Estudo mapeou redes criminosas, formas de recrutamento e uso do território brasileiro como destino, origem e corredor de passagem.
m relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), publicado esta semana, aponta que o Pará faz parte de uma rede internacional de contrabando de migrantes que atua em pelo menos 14 Estados brasileiros. O território paraense está entre o preferido dos criminosos por possuir extensas fronteiras e posição geográfica estratégica para quem pretende sair ou entrar do Brasil ilegalmente.

O diagnóstico, que integra o documento “Contrabando de Migrantes no Brasil: uma análise de inteligência”, é o primeiro levantamento dessa natureza feito no País e traça um panorama sobre o funcionamento dessas estruturas. A ação já faz o Brasil se consolidar como um ponto estratégico nas dinâmicas internacionais de contrabando de migrantes.
Na prática, o País funciona simultaneamente como origem, trânsito e destino de fluxos migratórios irregulares. Estrangeiros entram em busca de trabalho, outros utilizam o território como corredor rumo a outros países, enquanto brasileiros recorrem a essas redes para tentar a vida no exterior, sobretudo nos Estados Unidos e na Europa.
Um dos mais recentes e emblemáticos casos envolvendo a facilidade em sair do País irregularmente foi o do deputado federal Alexandre Ramagem, do PL-RJ, condenado a 16 anos de prisão por participação na trama golpista e que fugiu do Brasil atravessando a fronteira com a Guiana pelo Estado de Roraima, onde também trabalhou como delegado da PF.
No país vizinho, Ramagem embarcou no Aeroporto de Georgetown, na capital da Guiana, com destino aos Estados Unidos, onde ingressou utilizando passaporte diplomático, apesar de uma determinação para cancelamento do documento. Ainda de acordo com as investigações, Ramagem não teve qualquer dificuldade em atravessar de um país para o outro por uma das muitas rotas que ligam os dois territórios.
Com mais de 16 mil quilômetros de fronteiras terrestres e fluviais, além de uma ampla malha aérea e uma legislação migratória considerada relativamente amigável, o Brasil se torna terreno estratégico para essas organizações. Esse conjunto facilita tanto a entrada quanto a circulação interna e a saída de migrantes, muitas vezes com baixa fiscalização em trechos remotos.
Segundo a Abin, as quadrilhas têm caráter transnacional e operam de forma descentralizada. Em geral, estrangeiros ocupam posições de comando, enquanto brasileiros atuam na execução - cuidando de transporte, hospedagem, compra de passagens e apoio logístico. A estrutura inclui ainda recrutadores, intermediários financeiros, falsificadores de documentos e os chamados “coiotes”, responsáveis pelas travessias.
O recrutamento costuma começar em redes de confiança, como amigos e parentes que já fizeram o trajeto. Com o tempo, porém, essa dinâmica se ampliou para o ambiente digital, aumentando o alcance das organizações e facilitando o contato direto com potenciais migrantes.
Aplicativos de mensagens e redes sociais tradicionais seguem sendo usados para coordenar operações, mas o relatório destaca o avanço de plataformas de vídeos curtos, como TikTok e Kwai, como principais vitrines dessas atividades.
Nesses espaços, o aliciamento ocorre de forma disfarçada: ofertas são apresentadas como serviços legais, como agências de viagem ou consultorias migratórias. Os chamados “pacotes” podem incluir transporte, hospedagem, orientação de rota e até documentação falsa, com preços que variam conforme o destino e a complexidade do trajeto.
A Abin ressalta que se trata de um mercado altamente lucrativo, frequentemente associado a outros crimes, como lavagem de dinheiro, corrupção e exploração de migrantes. Apesar de recorrerem voluntariamente a esses serviços, os viajantes enfrentam riscos como violência, condições precárias e ausência de assistência ao longo do percurso.

•A Prefeitura de Benevides, de Luziane Solon (foto), que costuma trabalhar sem alardes nas redes sociais, contabiliza mais uma vitória na educação.
•O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) divulgou no final de abril o resultado da etapa classificatória da 3⁰ Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar.
•Foram avaliadas 2.772 receitas de todo o País, sendo que 136 preparações passaram para a próxima fase do certame.
•Do Pará, as receitas classificadas foram: galinha caipira ao molho de cacau com arroz tropeiro de feijão de corda, de Medicilândia; frango ao molho de macaxeira com leite de castanha e jambu, de Mãe do Rio; abóbora colorida da agricultura familiar, de Canaã dos Carajás; lanche do Naruto, de Belém; e baião de feijão caupi com omelete nutritivo, de Benevides.
•Na madrugada 19 de abril passado, 150 mm de chuva caíram sobre Belém em menos de 24 horas, na maior precipitação em uma década e trouxe como consequência 43 mil pessoas atingidas e 13 mil desalojadas em toda cidade.
•Tapanã, Parque Verde e Cabanagem foram os mais atingidos. Foi sobre esses três bairros que integram a Bacia do Igarapé Mata Fome que, em novembro de 2024, o prefeito recém-eleito de Belém, Igor Normando, fez uma promessa bombástica.
•Disse em vídeo que o programa de macrodrenagem do Mata Fome, maior programa planejado para a periferia da capital paraense, já tinha R$ 583 milhões em recursos acertados, sendo US$ 60 milhões de dólares, ou R$ 300 milhões, de um empréstimo internacional aprovado pelo Senado Federal.
•Com os bairros alagados e obras que sequer começaram, Igor Normando preferiu jogar a culpa sobre os moradores “que jogam lixo nos igarapés da bacia”.
•Os moradores, agora, querem saber sobre os milhões anunciados e as obras que nunca tiveram início.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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