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PREVENÇÃO

Queda na terceira idade acende alerta entre hospitais e atendimento no Pará

Apenas no Metropolitano, em Ananindeua, foram 1.354 atendimentos em 2025; este ano, já são 1.036 casos de janeiro a setembro

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  • Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 26/10/26 17:00
Queda na terceira idade acende alerta entre hospitais e atendimento no Pará
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s quedas são um dos problemas de saúde mais comuns e preocupantes entre pessoas idosas. Embora crianças e adultos também possam cair, os impactos para a saúde a partir dos 60 anos tornam-se muito mais graves. Estima-se que cerca de 30% a 40% dos idosos acima dessa idade sofram pelo menos uma queda ao ano. Entre aqueles com mais de 80 anos, esse número chega a 50%.

 

Estima-se que 90% das fraturas de fêmur entre idosos ocorrem por causa de quedas; 30% das vítimas não retomam às atividades/Foto: Divulgação.

Em caso de queda, especialmente quando houver suspeita de fratura, dor intensa ou dificuldade para se movimentar, é importante buscar atendimento de saúde.

Aumento de casos 

No Pará, entre janeiro e setembro de 2026, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, em Ananindeua, registrou 1.036 atendimentos a pacientes com 60 anos ou mais vítimas de quedas. Em todo o ano de 2025, foram contabilizados 1.354 atendimentos desse perfil, conforme dados da unidade pública de saúde.

Mais do que um simples acidente, a queda representa a principal causa externa de morte entre idosos. Também está associada a maior risco de internações hospitalares e perda de autonomia. Um dado importante é que 90% das fraturas de fêmur nessa faixa etária ocorrem por causa de quedas, e cerca de 30% das pessoas que sofrem esse tipo de fratura não conseguem retomar suas atividades da mesma forma que faziam antes do acidente.

O Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência é referência no atendimento a pacientes de média e alta complexidade e presta assistência a vítimas de traumas e outras urgências, incluindo ocorrências decorrentes de quedas.

Idade e acúmulos

As causas de quedas são variadas e muitas vezes se somam, podendo inclusive ser um indicativo de que algo não vai bem com a saúde do idoso. Entre os principais fatores de risco estão problemas de memória, doença de Parkinson, alterações visuais, queda de pressão ao levantar-se (hipotensão ortostática), depressão, ansiedade, medo de cair, diabetes, desnutrição, deficiência de vitamina D, uso de calçados inadequados e necessidade de auxílio nas atividades do dia a dia.

O uso de múltiplos medicamentos - em especial os sedativos - também aumenta o risco. O ambiente tem papel decisivo: pisos escorregadios, tapetes soltos, má iluminação e ausência de corrimãos são fatores que elevam consideravelmente as chances de acidentes. Nesse ponto, familiares e o próprio idoso podem atuar ativamente, promovendo adaptações de acordo com as necessidades individuais.

Prevenção dia a dia

A prevenção de quedas começa com cuidados simples, que podem fazer a diferença na segurança e na qualidade de vida das pessoas idosas. Entre as recomendações estão utilizar calçados firmes e adequados, evitar pisos molhados ou escorregadios, manter os ambientes bem iluminados e livres de obstáculos e utilizar corrimãos em escadas.

Também é importante caminhar sem pressa e solicitar apoio sempre que houver dificuldade de locomoção ou sensação de instabilidade.

É importante, ainda, o acompanhamento regular de saúde para identificar e tratar fatores que podem aumentar o risco de quedas. Alterações no equilíbrio, na visão e na mobilidade podem fazer parte do cotidiano da pessoa idosa, mas precisam ser acompanhadas e tratadas para reduzir os riscos e contribuir para a manutenção da autonomia e da segurança.

Papo Reto

 •Reconciliar virou palavra de ordem depois do resultado do primeiro turno da eleição presidencial. O presidente da OAB, Beto Simonetti, reafirmou a disposição da Ordem para o diálogo e o fortalecimento das instituições. 

•O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que a reeleição abre uma oportunidade para reconciliar o País após a campanha polarizada. O deputado defendeu diálogo e reconstrução de pontes entre diferentes forças políticas. 

•Davi Alcolumbre também defendeu a reconciliação nacional. O presidente do Senado afirmou que a divisão política prejudica a população e as instituições.

•A trajetória de Janones até o centro da campanha presidencial foi uma das surpresas da eleição. Com linguagem própria e forte presença nas redes, o deputado conquistou protagonismo na estratégia digital petista e se tornou um dos personagens da reeleição. 

•Lula agradeceu publicamente a André Janones e o chamou de "nosso general" pelo trabalho de mobilização nas redes. O deputado se tornou uma das principais vozes digitais da campanha, com atuação intensa na reta final. 

•Depois da vitória, Janones publicou vídeo e provocou quem duvidou do resultado: "Onde tá sendo formada a fila para os que duvidaram de mim pedirem desculpas?".

•Lula reconheceu o peso da mobilização digital em sua vitória, mas manteve a defesa da regulamentação das plataformas. O desafio será conciliar a força política das redes com as regras que pretende estabelecer para elas.

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.