Senador Jader Barbalho mira no que viu e acerta no que não viu: PF nega envolvimento com OS/Divulgação

Está mais que provado: gato escaldado tem medo de água fria. O senador Jader Barbalho promoveu enorme rebuliço, dias atrás, junto ao STF, por conta do “entendimento” de que estaria sendo investigado pela Polícia Federal no processo que envolve as organizações sociais responsáveis por desvios milionários de recursos federais destinados ao combate à pandemia de Covid-19, o que representaria, no caso dele, a violação do sacratíssimo foro privilegiado sob o qual tem escapado de poucas e boas por – alguns supostos, outros comprovados e outros caducados – malfeitos ao longo de sua carreira pública. Os fatos que se seguiram mostraram que o senador paraense deve ter sido vítima de um pesadelo.

Nunca, jamais, em tempo
algum. Não nesse inquérito.

Por conta desse “pesadelo”, Jader Barbalho obteve, através do ministro Dias Toffoli, direito à reclamação junto ao delegado federal José Neto, responsável pela investigação da Máfia das OS, cuja resposta é um “despertar tranquilo e calmo em uma noite tempestuosa”. O policial informa ao STF que o senador “jamais figurou como investigado no inquérito”, até pelo fato de que não existe qualquer linha de investigação que aponte a participação de Jader, nem direta, nem indiretamente, “no contexto dos fatos apurados”. Ufa!

Sem foro privilegiado,  
prisão ocorreu em Belém

Na única vez em que perdeu o foro privilegiado ao longo de sua carreira política, Jader Barbalho foi preso em Belém – dia 16 de fevereiro de 2002 -, por decisão da Justiça Federal do Estado do Tocantins, no caso envolvendo irregularidades na extinta Sudam. O então senador havia renunciado ao cargo três meses antes, quando as investigações contra ele e outros envolvidos no chamado “Escândalo da Sudam” se intensificaram até a prisão.

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