Parceria articula formação profissional e valorização da culinária regional a partir de cursos livres e profissionalizantes em Belém
Belém, PA - Estão abertas, até o dia 1º de junho de 2026, as inscrições para o programa de bolsas gratuitas em cursos de gastronomia oferecidos pelo projeto Tekoá - Centro de Gastronomia Social, em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará (Semas). O cadastro deve ser realizado por formulário eletrônico e contempla cursos livres e profissionalizantes realizados no Parque de Bioeconomia, no Porto Futuro II, em Belém.
A iniciativa busca ampliar o acesso à qualificação profissional, fortalecer a bioeconomia amazônica e valorizar a culinária regional por meio do uso sustentável dos recursos da floresta.
Em funcionamento desde março deste ano, o Tekoá é uma iniciativa do Instituto Paulo Martins, realizada em parceria com a Semas e vem se consolidando como espaço de formação, inovação e valorização da gastronomia amazônica. O projeto integra as ações do Plano Estadual de Bioeconomia e desenvolve suas atividades no Parque de Bioeconomia, no Porto Futuro II, em Belém.
O programa de bolsas é voltado especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Nos cursos profissionalizantes, o público prioritário é formado por jovens de 18 a 29 anos, especialmente mulheres, pessoas pretas e integrantes de comunidades tradicionais. Já nos cursos livres, a prioridade para concessão das bolsas é para mulheres com renda familiar de até quatro salários mínimos e atuação no setor de alimentação, formal ou informal.
A secretária adjunta de Bioeconomia da Semas, Camille Bemerguy, destacou que a parceria fortalece as estratégias estaduais voltadas ao desenvolvimento sustentável e à valorização da sociobiodiversidade amazônica.
“O Tekoá traduz, na prática, como a bioeconomia pode gerar oportunidades, inclusão social e valorização dos nossos ingredientes e saberes amazônicos. A parceria com a Semas fortalece esse processo ao conectar políticas públicas, formação profissional e o uso do Parque de Bioeconomia como espaço de inovação e desenvolvimento sustentável”, afirmou.
A diretora do Instituto Paulo Martins e do projeto Tekoá, Joanna Martins, ressaltou que o programa de bolsas amplia oportunidades de formação e geração de renda por meio da gastronomia amazônica.
“Queremos democratizar o acesso à qualificação profissional e criar oportunidades reais para pessoas que muitas vezes não conseguem acessar esse tipo de formação. O Tekoá nasce com esse propósito de conectar gastronomia, inclusão social e valorização dos ingredientes e saberes amazônicos”, disse.
O Tekoá articula formação profissional e valorização da culinária amazônica ao oferecer cursos que utilizam ingredientes regionais em todas as atividades, fortalecendo a identidade alimentar da região e incentivando cadeias produtivas ligadas à sociobiodiversidade.
Os cursos livres têm carga horária de quatro horas e combinam aulas demonstrativas com atividades práticas. As formações abordam técnicas culinárias, preparo de alimentos, alimentação saudável, uso de ingredientes amazônicos e noções de empreendedorismo.
Já os cursos profissionalizantes são totalmente gratuitos, com duração média de dois a quatro meses, realizados em cozinha industrial pedagógica e voltados à inserção no mercado de trabalho.
A coordenadora pedagógica do projeto Tekoá, Brenda Brito, destacou que as formações unem teoria e prática com foco na inserção profissional e no fortalecimento da identidade alimentar amazônica.
“Os cursos foram estruturados para oferecer uma experiência prática e acessível, trabalhando desde técnicas culinárias até o uso consciente dos ingredientes amazônicos. Nosso objetivo é fortalecer habilidades profissionais e incentivar o reconhecimento da culinária amazônica como ferramenta de desenvolvimento e geração de renda”, explicou.
O Tekoá conta com dois espaços formativos: a Cozinha Show, destinada aos cursos livres, e o Laboratório Fábrica, utilizado nas formações profissionalizantes.
O programa de bolsas busca democratizar o acesso à formação em gastronomia e ampliar oportunidades de geração de renda. O processo seletivo será realizado por meio de cadastro online, com análise de perfil socioeconômico e critérios sociais.
Foto: Divulgação
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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