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Zezinho e Daniel negam rompimento após ação no TRE

Vídeo conjunto tenta conter especulações sobre crise política, enquanto nomeações de familiares do vereador na Prefeitura de Ananindeua voltam ao debate.

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  • Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 03/07/26 17:00
Zezinho e Daniel negam rompimento após ação no TRE
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ma sequência de acontecimentos movimentou os bastidores da política paraense nesta semana envolvendo o vereador de Belém Zezinho Lima, do PL, e o ex-prefeito de Ananindeua Daniel Santos, do Podemos, pré-candidato ao governo do Estado.

 

Vereador foi denunciado pelo partido do ex-prefeito por publicações nas redes sociais e eventos onde aparece exibindo arma de fogo/Fotos: Divulgação.

As especulações começaram após declarações de Daniel Santos durante evento político, quando afirmou que defender o impeachment do ministro do STF, Alexandre de Moraes, "não melhora a vida de ninguém". A manifestação repercutiu entre setores mais alinhados à direita e coincidiu com a divulgação de uma fotografia do prefeito ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, poucos dias depois de participar de agenda com o senador Flávio Bolsonaro, em Belém.

Ação eleitoral

No mesmo período, o Podemos ingressou com representação no Tribunal Regional Eleitoral do Pará contra Zezinho Lima, questionando publicações feitas pelo vereador em redes sociais e eventos públicos nas quais aparece exibindo armas de fogo e um porrete, marca registrada de sua atuação política.

Na ação, o partido sustenta que o conteúdo poderá caracterizar propaganda eleitoral antecipada e incentivo à violência. O vereador nega qualquer irregularidade e caberá ao TRE analisar os argumentos apresentados antes de decidir sobre o caso.

A coincidência entre os episódios alimentou rumores de um possível rompimento político entre Zezinho e Daniel Santos.

Vídeo conjunto

Na quinta-feira, porém, os dois divulgaram um vídeo conjunto nas redes sociais negando qualquer afastamento político. Logo na abertura da gravação, Zezinho afirma, em tom irônico, que teria rompido com Daniel Santos, para em seguida negar a informação e atribuí-la a notícias falsas. O restante do vídeo é composto por imagens dos dois conversando e reafirmando a continuidade da parceria política.

A manifestação buscou encerrar as especulações que circularam durante a semana em sites, portais e redes sociais.

Nomeações no debate

Apesar da tentativa de conter a crise, outro assunto passou a ocupar espaço nas redes sociais: as nomeações de familiares do vereador na administração municipal de Ananindeua. Conforme registros publicados no Diário Oficial do Município, o filho de Zezinho Lima, Mauro Tobelem Lima, ocupou cargo comissionado no Instituto de Previdência dos Servidores de Ananindeua e, posteriormente, foi nomeado assessor especial na Secretaria Municipal de Educação.

A esposa do vereador, Rayssa Lima, também ocupa cargo comissionado no Instituto de Previdência dos Servidores de Ananindeua desde 2023. As nomeações, legais por si só, voltaram ao centro das discussões políticas em meio às especulações sobre o relacionamento entre Zezinho Lima e Daniel Santos, reacendendo o debate sobre a presença de familiares de agentes políticos em cargos de confiança na administração pública.

Papo Reto

Em Belém, segue o furto de peças históricas dos logradouros públicos da cidade. O historiador Sebastião Godinho (foto) tem batido nessa tecla ano após ano, e destaca a falta de empenho das autoridades na recuperação da memória do Estado.

•O governo de São Paulo mandou instalar "muralha" em parques e rodovias, com uso de tecnologia, para combater a circulação de criminosos no Estado.

A Polícia Federal deflagrou a operação Ad Phishing, contra a veiculação de anúncios digitais fraudulentos, que utilizavam a imagem do governo federal e de instituições públicas “para conferir aparência de legitimidade a páginas falsas na internet”.

•Durante as investigações foram identificados 1.770 anúncios fraudulentos vinculados a dezenas de páginas e domínios distintos, muitos utilizando elementos visuais do governo federal e instituições públicas, além de conteúdos manipulados com uso de inteligência artificial. 

O fim da escala 6x1 dividiu governo, centrais sindicais e empresários em debate no Senado. Enquanto ministros e sindicalistas defenderam mais tempo para descanso, família e estudo, o setor produtivo alertou para aumento de custos. 

•Davi Alcolumbre defende encurtar a transição para o fim da escala 6x1, segundo Paulo Paim. 

Com 293 votos favoráveis e 158 contrários, a Câmara aprovou o regime de urgência do PL da Misoginia, permitindo que a proposta siga diretamente ao Plenário. 

•Hugo Motta agendou reunião entre governo e FPA para buscar consenso sobre projeto que renegocia dívidas de produtores afetados por eventos climáticos.


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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.