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Na Holanda

Rebeca Andrade é tricampeã no salto e chega a 10 medalhas em Mundiais

Ginasta de 27 anos voltou ao torneio após três anos e foi à final com a melhor nota

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  • Da Redação | Com a Folha
  • 25/10/26 11:00
Rebeca Andrade é tricampeã no salto e chega a 10 medalhas em Mundiais

São Paulo, SP - A brasileira Rebeca Andrade garantiu a medalha de ouro na final do salto do Mundial de ginástica artística, disputada na manhã deste sábado (24), em Roterdã, na Holanda. Foi a terceira conquista da ginasta no aparelho, na volta da medalhista olímpica à competição após três anos.


Rebeca fez saltos de 14,400 e 14,133 e terminou com média 14,466. A prata foi de Claire Pease (14,233), e o bronze, de Skye Blakely (14,166), ambas dos Estados Unidos.


A brasileira de 27 anos também ganhou o ouro na prova do salto no Mundial de Kitakyushu, no Japão, em 2021, e no da Antuérpia, na Bélgica, em 2023.

Ela havia passado à final com a melhor nota do classificatório, na segunda-feira (19). Na ocasião, somou 14,400 no primeiro salto, o Duplo Twist Yurchenko, e 14,266 no segundo, quando fez acrobacia chamada Lopez.


Com a medalha, Rebeca chega a dez pódios em Mundiais, em quatro participações. Antes, tinha três ouros (dois no salto e um no individual geral, em Liverpool, em 2022), quatro pratas e dois bronzes.


"Não fiz os saltos mais difíceis da minha carreira, mas isso foi suficiente para ganhar o ouro e estou satisfeita", disse Rebeca em entrevista à Globo logo depois de encerrar sua participação no Mundial.


A ginasta afirmou ainda que saiu do período de descanso e se prepara para outros objetivos no próximo ano - decisivo para as Olimpíadas de 2028, em Los Angeles.


"Não quero mais fazer solo, mantenho meu pensamento. Escolho respeitar isso e acho que tenho direito de respeitar isso também", disse a ginasta natural de Guarulhos (SP).


Rebeca não competia oficialmente desde 2024, após a participação nos Jogos de Paris e no Campeonato Brasileiro, em julho e setembro. Maior medalhista olímpica da história do Brasil, Rebeca tem seis pódios: dois ouros, três pratas e um bronze.


Ela também ficou de fora do Mundial de 2025, em Jacarta, na Indonésia. A ginasta disse na época que o ano seria dedicado à saúde física e mental.


Seu técnico, Francisco Porath, chamou o período de "destreinamento ativo", e afirmou que os compromissos mais importantes viriam a partir de 2026, quando começa a valer a classificação olímpica.


A volta da brasileira às competições ocorreu em junho deste ano, com o ouro no salto no Pan-Americano de ginástica artística, no Rio de Janeiro.


Em setembro, ela também ficou com a prata na trave, na etapa da Hungria da Copa do Mundo, atrás de Flávia Saraiva.


Em agosto de 2025, a ginasta anunciou que não disputaria mais o solo, aparelho em que foi ouro olímpico em Paris e medalhista nos Mundiais de 2022 (bronze) e 2023 (prata).


A decisão foi motivada por dores e pela necessidade de preservar a saúde após cinco cirurgias no joelho, a primeira delas depois de uma ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho direito, em 2015.


"O solo é o aparelho que mais causa impacto", disse Rebeca Andrade na ocasião. "Sei que vocês amam quando faço solo, mas ainda posso mostrar muito nos outros aparelhos."


O Mundial de Roterdã teve resultados mistos para o restante da delegação brasileira. Na quarta-feira (21), o Brasil ficou em quinto lugar na final por equipes feminina, com 159,730 pontos, e não garantiu vaga antecipada nos Jogos de Los Angeles-2028. China, Estados Unidos e Japão levaram ouro, prata e bronze, assegurando lugar na próxima edição das Olimpíadas. Rebeca representou o país no salto e na trave.


Por ter chegado à final, a seleção feminina está garantida no Mundial de 2027, que será realizado em Chengdu, na China, e que distribuirá mais nove vagas para os Jogos nos Estados Unidos.


Na sexta-feira, 23, Flávia Saraiva ficou em 12º lugar, e Lorrane Oliveira, em 21º, na final do individual geral. Skye Blakely, dos Estados Unidos, ficou com o ouro. A prata foi de Liudmila Roshchina, da Rússia, e o bronze de Qinqin Ke, da China.


Entre os homens, o Brasil não avançou a nenhuma final, algo que não acontecia desde 2010. A melhor colocação no individual geral foi de Diogo Soares, que ficou em 36º lugar.


Arthur Nory chegou a cair durante sua apresentação na barra fixa e precisou levar quatro pontos na região entre as sobrancelhas. O Brasil terminou apenas em 19º lugar no classificatório geral entre os homens.


O Brasil ainda terá mais uma chance de medalha em Roterdã, com Flávia Saraiva, na final da trave, no domingo (25), a partir das 10h (horário de Brasília). O SporTV2 transmite a disputa.


Ouro no aparelho na etapa da Hungria da Copa do Mundo, em setembro, Flávia passou à decisão com a terceira melhor nota.


Foto: AFP

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.