Nota técnica aponta colapso gradual da malha federal, pressão bilionária por investimentos e gargalos mais graves no Norte - onde a logística trava o desenvolvimento.
deterioração da malha rodoviária federal deixou de ser diagnóstico técnico para virar problema político imediato. Nota da Coinfra divulgada em Belém pela Fiepa acende o alerta: mais de 60% das estradas estão em condição regular, ruim ou péssima - cenário que encarece a produção, reduz competitividade e amplia o chamado “custo Brasil”.

O dado vem acompanhado de um recorte que preocupa ainda mais: dos 65,7 mil quilômetros de rodovias federais, apenas 24% estão concedidos à iniciativa privada. Mesmo com novos trechos previstos para concessão, mais de 42 mil quilômetros seguirão sob gestão direta da União, justamente onde a conta pesa mais e a eficiência, falha.
O tamanho do passivo ajuda a explicar o impasse. A estimativa apresentada é de R$ 15 bilhões por ano apenas para manutenção, conservação e restauração. Para dar conta da expansão - duplicações e ampliações exigidas pelo aumento da carga - seriam necessários outros R$ 15 bilhões anuais.
Na prática, o País precisaria mais do que dobrar o orçamento médio recente do setor de transportes para evitar o agravamento do quadro. O resultado aparece na ponta: fretes mais caros, cadeias produtivas menos eficientes e perda de competitividade internacional - especialmente em um País que depende majoritariamente do transporte rodoviário.
O retrato é ainda mais crítico nas regiões Norte e Nordeste. Segundo a nota, 73% das rodovias nessas áreas estão em condição insatisfatória. Soma-se a isso um dado estrutural: cerca de 497 mil quilômetros de vias regionais ainda não estão pavimentados. É nesse ponto que o problema deixa de ser apenas logístico e passa a ser social. Estradas precárias significam: mais acidentes; isolamento de comunidades; dificuldade de acesso a serviços básicos; e travas ao desenvolvimento econômico.
No Pará, o efeito é conhecido: gargalos na BR-316, sobrecarga em eixos estratégicos e dependência de rotas frágeis para escoamento de produção e circulação urbana.
A leitura da Coinfra é direta: a crise da infraestrutura rodoviária está ligada à queda da capacidade de investimento público combinada com ineficiência na gestão. A saída proposta passa por um pacote já conhecido, mas ainda mal resolvido: ampliação de concessões; criação de novas fontes de financiamento; e aumento da eficiência na gestão pública.
Na prática, um modelo híbrido - com maior participação privada, mas ainda dependente de coordenação estatal.
O documento funciona como um aviso antecipado ao próximo ciclo de poder. Sem recomposição de investimentos e revisão do modelo, a tendência é de agravamento - com impacto direto sobre inflação, logística e crescimento. Nos bastidores, o recado é claro: não há espaço para solução simples. Nem o orçamento público dá conta sozinho, nem as concessões avançam sem segurança jurídica, planejamento e escala.
A conta já chegou. Falta decidir quem - e como - vai pagar.

•Após meses de impasse no Senado, o governo enviou a indicação de Jorge Messias (foto), ministro-chefe da AGU, para ocupar a vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso no STF.
•Jorge Messias anunciou que retomará a busca por votos favoráveis ao seu nome no Senado com "humildade e fé". Em algumas votações, os dois ajudam.
•Lula sancionou lei que amplia a licença-paternidade para até 20 dias de forma gradual até 2029. A mudança vem em etapas, como costuma acontecer com quase tudo.
•O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, descobriu o que todos já sabiam: feito só para "inglês ver" e engambelar possíveis credores, o plano de demissões dos Correios falhou.
•Enquanto "seu lobo" não vem, o déficit da empresa segue acumulando sucessivos prejuízos bilionários.
•Não foi apenas o ministro Alexandre de Moraes que esbanjou voos em jatinho de empresas ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
•Segundo as investigações, o ministro Dias Toffoli também era freguês da infame benesse.
•Aliás, dizem que o relator André Mendonça teria "perdido a paciência" com Vorcaro, que insiste em impor viés seletivo à sua delação e, também, não querer devolver a dinheirama que roubou.
•São praticamente nulas as chances de reversão no preço do feijão, que já acumula 20% em reajustes nos últimos 12 meses.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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