Na ponta do lápis

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Governo Helder “empurra” superávit de 2020 para
2021, com risco de repetir governo Jatene em 2017

Dia 11 de setembro, de 2021, 13 horas

Observadores da administração Helder Barbalho avaliam que o superávit de cerca de R$ 1,2 bilhão do Estado em 2020, se for utilizado no exercício seguinte, poderá repetir o que aconteceu com o governo Jatene, em 2017. Assim, para gastar essa poupança, o governo precisa pedir suplementação orçamentária, que no orçamento vigente se materializa como despesa e, somadas as despesas do exercício vigente, tendem a gerar resultados primários do exercício negativos.

Mordendo a língua

Foi justamente essa mesma situação que aconteceu no último ano de governo de Simão Jatene, em 2018: gastou o superávit do ano anterior no ano seguinte, resultando em primário negativo que o governo Helder Barbalho, ao assumir, qualificou como “rombo”, o que não é. Chama-se resultado primário negativo em decorrência de superávit de superávits de exercícios anteriores. Resumindo: o governo atual está em vias de morder a própria língua.

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