Mais de 40 milhões de brasileiros estão presos à modalidade mais cara do crédito
São Paulo, SP - Os juros rotativo do cartão de crédito ultrapassaram 400% ao ano em fevereiro, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira, 30. A taxa se aplica ao saldo que não é quitado integralmente na fatura e passa a ser financiado pelas instituições financeiras.
O rotativo é acionado quando o cliente não paga o valor total da fatura até a data de vencimento. Nesse caso, ele quita apenas uma parte, o chamado “pagamento mínimo“, e o restante da dívida é automaticamente financiado pelo banco, com juros elevados. O próprio Banco Central reconhece o avanço do custo do dinheiro. “A taxa média de juros das concessões avançou no mês e em doze meses”, informou.
No rotativo, a pressão é ainda maior. “Destacou-se a elevação da taxa média das operações de cartão de crédito rotativo”, apontou o BC em nota à imprensa.
Na prática, o funcionamento dessa modalidade cria um ciclo difícil de romper. Ao pagar só parte da fatura, o consumidor entra no rotativo e passa a carregar um saldo que cresce mês a mês. No mês seguinte, a nova fatura já vem com juros incorporados, o que aumenta ainda mais o valor devido. Com o tempo, a dívida deixa de ser pontual e vira permanente. Quanto mais tempo no rotativo, maior o valor acumulado e menor a capacidade de pagamento.
Os dados do Banco Central mostram que, mesmo com juros elevados, o uso do crédito continua avançando. “O crédito às pessoas físicas apresentou avanço disseminado entre as principais modalidades”, registrou a autoridade monetária. Esse movimento ajuda a explicar por que tantas pessoas acabam recorrendo ao rotativo. Com o orçamento apertado, o cartão vira uma extensão da renda, e o pagamento mínimo surge como saída imediata.
O Banco Central também aponta aumento na dificuldade de pagamento. “A inadimplência da carteira de crédito total do SFN aumentou”, concluiu.
Foto: Agência Brasil
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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