Instituto Evandro Chagas para

no tempo e perde referência

O Instituto Evandro Chagas segue fora da curva que lhe conferiu o status de centro de referência em pesquisas biomédicas e perdendo credibilidade na comunidade científica. Os efeitos da “Operação Parasita”, deflagrada pela CGU/Polícia Federal, ano passado, têm sido devastadores: o administrador João Bosco de Araújo foi exonerado do cargo por antecedentes nada recomendáveis e o diretor Jorge Travassos está na corda bamba.

Ação policial

O que se diz é que Jorge Travassos teve contas pessoais pagas por empresa envolvida em atos de corrupção, o que teria resultado na “Operação Parasita”, inclusive com a prisão do seu vice-diretor. A operação investiga irregularidades na contratação de empresa fornecedora de materiais e equipamentos laboratoriais pelo Instituto Evandro Chagas, instituição vinculada ao Ministério da Saúde e com unidades em Belém e Ananindeua.

“De fininho”

Chama a atenção o isolamento em que parece estar o Instituto, sem uma ação sequer desde o início da pandemia no Brasil. O diretor João Bosco chegou a comunicar o quadro funcional sobre seu desligamento, sem maiores explicações. Novo diretor deve ser nomeado pelo MS em breve, mas o destino do diretor Jorge Travassos é incerto.

Força, Zeno

Graças à intervenção do ex-prefeito Zenaldo Coutinho e muitos amigos, o jurista paraense Zeno Veloso (foto), acometido de Covid-19, foi transferido na madrugada desta sexta-feira para tratamento em São Paulo. O voo decolou do Aeroporto Internacional de Belém às 02h34 rumo ao Aeroporto de Congonhas, onde, por voltas das 05h50, uma UTI Terrestre já aguardava o paciente para removê-lo ao hospital sem perda de tempo.

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Sem vagas

Hospitais particulares já estavam comunicando no início da semana que não conseguiriam manter seus atendimentos abertos aos planos de saúde. Alguns chegaram a formalizar isso por escrito, para se resguardar de futuras responsabilizações. Associados batiam com a cara na porta dos pronto-atendimentos e ficavam sem saber o que fazer, tendo que recorrer ao atendimento na rede pública, que ainda mantém as portas abertas – ainda.

Vai que dá

Dia desses, em animada roda de amigos – todos de máscaras, naturalmente -, o ex-prefeito de Ananindeua Manoel Pioneiro disse que é muito grande, no interior, a aceitação do seu nome para concorrer ao Senado nas próximas eleições. Se for o caso, Pioneiro deixará o PSDB para se candidatar por outro partido, diante da possibilidade de o ex-governador Simão Jatene também lançar candidatura para o mesmo cargo.

Amigos, amigos…

Atendendo a pedido – é dura, muito dura a vida parlamentar -,  deputado federal do Pará chamou a esposa de um grande amigo para empregá-la, mas foi logo avisando: do salário de R$ 4,8 mil ela, a nova funcionária, ficaria com R$ 1 mil, ainda que sem precisar botar os pés no seu escritório político, em Belém. Assim: a funcionária receberia o total previsto, mas teria que devolver a parte do Leão para ele. Se isso não é rachadinha, o que é então?

Ferro na boneca

A “janela” que o governador Helder Barbalho prometeu abrir, em 2019, ao assinar, com pompa e circunstância, protocolo de intenções para a implantação da primeira planta de verticalização do minério de ferro do Pará continua “fechada”. A parceria entre governo, Vale e a China Communication Constrution Company previa investimentos de US$ 450 milhões – R$ 1,5 bilhão à época – na implantação da usina de laminação de aço, que sequer saiu do papel. Nem o projeto e o licenciamento foram apresentados. 

No papel

A rigor, o projeto não vislumbrava transformar minério de ferro em aço no Pará. Tratava-se apenas de um processo de laminação, cujo insumo viria do Ceará. Em 2015 venceram os incentivos da Vale e o governo de então aprovou nova lei, pela qual os incentivos seriam concedidos somente a empresas que verticalizassem sua produção em território paraense. O resultado é que até hoje a mineradora Vale continua sem incentivos fiscais

Alhos e bugalhos

O CNJ anuncia a criação do Centro de Inteligência do Poder Judiciário enquanto, no Pará, o governo extingue o Centro Integrado de Inteligência, criado no governo Jatene, para investir na criação do Centro Integrado de Comando e Controle, que nada mais é do que um centro de operações ostensivas – um Ciop melhorado, por assim dizer -, bem diferente da área de inteligência, cuja natureza é sigilosa. No Pará acontece tudo ao gosto do freguês.

Casa de ferreiro

O presidente da Assembleia Legislativa, Chicão Melo, resiste a tudo e a todos quando o assunto é a  suspensão do expediente na Casa. Pressionado por parlamentares, suspendeu apenas a sessão desta terça-feira, com a justificativa de que o prédio será higienizado nos dois primeiros dias da semana, mas, quarta, quer todos aglomerados, descumprindo o decreto governamental que suspendeu reuniões com mais de dez pessoas.

Trabalho da mulher

Estudo do Dieese aponta que 40% da ocupação de trabalho no Pará incluem mulheres. São cerca de 1,2 milhão de mulheres nas mais variadas formas de ocupação e atividades, mas, dependendo do setor, com rendimentos inferiores aos dos homens. Mulheres responsáveis pelo lar somam 1,1 milhão de famílias, isto é, de cada dez lares, quatro são chefiados por mulheres, ou seja, cerca de 40% do total de 2,5 milhões de famílias paraenses.

Sem combate

Pelo jeito, não tem como a classe dos advogados e o cidadão, que paga seus impostos e custas judiciais tão caras entenderem. Convenhamos: a pandemia é uma triste realidade, é prudente restringir o trabalho no fórum, mas, suspender os prazos dos processos eletrônicos está fora da lógica. Afinal, o teletrabalho, através do Processo Judicial Eletrônico, está longe de disseminar o coronavírus, mas a medida consta de portaria editada no último dia 3 pela presidência do Tribunal de Justiça do Pará.

Último guardião

Tanto a Justiça Federal quanto a Justiça do Trabalho continuarão com os processos eletrônicos em pleno funcionamento e prazos. Apenas os processos físicos foram suspensos. A Justiça estadual, porém, suspendeu todos os prazos, dos processos físicos e dos processos eletrônicos. A reclamação é grande. Então, quando o “último guardião” falha, o sistema todo vai atrás. A sensação é de falta de interesse e de compromisso.

  •  O prédio histórico ao lado da igreja da Trindade, que passou a ser ocupado, não se sabe como, pela igreja Assembleia de Deus, sediará, além de um templo, os estúdios da TV Boas Novas, braço comercial da organização religiosa.
  • Os R$ 146 milhões previstos para as obras de ampliação do Estádio Mangueirão permitiriam a construção de umas 50 Upas, ou de hospital maior que o Abelardo Santos.
  • O vice-governador do Estado bem que poderia ser chamado de “corujinha”: não fala, mas presta uma atenção… Calma. Logo, logo vossa excelência terá um plenário para chamar de seu.
  • Afinal, com tantas PECs em jogo, não seria bom à Câmara Federal detalhar o que de fato vem a ser “reputação ilibada e notório saber”, em vez de vender gato por lebre ao distinto eleitor?
  • Enquanto o Ideflor e a OS Pará-2000 brigam por espaço no Parque do Utinga, os lagos que abastecem Belém são vítimas da proliferação de vegetais que comprometem a qualidade da água.
  • Segue a toque de caixa a construção de um Atacadão no Portal da Amazônia, o que é muito estranho: o empreendimento estava interditado nos últimos da gestão Zenaldo.
  • À base de reza braba, só pode, o projeto foi autorizado e retomado logos nos primeiros dias da nova gestão, sem que se saibam os motivos da interdição e do recomeço.
  • O professor Carlos Maneschy segue na UTI do Hospital Porto Dias, sem intubação e apresentando melhoras. 
  • A família conseguiu um leito em São Paulo, e Maneschy chegou a embarcar, mas o avião apresentou problemas e precisou retornar, frustrando a transferência.
  • Ex-prefeito de Ananindeua jura que negocia candidatura ao Senado com o partido, quando todo mundo está careca de saber que tem a promessa de apoio do senador Jader Barbalho.  
  • A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil lançou ampla campanha de incentivo à vacinação.
  • Diretores de todas as associações comerciais do País – mais de 2 mil em 27 federações – irão figurar nas redes sociais estimulando a população a se vacinar contra a Covid-19.
  • Pais que levam filhos para o Parque Aquático da AP têm se preocupado com o nível dos recreadores e salva-vidas: horas a fio ao celular e máscaras no pescoço.
  • O Procon cobra de hospitais particulares a identificação do atual cenário de disponibilidade e ocupação de leitos de UTI para tratamento de Covid-19 e demais atendimentos hospitalares. Não é estranho?
  • Pode-se dizer que o projeto da Estação de Tratamento de Esgoto inaugurado pelo prefeito Paulo Tocantins, novo aliado do governo, deu… no que deu…

Infectologista Cléa Bichara

Pandemia

Sem plano integrado de gestão, Brasil

perde corrida contra o novo coronavírus.

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Médica infectologista, doutora em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários e professora dos cursos de Medicina da Uepa e da Unifamaz, Cléa Bichara (foto) traça um quadro completo da pandemia no País e no Pará. Para ela, faltam exemplos, atitudes e campanhas de conscientização da população, diariamente estimulada contra as medidas de prevenção. Pior, arremata a infectologista: “Faltou dar crédito à ciência”.

  • O Pará e o Brasil vivem em meio a uma suposta segunda onda da pandemia do novo coronavírus. Quem subestimou a doença: os governos ou a população?
  • Estamos em outro “pico”, não zeramos a transmissão durante o ano todo. O País não tem um plano de gestão com ações coordenadas para o enfrentamento da pandemia, que deveria ter sido executado em curto, médio e longo prazo. Não temos testagem e rastreamento com tecnologia molecular universal. O que o Brasil adquiriu foram “testes rápidos”, pouco usados no mundo por não apresentarem a acurácia e desempenho satisfatório para o diagnóstico da Covid. Todos os dias começaram do “zero”, e agora estamos vivendo repetições de momentos mais críticos, em amplo sentido. O Brasil é um país continental. Estados e municípios tentam cumprir suas estratégias atendendo suas particularidades. As diferenças são muito claras. Há necessidade emergencial de ações integradas, simultâneas, dirigidas às prioridades regionais, o que está longe de acontecer. Grande parte do comportamento da população é reflexo disso.       
  • A população tem contribuído pouco com o distanciamento social. O que pode ser feito para estimular a adesão da população?
  • Dar exemplo, ter atitude, fazer campanhas em todas as mídias possíveis, além de outras questões. Vivemos um momento de grande conflito entre o que é pertinente ao processo de adoecimento e de medidas de prevenção baseados no conhecimento cientifico e nos posicionamentos políticos com grande irresponsabilidade, pois repercute no descontrole da pandemia e aumento de mortes. Não há um alinhamento entre os níveis de gestão; muito pelo contrário: há uma campanha e até ameaças contra os gestores municipais e estaduais que tentam executar seu planejamento. A maior parte da população sabe o que deve fazer, mas é estimulada todos os dias contra as medidas de prevenção que são anunciadas como não efetivas – distanciamento social e uso de máscaras. A população tem importância fundamental e deve ser conscientizada do seu papel. No mundo, onde o controle da Covid-19 foi bem sucedido, a cidadania revelada com o compromisso “comigo e com o outro” foi a medida padrão ouro. 
  • As novas medidas restritivas decretadas pelas autoridades de saúde do Estado são suficientes para conter o avanço da transmissão? 
  • Trazem esperança. Ninguém pode negar que há uma expectativa positiva. Já tivemos a experiência aqui mesmo em nosso Estado, mas, novamente enfatizo a necessidade de ações integradas no País, um estimulo para maior adesão e aceitação da população. Tais medidas não são aleatórias, trazem respaldo da ciência experimentada no mundo todo. Tais medidas buscam o controle e a redução transmissão. Lógico que não é para “acabar com a pandemia”, é para reduzir taxa de transmissão, conciliar com a capacidade de assistência da rede de saúde e, ao mesmo tempo, não fechar totalmente a economia. O vírus não respeita horários: circula 24 horas junto com seu hospedeiro. Assim, a transmissão ocorre a qualquer momento, sobretudo quando há “aglomeração”. O que se tenta estabelecer é a conciliação da restrição das atividades que favoreçam a circulação de pessoas com a manutenção das atividades comerciais de maior prioridade, reduzindo horário de funcionamento e agora até o de pessoas – o chamado “toque de recolher”. 
  • Como a Sra. avalia a atuação dos governos locais – fechamento de hospitais de campanha e afrouxamento de medidas restritivas – no combate à pandemia neste ano?
  • Quem acompanha a ocupação de leitos diariamente pode observar a instalação dos hospitais de campanha um pouco antes do grande “pico” da pandemia, pelo menos em Belém. Entretanto, tanto no nível público quanto privado as portas das urgências muitas vezes, por motivos diversos, estavam fechadas. Foi uma “avalanche” jamais vista em todos os níveis na rede de saúde, com a oferta abaixo da procura. Houve uma rápida adequação da atenção, separando o nível de assistência, com triagem de pacientes conforme a necessidade de cada um e gravidade – ampliação de leitos clínicos e de UTI, ambulatórios específicos, teleconsultas, etc… Superado o grande momento – só que só em maio somaram mais de 3 mil óbitos -, os leitos foram reduzidos, hospitais de campanha, fechados e cirurgias eletivas e consultas por outras causas voltaram à normalidade. E, as medidas de restrição colocadas por força de decretos foram mudando de acordo com os resultados das avaliações epidemiológicas, mas o distanciamento, o uso de máscaras e a higienização das mãos nunca deixaram de ser recomendados e até obrigatórios. Não precisa de decreto para tal. É importante o estimulo, campanhas reforçando a importância de manter todos os cuidados. E ai outros fatores foram somados, aglomerações reforçadas pelo calendário cultural e social e mudanças no comportamento do vírus. Mudou no mundo, mudou aqui.
  • As festas de final de ano e o carnaval, que levaram centenas de pessoas ao interior do Estado podem ser apontados como responsáveis por esta nova onda de infecções no Pará?
  • Há vários fatores envolvidos, e o calendário cultural e social de cada área geográfica contribuiu muito – verão e inverno europeu e nos EUA -; férias de julho no Pará. A procissão do Círio não ocorreu, mas os almoços sim, as eleições, festas de final do ano, carnaval… Somando-se ao aparecimento das mutações virais, novas variantes, possibilidade de reinfeção, além das características de elevada transmissibilidade que vêm sendo identificadas por pesquisadores do mundo todo, começando pelos ingleses. Na África do Sul foi descrita uma nova variante identificada pelo sistema de vigilância em saúde. A variante brasileira foi descoberta circulando no Japão, em material coletado de viajantes procedentes do Amazonas. Assim, a falta de adesão às medidas preventivas de forma individual e coletiva impacta sobremaneira no aumento do número de casos, das formas graves e complicadas com necessidade de atenção hospitalar e com evolução para o colapso da rede assistencial, como está sendo visto em todo âmbito nacional. 
  • O Plano Nacional de Vacinação, sua aplicação nos Estados e a eficácia das vacinas disponibilizadas estão dentro das expectativas dos cientistas?
  • Ainda não está disponível no mundo todo uma alternativa terapêutica especifica comprovada com ação contra o SARS-CoV-2. As vacinas surgem como uma das mais importantes estratégias para evitar formas graves e complicadas da Covid-19. Foi um esforço multicêntrico internacional para em tempo recorde termos várias opções de vacina seguras, com variável efetividade, mas todas com a função comum de evitar o adoecimento com gravidade. Muitas respostas sobre as vacinas estão ainda sendo observadas, como, por exemplo, quanto tempo perdurará a proteção, além de outras. Entretanto, novamente, o mundo acompanhou o Brasil, subestimando a aquisição de vacinas, cujas pactuações iniciaram ainda no final do primeiro semestre de 2020. Nossas autoridades técnico-cientificas não foram ouvidas, e agora estamos observando falta de vacinas neste momento tão crítico. Ocupamos o segundo lugar em número de óbitos no mundo, com a imagem do País que pior conduziu a pandemia, mesmo tendo todas as condições para ser tudo tão diferente, melhor e assertivo. Não falta recurso e nem expertise profissional. Hoje caminhamos lentamente com a vacinação no País e vemos em tempo real Estados interromperem a vacinação das suas populações por falta de vacinas, tudo resultado da ausência de um plano nacional de gestão. Mediante tal situação, é necessário que Estados e munícipios ganhem liberdade para comprar os imunizantes e protejam sua população. Mas, o Brasil vai ter que aguardar. 
  • Este momento já registra mais casos e mortes diariamente do que nos piores cenários vividos ano passado. Onde falhamos e o que pode ser feito?
  • Voltamos a dizer que foram somatórias de situações já pontuadas que colocam o Brasil com um dos cenários mais graves do mundo. Faltou dar crédito à ciência, seguir experiências com melhores resultados, comando geral, logística. Somamos problemas existentes com os novos que surgiram e, quanto à grande barreira que poderia ser a vacina estamos de novo correndo atrás. Há urgência em tomadas de decisões que impactam na vida e sobrevida das pessoas. Estamos falando de nossas famílias, nossos amigos, falando de você.  Precisamos da implantação universal da vacinação, assim como a testagem massiva da população para identificação imediata de contactantes, aprimorar a rede de vigilância diagnóstica para o sequenciamento e identificação de novas variantes. Estamos presenciando a desconstrução da saúde pública do País, que até pouco tempo tinha  reconhecimento mundial em diferentes áreas como, por exemplo, o Programa Nacional de Imunizações, que apesar de contar com pessoal de elevada formação técnica, hoje se vê com limitação de suas ações. Embora necessária, se mostra ineficaz a tentativa de ampliação de leitos de modo isolado. Precisamos de força-tarefa para prevenção com as estratégias sabidamente efetivas de vacinação, educação e testagem em larga escala. O foco é ninguém precisar internar.
  • É muito importante enfatizar que os profissionais de saúde fazem tudo que podem, todos os dias, pagando inclusive com a própria vida na luta contra a Covid-19. Todos nós precisamos da esperança de que é possível conviver de outro modo com a pandemia.

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