MPF cobra fiscalização

contra pandemia no Pará

O Ministério Público Federal deu prazo de cinco dias para que a Prefeitura de Belém, o governo do Estado e os hospitais privados se expliquem sobre as providências tomadas para conter novo aumento no número de casos de Covid-19. Na mesma pisada, o MPF cobra explicação sobre as medidas adotadas para punir os proprietários da Loja Havan, aberta em meio a uma aglomeração popular nunca vista antes em eventos do gênero em Belém antes da pandemia. O MPF considera haver “certa inércia” da fiscalização no Pará.

Relação corrompida

Acabou o namoro entre o Sindicato dos Policiais Civis do Pará e o governador Helder Barbalho. O rompimento, ao que se diz, é definitivo e carrega uma cesta básica de reclamações da entidade por conta de compromissos de campanha não cumpridos pelo  chefe do Executivo. Segundo o Sindpol, decorridos 22 meses de gestão, o governador Hélder Barbalho não atendeu nenhuma reivindicação  da categoria – e pior: por força de lei, nos próximos 12 meses nenhum servidor público terá aumento salarial. É doído.

Ao contrário

Para o sindicato, o governador foi tão implacável com os policiais civis que alterou a Lei Complementar 022 – a Lei Orgânica da Policiai Civil – por decreto, criando novas Unidades Policiais sem cargos para não pagar o DAS de chefia de operações e de cartório a investigadores e escrivães. Já a Polícia Militar, além da reestruturação da lei, criando cargos, unidades e vantagens teve aumento salarial de 6% para todos os postos e graduações da corporação, isso bem antes  da pandemia.  É, é hora de discutir a relação.

Segunda onda

O reaparecimento de casos de Covid-19 no Amapá gera o temor de uma segunda onda da doença entre a população. Lá, como cá, cuidados sanitários como o uso de máscaras e isolamento social, aglomerações em praias, parques e pontos turísticos têm sido ignorados, enquanto os boletins médicos seguem apontando alta de casos. Na última segunda, por exemplo, foram confirmados 153 novos casos, com 1.424 ainda em análise. O Amapá contabiliza 749 mortes, a maioria, mais de 520 casos, na capital, Macapá.

Clube da esquina

O podcast “Praia dos Ossos”, que trata do assassinato da mineira Ângela Leila Diniz (foto) pelo namorado Doca Street, em 30 de dezembro de 1976, divulgou aos ouvintes detalhe curioso no oitavo e último episódio, que foi ao ar sábado. Das quatro vias públicas no Brasil identificadas durante a pesquisa para o programa e que levam o nome de rua Ângela Diniz, uma fica no Pará: bairro da Paz, em Parauapebas. É na esquina com as ruas Mané Garrincha e Daniella Perez. As outras três ficam em Fortaleza, Rio de Janeiro e Búzios.

Divulgação

Vai da balsa

A Associação Comercial de Soure, que agrega empresários de Cachoeira do Arari e Salvaterra, região do Marajó, emitiu nota de repúdio contra a empresa de navegação Arapari, por conta do que considera “péssimos serviços” prestados na travessia Belém-Camará. A população da região reclama há anos da empresa que, dizem, não sofre sanção governamental “porque tem a deputada Ana Cunha” no quadro societário. De fato, não se tem conhecimento sobre ações de fiscalização da Arcon nas operações da empresa.

Estranho é pouco

O prefeito de Tucuruí, Artur Brito, que tenta a reeleição, encomendou pesquisa que tem toda pinta de resultado direcionado. Outra pesquisa, feita em período semelhante, aponta o prefeito em terceiro lugar, com baixa probabilidade de reeleição. Moral da história: a coligação do prefeito impugnou a dita pesquisa apontando erros técnicos de ponderação de bairros e localidades do município. Ocorre que o estatístico que cuida da metodologia dessa pesquisa é  o mesmo da pesquisa encomendada pelo prefeito. Não é estranho?

“Estupro culposo”

Desde setembro, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos vem questionando o que virou um dos maiores escândalos jurídicos nacionais – o julgamento de acusação de estupro “culposo” envolvendo a influenciadora digital Mariana Ferrer, em Santa Catarina. Agora, o Ministério dispara ofícios com pedidos de providência junto ao CNJ, Corregedora-Geral de Justiça, OAB e ao Corregedor-Geral do MP de Santa Catarina.

Celebrar a vida

O Hospital Metropolitano resolveu inovar em meio ao combate à pandemia do novo coronavírus: a cada alta médica, o paciente recebe uma muda de árvore e orientações sobre o plantio. A ação integra o projeto “Reviver” que, em apenas um mês, já resultou no plantio de quase 100 novas árvores. O plantio de árvores é uma das principais recomendações de especialistas para combater o aquecimento global e ajudar o meio ambiente. A ideia é transformar a alta em um momento marcante, além de criar um significado para esse paciente ante uma nova oportunidade de viver. 

Expansão da soja

A Embrapa deve retomar ano que vem – se Deus mandar bom tempo, inclusive varrendo a pandemia do mapa -, os estudos sobre a expansão do plantio de soja em Castanhal e região. Estudos de 2018 apontaram condições favoráveis de solo e clima para o cultivo desse e de outros grãos e até permitiram a instalação de uma Unidade de Referência Tecnológica em Inhangapi, aonde vinham sendo testadas duas variedades de soja com elevado potencial de rendimento de grãos e proteção contra as principais pragas que atacam as lavouras, mas os estudos foram comprometidos coma chegada da pandemia.

  • As redes sociais estão cheias de imagens mostrando candidatos e carreatas envolvendo pessoas em aglomerações, contato físico e sem utilização de máscaras. Quer mais, MPE?
  • Nos últimos três dias, os hospitais de Salinópolis, na costa Atlântica do Pará, registraram três óbitos por Covid-19. Aglomerações é o que não falta por lá desde julho.
  • Dados da Sespa apontam que, em quatro dias de funcionamento, a Unidade Móvel da Policlínica Metropolitana instalada no Hangar atendeu 1.067 pessoas.
  • Entre as 350 novas câmeras de monitoramento a serem instaladas pela Segup na Grande Belém e cidades do interior, algumas são dotadas de módulo de reconhecimento facial e outras com tecnologia para leitura de placas veiculares.
  • Mesmo com a pandemia, os homicídios voltaram a aumentar em todo o Pará. Dados da PM apontam que outubro fechou com 206 registros, contra 198 do ano passado, o que representa aumento de 3,8%.
  •  A Mineração Rio do Norte engajou empregados e moradores de Porto Trombetas para arrecadar doações em benefício das vítimas do incêndio de embarcações ocorrido no Porto de Oriximiná.
  • A mobilização foi um sucesso e todo o material foi entregue ao cacique João Wai Wai, representante da Associação das Tribos Mapuera, em favor da Casa de Saúde Indígena. 
  • O Ministério do Desenvolvimento Regional autorizou a continuidade das obras de habitações rurais beneficiando o município de Concórdia do Pará, paradas desde 2015.
  • O Pará foi o Estado que mais contratou formalmente jovens aprendizes na Região Norte nos primeiros oito meses de 2020.
  • Foram, segundo dados oficiais, 3,7 mil jovens contratados, o equivalente a quase 40% das admissões em toda a região. No ranking nacional, o Estado ocupa a 8ª posição.
  • Erramos: “…igarapés às proximidades de Castanhal estão sofrendo grave assoreamento, e não ‘açoreamento’, devido ao desmatamento indiscriminado”, como saiu aqui.

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