Em 2019, o Pará concentrou 85,42% das emissões de gases estufa, com 341.970.850 gigatoneladas de dióxido de carbono equivalente, de acordo com o Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa-Observatório do Clima/Divulgação.

Causou espanto entre ambientalistas a declaração do secretário Meio Ambiente do Estado, Mauro Ó de Almeida, segundo a qual até 2026 o Pará será emissor líquido zero de gases de efeito estufa.  Isso porque, em 2019, no Pará, a categoria “Mudança de Uso da Terra e Floresta” – leia-se desmatamento – concentrou 85,42% de emissões de Gases de Efeito Estufa, com 341.970.850 gigatoneladas de dióxido de carbono equivalente, de acordo com o Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa-Observatório do Clima. A emissão de GEE no Estado representou, naquele ano, 18,42% do total de emissões de GEE do Brasil – os dados referentes a 2020 ainda não estão disponíveis.

Especialistas apontam que  “política verde” é balela

 Para os ambientalistas ouvidos pela coluna, as organizações sociais têm razão: não passa de promessa a divulgação do governo do Estado de uma “política verde”, principalmente quando o desmatamento continua em ritmo acelerado, com o aumento acumulado de 73% nas taxas de 2018 a 2020, de acordo com o Prodes-Inpe.  Em 2020, o Pará desmatou 4.899 km2, o que representou 45% do desmatamento total da Amazônia Legal, que foi de 10.851 km2. Altamira e São Félix do Xingu foram os dois municípios que mais desmataram, respectivamente, 709 km2 e 608 km2, com o total 1.317 km2.

Dados do Prodes colocam
Pará no topo do ranking

Os dois municípios desmataram mais que o Estado de Rondônia, quarto estado no ranking do desmatamento, com 1.273 km2, equivalente a 12% do total do desmatamento da Amazônia Legal. Das dez Terras Indígenas que mais desmataram, segundo o Prodes, as seis primeiras estão no Pará – Cacheira Seca, Apyterewa, Ituna-Itatá,  Trincheira Bacajá, Munduruku e Kayapó. A TI Cachoeira Seca, do povo arara, na primeira posição do desmatamento em 2020, com cerca de  72,4 km2 de área desmatada, foi homologada em 2016 e, desde o início de 2000 está sob pressão de invasores, sobretudo de madeireiros, sem falar nos grandes impactos causados pela construção da Usina de Belo Monte.

Estado concentra sete
dos doze alvos do governo

A situação do Pará é tão problemática que dos onze alvos prioritários do Plano Amazônia 2021-2022, do governo federai, sete estão no Pará. São os municípios de Altamira, São Félix do Xingu, Novo Progresso, Itaituba, Pacajá, Portel e Rurópolis. O plano prevê disciplinar a atuação dos órgãos federais no combate aos ilícitos ambientais e tem como meta, para 2022, reduzir o desmatamento à média histórica registrada de 2016 a2020, na faixa de 8,7 mil quilômetros quadrados.

Conflito de terra

Três anos depois, matadores de quilombola continuam impunes em Tomé-Açu

Veja reportagem

Papo Reto

Divulgação
  • Maior point gastronômico de Santarém, o restaurante Casa de Saulo, do empresário Saulo Jennings, vende  até 4 mil refeições aos finais de semana.
  • Detalhe: Saulo atende pessoalmente  seus clientes, desconhecidos e famosos, como a atriz Grazi Massafera, de bermudas, pés descalços e trajando camiseta descolada.
  • Vem aí o irmão da lancha “Golfinho”, que representou um divisor de águas no turismo de Soure e Salvaterra, no Marajó. Trata-se da lancha “Campeão 9”.
  • Totalmente climatizada, inclusive nos banheiros, a embarcação é mais veloz que sua antecessora e fará a travessia em apenas 90 minutos.
  • A empresa fluvial Master Motors quer investir agora em tecnologia para permitir a compra de passagens online, mas sofre com a precariedade do  sinal de internet na região. 
  • O Vice-consulado de Portugal em Belém convida para o lançamento, hoje, às 17 horas, na Livraria Foz, do livro “Portugal: um estado com certidão de nascimento”, do advogado e superintendente do Sistema Penal do Estado, Jarbas Vasconcelos (foto).
  • A morte da cantora Marília Mendonça, semana passada, em Minas, foi manchete de primeira página do jornal inglês “Daily Mail” online.
  • A foto principal mostra a mãe da cantora chorando sobre o caixão com o título “Mother weeps over open coffin of Braziliam pop star” (“Mãe chora sobre o caixão aberto da filha, estrela pop brasileira Marília Mendonça”).

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