Cadastro eleitoral é o maior da história, voto em trânsito já pode ser solicitado e partidos passam a cumprir regras rígidas de transparência.
erminada a Copa do Mundo, o calendário político brasileiro entra definitivamente em campo. As eleições gerais de 2026 deixam de ser uma expectativa e passam a integrar a rotina dos partidos, candidatos e eleitores. Na última segunda-feira, 20, o presidente Kassio Nunes Marques e o Corregedor-Geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Antônio Carlos Ferreira, confirmaram que 158 milhões de brasileiros estão aptos a votar em outubro, quase 2,3 milhões a mais que em 2022.

Eleitores que estiverem viajando no primeiro turno, em 4 de outubro, no eventual segundo turno, em 25 de outubro, ou nas duas datas, já podem solicitar o voto em trânsito. O prazo termina em 20 de agosto.
Quem possui biometria cadastrada pode fazer o pedido pelo autoatendimento da Justiça Eleitoral, mediante validação facial pelo aplicativo e-Título. Também é possível realizar o procedimento presencialmente em qualquer Central de Atendimento ao Eleitor ou Zona Eleitoral, sem necessidade de agendamento.
A partir deste processo eleitoral, partidos e candidatos deverão informar à Justiça Eleitoral todos os recursos recebidos para financiamento de campanha em até 72 horas após cada arrecadação, permitindo divulgação quase imediata das informações na internet.
Outra exigência é que qualquer movimentação financeira somente poderá ocorrer depois da obtenção do CNPJ da campanha e da abertura de conta bancária específica, medida destinada a ampliar o controle sobre receitas e despesas eleitorais.
Embora o Sudeste continue concentrando a maior parte do eleitorado brasileiro, foi a Região Norte que registrou o maior crescimento proporcional entre 2022 e 2026. O número de eleitores passou de 12,56 milhões para 13,1 milhões, aumento de quase 549 mil pessoas. Os maiores avanços ocorreram em Roraima, Tocantins e Mato Grosso.
Outro dado que chama atenção é o crescimento do eleitorado residente no exterior. Quase 919 mil brasileiros estarão aptos a votar fora do País, um aumento superior a 220 mil eleitores em relação às últimas eleições gerais.
São Paulo permanece como o maior colégio eleitoral do País, com mais de 34 milhões de eleitores, seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná. Juntos, esses cinco Estados concentram mais da metade de todo o eleitorado brasileiro, reforçando seu peso estratégico nas disputas presidenciais e nacionais.
As estatísticas do TSE também apontam um cadastro eleitoral mais completo em relação às informações de raça e cor, reflexo do maior preenchimento da autodeclaração pelos eleitores.
As mulheres continuam maioria entre os votantes, representando 52,84% do eleitorado nacional. O contingente de jovens com até 18 anos permaneceu praticamente estável em relação ao pleito anterior.
Com o calendário eleitoral oficialmente em movimento, a disputa entra agora na fase menos visível para o eleitor, mas decisiva para partidos e candidatos: formação de alianças, montagem das chapas, definição de estratégias e arrecadação de recursos. É nos bastidores que a campanha de 2026 começa a ser efetivamente construída.
·O Conselho Nacional dos Direitos Humanos denunciou à ONU e à Fifa episódios de racismo, discriminação racial e discursos de ódio registrados durante a recente Copa do Mundo.
·Há quem garanta que os supostos fatos relatados pelo órgão do governo brasileiro têm boas chances de dar em pizza.
·Começou ontem e vai até 20 de agosto o prazo para solicitar o voto em trânsito, através do autoatendimento eleitoral, disponível nos canais da Justiça Eleitoral, ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral.
·Graças à interferência e articulação de lideranças do setor, e não do governo, o couro brasileiro ficou isento na nova lista de produtos taxados pelos EUA.
·A própria equipe econômica de Lula foi obrigada a admitir, oficialmente, que vai torrar pelo menos R$22,6 bilhões a mais do que poderia este ano 2026.
·A informação está no Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União, que mantém dados atuais das receitas e despesas da administração federal.
·Os números não mentem: Lula pretende arrancar R$6,34 trilhões dos endividados pagadores de impostos, sabendo que vai gastar R$6,36 trilhões.
·O governo, aliás, gastou uma tonelada de óleo de peroba para anunciar o plano de R$130 milhões da Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos para diversificar exportações e atenuar o impacto do novo tarifaço americano, estimado em US$11 bilhões.
·Com mais de 70 anos produzindo pneus no Brasil, a Michelin fechou sua fábrica em São Paulo, deixando 350 pais de famílias na rua da amargura.
·A concorrência dos pneus da China, que hoje custam aqui menos que o preço de produção dos pneus nacionais, leva o "crédito" por mais uma emblemática falência.
·A nova gasolina com 32% de etanol virou um tormento sem solução aparente para quem utiliza motores náuticos - principalmente os mais antigos ou importados -, que não foram projetados para esse tipo de mistura.
·Segundo os técnicos, o álcool acelera a corrosão de metais e degrada borrachas e plásticos do sistema de combustível dos equipamentos náuticos, incompatíveis com teores acima 10%.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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