Movimento de Helder Barbalho isola aliados locais, aciona PSB nacional e transforma Zequinha Marinho no fiel da balança da disputa estadual.
mais recente movimento do governador Helder Barbalho na pavimentação da sucessão estadual deslocou o eixo da disputa para fora do Pará - com escala direta em Pernambuco e conexão com a cúpula do PSB de Geraldo Alckmin. Não é apenas geografia política: é reposicionamento de forças.

Na prática, o MDB tirou o tapete do PSB do prefeito de Ananindeua, Daniel Santos, numa articulação “por cima” que reorganiza interesses cruzados e beneficia diretamente o projeto do prefeito do Recife, João Campos, ao governo pernambucano.
Mas esse enredo ganhou um elemento novo - e revelador. Daniel Santos recebeu ontem duas ligações que expõem fissuras no arranjo: pela manhã, de Antônio Rueda, que admitiu a pressão exercida pelo MDB na construção do acordo; à tarde, do próprio Geraldo Alckmin, que se disse indignado com a condução do processo, alegando ter sido atropelado e não ter tido conhecimento prévio dos fatos. O duplo movimento, confirmado por fontes do PSB e do entorno de Daniel, indica que o caso está longe de um desfecho consolidado - ao menos sob esse ângulo.
O arranjo passa por um apoio indireto e estratégico em Pernambuco --onde uma candidatura respaldada pelo MDB enfrenta dificuldades diante do avanço de Raquel Lyra - em troca da consolidação do bloco político de Helder no Pará. Nesse desenho, Hana Ghassan e Chicão Melo são peças centrais de uma engrenagem que o governador tenta manter coesa até o fim do ciclo.
No plano local, a engenharia política já produz efeitos imediatos. A deputada Andréia Siqueira assume protagonismo no PSB, redesenha o comando partidário e cria um ambiente hostil à permanência de Alessandra Haber, ligada ao grupo de Daniel Santos.
O caminho natural - e já em curso - aponta para o Podemos, sob a liderança do senador Zequinha Marinho, que se transforma em porto seguro para esse bloco político em reorganização.
É justamente em torno de Zequinha que o jogo ganha complexidade. O senador mantém o discurso de pré-candidatura à reeleição, mas não fecha a porta para compor como vice numa eventual chapa encabeçada por Daniel Santos.
A equação é direta: se permanece na disputa ao Senado, reduz o espaço de acomodação e dificulta acordos mais amplos; se recua para a vice, destrava o tabuleiro e viabiliza uma chapa competitiva ao governo, com Daniel-Zequinha, além de duas candidaturas fortes ao Senado orbitando o mesmo campo político - Éder Mauro, pela direita, e Celso Sabino, ocupando o espaço de centro-esquerda.
Enquanto isso, Helder mantém o controle da própria arquitetura. Em Brasília, recebeu o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para avançar na composição com o PSB – mas sob exigência: a manutenção da chapa ao Senado com Chicão Melo como nome inegociável. É o ponto de amarração do acordo - e também o limite imposto pelo Planalto.
Nesse cenário, Celso Sabino volta ao centro do jogo. Helder trabalha com duas alternativas: acomodá-lo como vice na chapa do MDB ou retirá-lo da disputa ao Senado, abrindo caminho para uma compensação institucional - possivelmente em tribunal de contas. A mesma lógica alcança Érika Sabino, que surge como opção competitiva à Câmara Federal dentro de uma nova configuração.
Mas o roteiro ganhou um capítulo paralelo. Em reunião recente, Sabino reuniu Márcio Miranda, Paulo Rocha e Ricardo Souza para discutir a estruturação de uma terceira via ao governo estadual - movimento impulsionado pela insatisfação do PT com a negativa de Helder em ceder a vaga de vice na chapa de Hana.
Se essa alternativa ganhar tração, o efeito é imediato: amplia o número de vagas competitivas ao Senado e reposiciona Sabino como candidato natural nesse novo arranjo. Érika migraria para uma chapa proporcional robusta, possivelmente ancorada no PRD.
No meio desse xadrez de múltiplas camadas, Sabino ainda tenta construir uma ponte com Daniel Santos - encontro previsto para hoje. Mas, mais uma vez, tudo converge para a mesma variável: Zequinha Marinho. Sua decisão é o fiel da balança.
Permanecer no Senado mantém o impasse. Aceitar a vice reorganiza o jogo - e acelera as composições. Por ora, o cenário segue aberto, com movimentos simultâneos e negociações que se sobrepõem. Helder joga para manter o controle da sucessão; Daniel busca viabilizar um projeto competitivo; e a terceira via tenta nascer no vácuo das insatisfações.
As cartas estão na mesa.
Quem tiver força - e timing - leva.

·Na quinta-feira, 26, o ministro da Educação, Camilo Santana (foto), esteve em Belém visitando as federais UFPA e Ufra, e anunciou importantes investimentos para o fortalecimento institucional.
·Na UFRA, o ministro mostrou porque tem CNH com habilitação D: chegou dirigindo um furgão foi doado à universidade.
·Ele anunciou o repasse de R$ 17 milhões para a retomada de obras nos campi fora de Belém, reforçando o compromisso com a infraestrutura da universidade.
·Fora dessa agenda, o ministro autorizou e assinou o repasse de R$ 394 mil para a revitalização do Projeto Carroceiro, que retira das ruas e cuida de cavalos que puxam carroças na periferia da cidade, desde 2003.
·O projeto foi apresentado ao ministro pelo médico veterinário, Heriberto Figueiredo, um dos coordenadores do projeto, e foi aprovado no mesmo instante. O ministro deixou a UFRA sob aplausos.
·O que já se imaginava aconteceu: algumas empresas de ônibus urbanos não têm a menor condição de manter os chamados ônibus “geladões”.
·Na quinta-feira, veículos climatizados - os “geladões” - da Auto Viação Monte Cristo - foram apreendidos e levados para Marituba para o mesmo local onde já estão outros dois “geladões” na mesma condição.
·As apreensões podem estar relacionadas ao não pagamento dos veículos ao banco ou ainda que a Justiça realizou a ação para quitar dívidas trabalhistas da empresa.
·As linhas afetadas são a 443, Pedreira- Lomas (A); a 635: CDP-Providência- Ver-o-Peso; a 439: Pedreira-Nazaré e a 417: UFPA-José Malcher. A Monte Cristo segue em atividade, mesmo com a frota bastante reduzida.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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