EXECUÇÃO SUMÁRIA

Especialistas em segurança pública apontam a
Polícia do Pará entre as que mais matam no País

Domingo, 1 de agosto de 2021

As cenas de pura execução de um dos assaltantes mortos na tentativa de roubo de agência bancária no Hospital Ofir Loyola deixam claro o quanto foi atabalhoada mais uma operação da Polícia Civil do Pará em pleno coração da capital paraense, ao lado da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré: no chão, desarmado e sem qualquer chance de reação o bandido foi sumariamente executado com tiro de fuzil disparado por um policial civil, conforme as imagens que circulam nas redes sociais. O mais grave é que essa morte vai aparecer na estatística da segurança publica como “morte por confronto com a Polícia”. “Mortes por confronto com a Polícia” continuam altas no Pará. Neste ano, de janeiro a julho, foram registradas 375 mortes por confronto com a Polícia – média mensal de 53 mortes. No curso do mês de julho foram 55 mortes por confronto, o que coloca a Polícia do Pará entre as que mais matam em “confrontos” no País. Para especialistas em segurança pública, esses números apontam o quanto a violência ainda está presente no Estado. É o caso em que confronto com a Polícia vira caso de Polícia e de direitos humanos. Só isso. Veja o vídeo com imagens no momento em que policial civil executa um dos assaltantes durante a frustrada tentativa de roube de agência bancária em Nazaré, centro de Belém.

Projeto Toras

O Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano e as prefeituras de Ananindeua e Marituba, Região da Grande Belém, começaram a discutir a elaboração do projeto que prevê solucionar o problema dos alagamentos na altura do quilômetro 10 da BR-316, área fronteira entre os dois últimos municípios. A ideia é a retificação do Igarapé Toras que, durante fortes chuvas, costuma ultrapassar a altura da pista da rodovia, provocando caos no trânsito de entrada e saída de Belém. O projeto deve complementar os serviços de drenagem previstos nas obras de requalificação da rodovia, dentro do BRT Metropolitano.

Renais crônicos

A revisão da tabela do SUS é a garantia do tratamento da diálise com dignidade e qualidade assistencial para mais de 140 mil brasileiros que dependem exclusivamente do tratamento da Terapia Renal Substitutiva para sobreviver. O último reajuste do Ministério da Saúde aconteceu em 2017, quando o reembolso da sessão de hemodiálise passou de R$ 179,03 para R$ 194,20, com aumento de 8,47%.

Valor mínimo

Porém, este valor, que à época já era insuficiente e muito abaixo da inflação, hoje é insustentável, obrigando as clínicas a arcar com a diferença em cada sessão. Em 2016, a própria equipe técnica do Ministério da Saúde já havia calculado o custo da sessão da diálise em R$ 219. A partir de cálculos de atualização dos custos, o valor mínimo que está sendo defendido junto ao MS é de R$ 285,45.

Decreto pisoteado

A Prefeitura de São João de Pirabas, nordeste do Pará, pintou e bordou sobre o decreto estadual que coloca o município na classificação verde no plano de atividades essenciais para a pandemia e reuniu público estimado em 20 mil pessoas em evento com atração nacional e com total desprezo às medidas internacionais de prevenção. Nem máscaras, nem distanciamento social, tudo junto e misturado, no que passaram em branco tanto o Estado quanto o MP. Resta saber se alguém será responsabilizado por tamanha ousadia.

Menos, menos

Em meio ao projeto megalômano de construir pontes ligando o continente ao Marajó Oriental, o governo do Estado bem que poderia  ser mais modesto e se ater à construção da ponte sobre o rio Paracauari, ligando Soure e Salvaterra. O empreendimento, a um custo razoável, beneficiaria os setores de negócios e o turismo regional, que  teriam um avanço extraordinário. As cidades têm lindas praias, mas a balsa que faz a travessia não funciona 24 horas. Até o uso de veículos pelos visitantes fica limitado na região.

Jogo de empurra

A avenida Celso Malcher, principal via de entrada e saída do bairro da Terra Firme, continua destruída após o vaivém das pesadas máquinas que construíram a Orla do Tucunduba. A prefeitura alega que a responsabilidade pela recuperação do trecho é do governo do Estado, dono da obra de macrodrenagem, mas a verdade é que o projeto já foi até inaugurado, o que deixa motoristas, pedestres e ciclistas a ver navios.

Melhores dias

O governo alimenta a ideia de que o segundo semestre no Legislativo será o melhor do presidente Jair Bolsonaro desde o começo do mandato. A aposta é na relação com o Congresso com a posse do senador Ciro Nogueira na Casa Civil, e os deputados Flávia Arruda, na Secretaria de Governo, e Fábio Faria, no Ministério das Comunicações. No entanto, aliados do presidente Bolsonaro pedem a saída do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, pelas denúncias sobre vacinas.

Eleições 2022

Pesquisa Atlas divulgada hoje pelo “Valor Econômico” aponta o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula empatados tecnicamente no primeiro turno marcando, respectivamente, 40,9% e 36,9%. No segundo, o petista venceria Bolsonaro por 49,2% a 38,1%. A desaprovação do presidente bateu novo recorde no levantamento, chegando a 59% de “ruim ou péssimo”, seis pontos superiores a maio. Porém, 26% o consideram “ótimo ou bom”, patamar considerado seguro para evitar um impeachment.

Excesso de força

O governo do Pará deu mais uma demonstração de força para deixar bem claro a quem quer que seja que é proibido protestar. Dessa vez o peso policial se abateu sobre habitantes de comunidades do município de Salinópolis, que promoveriam protesto pacífico pelo asfaltamento da PA-442, trecho que começa na Vila de Nazaré e vai até as Vila de Derrubada e Marieta. Não mais que de repente a tropa de choque do governo e interrompeu o ato, inclusive usando gás lacrimogênio, segundo os moradores locais. Pelo visto, fique claro desde já: quando o governo quiser fazer, fará; não adiante protestar.  

  • Chefe de Jornalismo da RBA TV e apresentador da Rádio Cultura, Adil Bahia é o novo diretor de Comunicação Social do TJE-PA, no lugar do jornalista Linomar Baía, que pediu exoneração do cargo.
  • Programada para retomar as atividades presenciais com 75% do seu pessoal, a Justiça do Trabalho no Pará alterou a data do dia 2 para o dia 16 de agosto, aguardando a leitura do quadro epidemiológico após as movimentações por conta das férias de julho.
  • A Secretaria de Saúde de Belém investiga caso suspeito de Covid-19 da nova variante Delta. Trata-se de paciente norte-americano, que está internado em um hospital privado em Belém. O IEC fará o sequenciamento genético que irá determinar ou não a nova cepa.
Divulgação
  • Aliás, o decano do TRT8, desembargador Vicente Malheiros da Fonseca (foto), aguarda somente a assinatura da sua aposentadoria, que já está em Brasília.
  •  O magistrado tem uma carreira que acompanhou os desdobramentos da Justiça do Trabalho na Amazônia, e, entre tantos feitos, prolatou a primeira sentença no Brasil sobre trabalho escravo.
  • Ministério da Saúde estuda a eficácia da terceira dose da CoronaVac em 12 mil voluntários que tomaram as duas doses da vacina. Eles receberão uma terceira dose, que poderá ser de qualquer laboratório.
  • Algo em torno de R$ 3,4 bilhões é quanto o governo Federal está investindo para quintuplicar a produção de vacinas no País.
  • O bom crescimento em setores do agronegócio e a recuperação de áreas ligadas ao consumo de bens duráveis e semiduráveis explicam a explosão do faturamento da indústria de máquinas e equipamentos – 45% – no País este ano.
  • O Tesouro revisou o espaço na regra em 2022 para até R3$30 bilhões, o que garantiria o novo Bolsa Família com valor médio de R$300 para 17 milhões de beneficiários.
  • O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o programa para gerar empregos para jovens, o BIP, será financiado por crédito extraordinário, que não conta no Teto, de R$2 bilhões a R$3 bilhões. A expectativa de Guedes é criar mais de 2 milhões de vagas.
  • Em depoimento à Polícia Federal, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello disse que o presidente Bolsonaro lhe pediu informalmente que averiguasse eventuais irregularidades no contrato da vacina indiana.
  • Pazuello afirmou que, também informalmente, pediu o mesmo ao ex-secretário executivo da pasta, Élcio Franco, que nada constatou. 

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