prédios públicos federais no Pará que ainda não possuem uso por alguma entidade. No caso de Belém, o abandono de algumas chama atenção, como a do incendiado prédio do INSS, na esquina da avenida Nazaré com Dr. Moraes, e um dos últimos antigos casarões da avenida Nazaré, entre Benjamin e Rui Barbosa. E a cidade do já teve segue sua sina.

Alta de preços

O Pará continua sendo um dos Estados com maior custo de vida do Brasil, conforme o Dieese aponta constantemente. Agora, principalmente, com a temida inflação nacional a mais de 6% e a taxa Selic apontado alta, está difícil para o governo federal segurar os preços de alimentos, combustíveis e juros bancários. Os supermercados não param de aumentar o preço de seus produtos, inclusive os básicos, como arroz, feijão, leite, pão, carne e embutidos, muito consumidos pelas famílias de baixa renda. 

Negócios na saúde

A quantidade de farmácias e supermercados em Belém assusta quem se dá ao trabalho de observar mais atentamente. Pior ainda é a diferença de preços dos produtos ofertados em diferentes estabelecimentos de cada segmento. Vale a pena pesquisar antes de comprar, diria os especialistas do Dieese. Bem, nos supermercados há diferença de preços de até 40%. Nas farmácias, porém, é que a porca torce o rabo: os medicamentos apresentam variação de preços além da imaginação, isto é, acima de100%. É morrer na beira.

“Olha a onda”

A nova orla de Ajuruteua, em Bragança, guarda um perigo: em grandes cheias da maré, as ondas se chocam com pontiagudas pedras que formam o muro de arrimo. Não há sinalização para banhistas e alguns já foram arremessados pelas pela força das águas e machucados no impacto contra o muro. Não há isolamento entre a água e as pedras, muito menos sinalização, o que aumenta os riscos para quem gosta de “entrar na onda”.

Caos no transporte

Operadores regulares do transporte de passageiros no sul e sudeste do Pará estão prestes a jogar a toalha. Dizem que não aguentam mais a absurda e desleal concorrência dos veículos clandestinos, que explodiram em número e ousadia na região ante a passividade ou conivência da Arcon. “Está impossível trabalhar honestamente aqui”, desabafa um empresário em rede social. E pensar que o diretor-geral da Agência de Regulação é de lá..

  • Grande jornal do Estado publica manchete em primeira página de caderno de economia dando conta de que Pará é um dos Estados onde a pobreza não aumentou. Pode ser.
  • Olhando por outro ângulo, pode-se dizer também que o Pará foi um dos Estados onde alguns ricos ficaram mais ricos durante a pandemia – e graças a ela.
  • O preso comum Nicolas André, preso pela segunda vez pela PF, dia atrás, foi recolhido, àquela altura, ao Centro de Recuperação Anastácio das Neves, em Belém, o que faz dele, por definição, servidor público do Estado.
  • Como se sabe, o Centro de Recuperação Anastácio das Neves é, digamos assim privativo de servidores públicos acusados de algum crime. Parece engraçado. E é.
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  • Cilene Sabino (foto) festeja a abertura de inscrições, a partir de hoje, até o dia 20 de outubro, para o primeiro concurso público na Junta Comercial do Pará, que ela preside, depois de 12 longos anos.
  • A Secretaria de Saúde de Belém demorou, mas recomendou ao Colégio Nazaré, em Belém, a suspensão das atividades presenciais por 14 dias, enquanto rastreia possíveis novos casos de Covid-19 na instituição.
  • Segundo a recomendação, a direção do Colégio Nazaré deve emitir comunicado para o isolamento social por dez dias dos casos confirmados e por 14 dias dos familiares que tiveram contatos domiciliares, além de comunicar do surgimento de novas ocorrências.
  • Dos 2021 municípios que assumiram compromisso conjunto pelos direitos de crianças e adolescentes da Amazônia e do Semiárido, 123 são do Pará. Hoje, a instituição internacional dá início à edição 2021-2024 do Selo Unicef.
  • A iniciativa prevê fortalecer as políticas públicas em áreas centrais para a realização e a garantia dos direitos de meninas e meninos em cada município.
  • O cardeal do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, enviou congratulações ao novo imortal da Academia Paraense de Letras, jornalista Walbert Monteiro, de quem é amigo pessoal desde os tempos em que era arcebispo de Belém.
  •  “Envio-lhe minhas congratulações e votos de que prossiga o frutuoso trabalho pela cultura no nosso querido Estado do  Pará” escreveu o cardeal.

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