Coluna – Sábado, 20 e domingo, 21 de fevereiro

Vigilância Sanitária isola mais
de  2,4 mil passageiros em Belém

Dados da Secretaria de Saúde do Estado apontam a notificação de mais de 2,4 mil pessoas no Aeroporto Internacional de Belém pela Vigilância Sanitária em voos provenientes de Manaus e da região oeste do Pará desde o dia 5 deste mês como forma de evitar a proliferação da variante do novo coronavírus. A orientação da barreira sanitária prevê que todos esses passageiros notificados guardem isolamento social de 14 dias, tendo ou não sintomas da doença, em endereço fixo e informado no documento de notificação.

Sem tato

No Laboratório Central do Estado, servidor denunciou aglomeração no refeitório e o diretor do Laboratório resolveu o assunto de maneira radical: fechou o restaurante. Agora, os servidores têm apenas uma hora de intervalo para o almoço em casa, em lanchonetes ou debaixo das árvores – decisão que fica a critério de cada um. O ambiente ferveu a tal ponto que tem gente prometendo botar a boca no trombone e contar quem furou a fila da vacina na instituição, o que configura a chamada represália contra represália.

Perde & ganha

Causou mal estar entre os parlamentares a escolha, sem concorrência, do deputado Igor Normando (foto) para presidir a Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Alepa, uma das mais importantes da Casa, que jamais teve presidente tão inexperiente. À boca pequena, dizem que sua excelência recebeu a compensação devida pela perda da indicação da presidência do Centur, que estava no colo da namorada do irmão dele.

Divulgação

Pé no saco

Ato falho ou caso pensado da fabricante Macroplastic, a impressão da marca oficial do governo do Pará nas sacolas fabricadas em nome do “ecologicamente correto” para os supermercados de Belém acabou sendo um tiro no pé do governo – sem falar na possibilidade de os supermercados não saberem o que estão comprando para entregar aos clientes. É que, além disso, trata-se de um produto de baixíssima qualidade, incapaz de resistir ao peso de um quilo de batatas, acabando por se desmilinguir no meio da rua.

Sem querer…

Esse “novo jabuti” plantado no posto do governador Helder Barbalho – além dos respiradores – é apelidado pelos clientes de “Sacolas Chaves – sem querer, querendo” -, mesmo depois das desculpas esfarrapadas divulgadas pela Aspas na tentativa de apagar o mal feito. Assim, essa mentira – seja lá qual for -, mesmo repetida a cada mil sacos vendidos não tem a menor chance de virar verdade, contrariando a velha máxima.  

Efeito denorex

Que o Condomínio Miriti, na BR-316, parecia ser o paraíso residencial de alguns ricaços de Belém todo mundo pensou. O que não estava previsto era que os construtores iriam dar o calote nos compradores a ponto de a obra atrasar por cerca de 60 meses e somar processos transitados em julgados na Justiça que nunca chegam ao fim. Quanto aos construtores é como se nada estivesse acontecendo e vida que segue em céu de brigadeiro, apesar de as dívidas serem consideradas “impagáveis”.

Explique-se

Não se entende a razão pela qual o Poder Público ignora solenemente a coleta seletiva de lixo em Belém. Para se ter ideia, resíduos recolhidos por catadores na região metropolitana representam menos de R$ 120 mil por mês nos contratos das empresas do Aterro de Marituba, o que totaliza, em conta simples e direta, cerca de R$ 1,5 milhão por ano. Então, por que não apoiar essa iniciativa? Será que as empresas não querem?

Capacete neles

Há um detalhe a ser observado pelas autoridades sanitárias em meio ao recrudescimento da pandemia no Pará: a obrigatoriedade do uso de capacetes por passageiros de mototáxis. De fato, os agentes de trânsito não dispensam a cara de ninguém nesse item, ao menos nas áreas urbanas das cidades, mas o capacete, segundo avaliam alguns especialistas, aparece como um dos principais vilões da transmissão. Caso a pensar.

Falando nisso

O Aeroporto de Belém pertence à categoria internacional, mas quem utiliza o estacionamento arrendado por uma empresa não se sente nada “internacional”. Para ingressar no estacionamento, o motorista precisa apertar a botoneira sem qualquer higienização. Os arrendatários não modernizaram o sistema, como shopping e supermercados, onde basta a aproximação de uma das mãos para liberar o bilhete.

Volta do anzol

Alguns ex-prefeitos que não conseguiram se reeleger ano passado, entre eles Amanda Martins, do Acará e Chita, de Abaetetuba seguem perambulando pelos corredores da Assembleia Legislativa na cola de seus deputados de preferência. Os pedidos agora são outros e têm muito mais a ver com o futuro do que necessariamente recursos para gestão. Querem livrar a própria pele de processos judiciais que estão por vir.

Igreja rachada 

A Igreja Católica  nunca esteve tão dividida como nos tempos atuais, em que, pressionados pela pandemia, um grupo prega o fechamento das igrejas e outro, a manutenção – isso em meio a mensagens da Páscoa de penitência, caridade, respeito às diferenças, jejum e perdão. Desde a posse do Papa Francisco instalou-se uma cizânia no Vaticano, alimentada pela velha ortodoxia e setores da Igreja voltados ao atendimento das minorias. Francisco segue o ritual punitivo, seja no Banco Vaticano ou contra os casos de pedofilia na Igreja.

Fim do mundo

Pesquisadores da Universidade de Harvard (EUA) revelam que teria sido apenas um pedaço do cometa conhecido como “Chicxulub” o causador da extinção dos dinossauros ao atingir a Terra, na costa do México, 66 milhões de anos atrás. O vilão dessa história seria o planeta Júpiter, que, por ser o planeta mais massivo, chuta com a força da sua gravidade cometas que passam pelo sol e acabam atingindo a Terra. Outros astrônomos sugerem que, assim como no caso dos dinossauros, esse poderia ser o destino da humanidade.

“Pinto novo”

Esse foi o apelido que empresários e produtores do agronegócio de Breu Branco botaram no prefeito Flávio Mezzomo, do PL, que estaria abusando do engessamento de seus secretários na configuração de ações que promovam desenvolvimento. O que se diz é que sobram “desculpites” para ficar quedo e mudo quando precisa decidir alguma coisa.

  • Aviso aos incautos: a lei que obriga o uso de sacolas biodegradáveis nos supermercados não prevê venda, mas distribuição gratuita ao consumidor. Está no parágrafo dois.
  • A lei só não previa a propaganda “acidental” do governo nas sacolas…
  • Sargento Silvano, que, como vereador, manifestava-se feroz adversário do atual governo do Estado, se acomodou convenientemente em uma unidade do Detran em Ananindeua.
  • O ex-vereador não é formado em Administração ou em Gestão Pública, nem tem graduações, que seriam de fundamental importância para exercer o cargo.
  • A Prefeitura de Belém planeja inovar nesta Semana Santa, por conta da pandemia. Fecha parcerias para garantir a venda de pescado no modo delivery.
  • A polêmica é aguda, mas, cá entre nós, para todos os efeitos, os ministros do Supremo Tribunal Federal parecem se sentir acima de qualquer crítica.
  • Liberdade de expressão, para eles, é ofensa, o que remete à ameaça de que, quando bem entenderem, a liberdade de imprensa também pode virar fumaça.
  • Donos de postos de gasolina em Belém não sabem, mas já tem frentista perguntando a quem abastece o carro se quer nota fiscal.
  • É a internet induzindo o consumidor a pressionar os empresários a diminuir o preço do combustível.
  • A diretoria da Assembleia Paraense admite que foram desviados R$ 3 milhões de créditos de cartão, mas não informa ao associado em que pé está o processo que apura os fatos.
  • O título de sócio da Assembleia Paraense já valeu R$ 20 mil ou mais, mas nos classificados dos jornais há títulos em oferta por até R$ 8 mil.
  • O prefeito de Bragança, Raimundo Oliveira, o Raimundão, virou amigo de copa e cozinha do governador Helder Barbalho de quem, até ano passado, queria distância.
  • A Guamá Tratamento de Resíduos Sólidos pode até não dar conta do lixão de Marituba, mas ainda assim é um dos principais anunciantes da chamada grande mídia em Belém.
  • O Aeroporto internacional de Belém está entregue às traças. É mais quem reclama da falta de iluminação no salão de passageiros, que fica operante somente até 10 horas.
  • O espaço também vive uma aparente seca: o conjunto de chafarizes continua sem água, com claros sinais de abandono. A direção da Infraero segue caladinha da silva.
  • Roger Aguillera não vai ficar na comissão do futebol do Paysandu. Apesar de não ter expressado isso, já confidenciou a amigos que está fora. Tem muito cacique sem $$$…
  • Falando em Paysandu, não pegou bem a dispensa de Debu, Calbergue, Vitor Diniz e William pelo técnico Itamar Shulle, que, sem conhecer os jogadores, abriu mão deles.
  • O torcedor dobrou seu nível de cobrança ao treinador na contratação de novos jogadores para o clube. Agora, Itamar não pode errar.
  • A avenida Júlio César está precisando urgente de uma visita do pessoal da equipe de obras da prefeitura. Há Buracos profundos e perigosos ao longo de uma via de velocidade.

Piada ensacada em biodegradável

Divulgação

*Olavo Dutra

  • Nunca, jamais em tempo algum se viu algo parecido – não por estas bandas: empresa de Curitiba contratada sabe-se lá por quem para produzir sacos biodegradáveis para a rede de supermercados de Belém inseriu, por suposta “conta própria”, a marca oficial do governo do Pará, reconhecido “tarado por propaganda”, nos sacos que estão sendo vendidos para acomodar compras em obediência a uma legislação meio-pau que proíbe o uso de sacos danosos ao meio ambiente e ignora os sacos igualmente danosos ao meio ambiente que embalam produtos em sacos biodegradáveis não danosos ao meio ambiente.
  • O quiproquó está legalmente formado. Surpreso com a “propaganda gratuita”, o governo do Estado acionou a Procuradoria-Geral, que notificou a Associação Paraense de Supermercados pedindo a suspensão das vendas dos sacos não danosos ao meio ambiente, que prometeu pedir aos supermercados para acatar a medida e que ficaram de se manifestar durante todo o dia ontem, enquanto o consumidor continuava pagando o saco.
  • Não que se queira atribuir a essa confusão alguma transação nada republicana em nome da defesa do meio ambiente; muito pelo contrário. Mas, como uma a empresa de Curitiba iria, “por conta própria”, obter a logomarca do governo do Pará e, “por conta própria” inserir essa logomarca em sacolas? Se não é piada, parece zombaria com a inteligência do público consumidor. A verdade é que não pegou bem mais uma propaganda do governo do Pará, principalmente quando se está pagando por ela nos supermercados – as outras, todo mundo está careca de saber -, são religiosamente pagas através de outros meios.
  • Assim, a solução foi articular, ainda que tardiamente, uma resposta ao consumidor paraense “acertando” uma nota de esclarecimento da Associação de Supermercados e uma ridícula retratação da empresa Macroplastic Ind. e Comércio de Embalagens Ltda., autorreconhecida incompetente fabricante das ditas sacolas não danosas ao meio ambiente, mas, até a decisão sobre a cobrança ou não pelos supermercados, duplamente danosas ao bolso do sofrido consumidor. A emenda, como sempre, saiu pior que o soneto.
  • Veja a nota de esclarecimento da Aspas, abre aspas: “A Associação Paraense de Supermercados vem a público esclarecer os fatos relacionados à referência ao governo do Estado estampada nas sacolas ecológicas reutilizáveis, que se tornaram obrigatórias desde o último dia 14 de fevereiro.
  • Ocorreu que, sem que houvesse solicitação dos supermercados ou imposição de qualquer órgão estadual, a empresa que forneceu as sacolas para a grande maioria de nossos associados, por iniciativa própria, estampou a marca oficial do governo do Estado em todas as sacolas até então produzidas.
  • O problema foi de imediato detectado e comunicado ao fornecedor, todavia, em respeito à lei vigente e ao seu principal objetivo, que é minimizar efeitos negativos ao meio ambiente, e em face da impossibilidade de imediata substituição das sacolas que já estão nas lojas, as empresas viram-se obrigadas a manter as mesmas à disposição dos clientes até que a nova remessa, que já se encontra em produção, chegue ao Estado.
  • Esperando haver prestado os devidos esclarecimentos à população paraense, a Aspas reitera seu compromisso com a verdade e transparência em suas ações institucionais, fecha aspas. Alguém se dá por satisfeito com esses esclarecimentos?
  • Então, se não houve solicitação do cliente e nem imposição do governo, por que o fabricante resolveu, por livre e espontânea vontade, colocar a propaganda do governo e não a do supermercado, real cliente pagador? Mais: todo comerciante sabe que a confecção de um produto exige um orçamento e um modelo do produto a ser comercializado para aprovação ou não. Como diria aquela humorista paraense, “pensa que eu sou lesa?”
  • Quanto à empresa produtora das sacolas biodegradáveis, a retratação, veja o que diz, abre aspas: A Macroplastic Ind e Comércio de Embalagens Ltda. vem  por meio dessa, prestar os devidos esclarecimentos e nos  retratarmos no tocante a questão do erro na impressão  das novas sacolas da Lei Nº 8.902 de 11 Setembro de  2019, onde consta a impressão da logomarca do governo  do Estado do Pará, a qual foi inserida de forma  equivocada visto que, não há vinculo algum entre a  produção das sacolas realizada pela Macroplastic e o  governo do Estado. Tal situação é fruto de uma infeliz desinformação por  nossa parte, sentimos muito pelo transtorno causado ao  governo do Estado e a todos nossos clientes, nossa  intenção é sempre a de melhor atendê-los. No dia de ontem (16 de Fevereiro de 2021) quando fomos  informados da situação, de imediato removemos a logo  marca, fecha aspas.
  • Em tempo: um grupo de jornalistas e advogados com especialidade em Direito do Consumidor analisa a viabilidade de uma ação popular contra a cobrança das sacolas pelos supermercados de Belém, caso o Ministério Público não se manifeste cumprindo sua missão como representante da sociedade. Como se vê, melhor que a Aspas, os supermercados e a tal Macroplastic coloquem a viola no saco e deem no pé…

*Olavo Dutra é jornalista

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