Decisão deve ser anunciada no final deste mês; no Pará, franquia é coordenada pelo filho do pastor Samuel Câmara.
Igreja Presbiteriana do Brasil deve decidir, no fim deste mês, se o movimento Legendários - que se apresenta como uma iniciativa para “restaurar o verdadeiro potencial masculino” - pode ser considerado incompatível com os princípios doutrinários da denominação. A discussão está prevista para ocorrer durante o Supremo Concílio, que começa no próximo domingo, 26.

O movimento se espalha em estilo de franquia por todos os Estados do Brasil e, no Pará, está sob a responsabilidade do pastor Philipe Câmara, filho do líder da Assembleia de Deus no Estado, o também pastor Samuel Câmara, e movimenta uma verdadeira fortuna a cada edição de acampamento dado o valor que precisa ser pago por cada participante: algo em torno de R$ 2 mil.
Em abril do ano passado, reportagem do Portal G1 mostrou que algumas pessoas chegaram a pagar até R$ 81 mil para “subir a montanha”, como é chamado o retiro realizado pelo movimento. Em nota, no entanto, a liderança nacional do movimento alegou que o fato “se deu em função de um erro técnico de sistema na página de inscrições e que nenhum participante jamais pagou esse valor”.
A análise sobre a possível “expulsão” da doutrina presbiteriana será baseada em um parecer elaborado pelo Sínodo do Tocantins. O texto recomenda que integrantes da igreja, entre eles pastores, presbíteros e diáconos, deixem de participar ou incentivar o Legendários.
O que não fica claro, porém, é o rumo que tomará o movimento em locais onde o Legendários é coordenado por outras denominações, como no caso do Pará, cuja responsabilidade pelos integrantes está sob a tutela de um pastor da Assembleia de Deus. A credibilidade, no entanto, tende a despencar caso a igreja confirme a exclusão do movimento.
Para se tornar um legendário, os homens precisam passar 72 horas em uma montanha sem contato com o mundo exterior, e superar desafios físicos e espirituais. Levar uma Bíblia é requisito obrigatório. O objetivo é alcançar uma "nova relação" com Deus, com a promessa de que os participantes se tornarão melhores maridos e pais.
Na avaliação dos autores do documento, o programa contraria a tradição reformada das igrejas protestantes ao adotar métodos ligados ao coaching. O parecer sustenta que essa abordagem relativiza a suficiência das Escrituras e da obra de Jesus Cristo.
Caso seja aprovado pelo Supremo Concílio, o documento servirá como orientação oficial para toda a Igreja Presbiteriana do Brasil. Além disso, poderá subsidiar os conselhos regionais na análise da situação de membros que optarem por permanecer vinculados ao movimento.
O parecer também critica a incorporação de práticas inspiradas no ambiente corporativo, como técnicas motivacionais e estratégias de marketing, entre eles, gritos de guerra, o uso de camisetas padronizadas e a identificação numérica dos participantes - incluindo situações em que Jesus Cristo seria chamado de “Legendário 001”. Segundo o documento, esses elementos representam um “nítido desvio” do Evangelho.
Outro ponto levantado é que atividades como restrição alimentar, esforço físico intenso e pressão psicológica podem provocar estados emocionais posteriormente interpretados como experiências espirituais. O parecer ainda alerta que o movimento pode estimular uma divisão entre os chamados “legendários” e os demais membros da igreja, comprometendo a unidade das congregações e enfraquecendo a autoridade de pastores e conselhos.
Por fim, o documento afirma que o Legendários apresenta características associadas ao neopentecostalismo e conclui que elas são inconciliáveis com a tradição reformada da Igreja Presbiteriana do Brasil, defendendo que práticas dessa natureza não substituam a centralidade das Escrituras nem o papel da igreja.
Nascido na Guatemala, em 2015, com o propósito de "restaurar o verdadeiro potencial masculino", e hoje com mais de 100 mil adeptos no mundo, o movimento cristão Legendários se espalhou no Brasil com o impulsionamento de celebridades e políticos.
Até agora, ao menos 17 cidades, incluindo as capitais Campo Grande, Cuiabá e Vitória; e dois Estados - Mato Grosso e Paraná - já instituíram como lei o Dia dos Legendários.
Além disso, integrantes com maior influência econômica deste movimento que só tem homens passaram a incorporar práticas ligadas ao universo financeiro como uma forma de prosperidade, para atrair novos participantes.
No Brasil desde 2017, quando chegou em Balneário Camboriú (SC), o movimento não está ligado a uma religião específica, embora a maioria dos eventos esteja vinculada a grandes denominações evangélicas.

•Das esquisitices da gestão Igor Normando (foto): a Secretaria de Saúde de Belém “desmente fake news” sobre falta de pediatra no PSM da 14.
•A Secretaria esclarece que “a prestação do serviço mencionado é de responsabilidade da empresa terceirizada, que está com os pagamentos em dia”.
•Segundo a Sesma, “não há greve” e a denúncia sobre a restrição dos atendimentos não procede.
•E mais não disse: nem mesmo sobre a suposta contratação de recém-formados para responder pelo serviço, pagos no ato.
•Sobre a privatização do serviço de água, a concessionária Águas do Pará informa que o abastecimento e o esgotamento sanitário estão vinculados ao pagamento das faturas referentes, de acordo com contrato.
•No caso de órgãos públicos, o procedimento é planejado e escalonado, priorizando o diálogo e a busca por soluções. Antes da adoção de qualquer medida, são realizadas tentativas de negociação.
•Com referência à Prefeitura de Ananindeua, a concessionária permanece aberta ao diálogo. Então é um esperando pelo outro.
•Um prefeito não pode ser responsabilizado por um erro que só um engenheiro conseguiria enxergar, concluiu o Tribunal de Contas da União, a partir da tese fixada no Acórdão 2.749/2026, da Segunda Câmara, ao julgar o colapso parcial de uma obra pública em município do Pará.
•Ou seja, assinar um relatório não é mais sinônimo de responsabilidade técnica automática. Mais do que nunca, quem projeta, mede ou fiscaliza precisa entender e dominar ferramentas como o TransfereGov e o Obras.gov, que já não são opcionais, mas obrigação profissional.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
ALina Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Rlex Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip commodo.
Roboto Alex
21 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.