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Cuidados

Obesidade infantil: 5 cuidados que ajudam a mudar os hábitos das crianças

Médico explica como alimentação e mudanças no cotidiano podem contribuir para o controle do peso durante a infância

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  • Da Redação | Estadão conteúdo
  • 06/09/26 11:00
Obesidade infantil: 5 cuidados que ajudam a mudar os hábitos das crianças

São Paulo, SP - Construir uma relação saudável com a comida começa ainda nos primeiros anos de vida, mas o desafio pode ser maior quando a criança já enfrenta o excesso de peso. Nessa fase, mudanças na alimentação precisam considerar não apenas o emagrecimento, mas também o crescimento, o desenvolvimento e a formação de hábitos que possam ser levados para a vida adulta.


Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), divulgados em relatório do Governo Federal em 2026, mostram que, em 2025, 31% das crianças entre 5 e 10 anos acompanhadas apresentavam excesso de peso, sendo 9,7% classificadas com obesidade e 6% com obesidade grave. Entre os adolescentes acompanhados, o índice chegou a 35,4%.


Segundo o Dr. Edson Ramuth, médico e fundador de uma rede especializada em emagrecimento, o cuidado nessa fase deve considerar que crianças e adolescentes ainda estão em período de crescimento e desenvolvimento. A rede conta com o EmagreKids, programa indicado para crianças a partir de 7 anos e adolescentes com sobrepeso ou obesidade, com foco em reeducação alimentar e mudança de comportamentos.


"O objetivo não é colocar a criança em uma busca acelerada pela perda de peso, mas identificar o que pode ser ajustado na alimentação e no estilo de vida, sempre considerando as demandas nutricionais de cada faixa etária", explica.


A seguir, Dr. Ramuth reúne cinco cuidados que podem contribuir para o controle do peso e a construção de uma rotina mais saudável durante a infância.


Comece pela reeducação alimentar


Em vez de apenas retirar alimentos ou reduzir porções, a reeducação alimentar busca melhorar as escolhas e construir uma relação mais equilibrada com as refeições. A participação dos responsáveis também é fundamental, já que a organização do cardápio e os produtos disponíveis em casa influenciam esse aprendizado. "Não adianta pensar apenas no que deve ser proibido, é preciso trabalhar escolhas e entender como aquela família se alimenta. Quando os novos comportamentos também são adotados dentro de casa, fica mais fácil para os filhos incorporá-los", esclarece.


Inclua alimentos ricos em vitaminas e minerais


Durante o emagrecimento, é importante manter alimentos que forneçam vitaminas e minerais necessários para o crescimento. Frutas, verduras, legumes, feijão, ovos, leite e derivados, por exemplo, podem fazer parte das refeições, de acordo com as necessidades de cada criança. "Quando há muita restrição ou pouca variedade no prato, alguns nutrientes podem ficar de fora. Por isso, o foco não deve ser apenas comer menos, mas garantir uma alimentação variada e adequada para essa fase", orienta o médico.


Reduza o excesso de carboidratos simples


Alimentos ricos em açúcares e farinhas refinadas, como biscoitos recheados, doces, refrigerantes e alguns produtos ultraprocessados, podem aparecer com menos frequência na rotina. "Na infância, não é indicado simplesmente retirar os carboidratos da alimentação, o cuidado está na quantidade e, principalmente, na qualidade das escolhas, sem comprometer os nutrientes e a energia necessários para o crescimento", recomenda.


Tenha acompanhamento profissional


Durante o emagrecimento, mudanças no apetite, na disposição ou dificuldade para seguir o plano podem indicar que a estratégia precisa ser revista. Por isso, manter retornos com profissionais de saúde ajuda a identificar esses sinais e fazer adaptações sem recorrer a restrições por conta própria. "O acompanhamento permite corrigir a rota ao longo do tratamento, se algo não está funcionando, conseguimos entender a dificuldade e fazer os ajustes necessários sem colocar o crescimento e a saúde da criança em risco", avalia.


Reduza o tempo de tela


Celular, televisão, tablet e videogame podem ampliar o período dedicado a comportamentos sedentários. Estabelecer limites para o uso dos dispositivos e abrir espaço para brincadeiras e outras práticas que envolvam movimento são formas de tornar a rotina mais ativa. "A diminuição do tempo de tela pode acontecer aos poucos, com limites definidos pelos responsáveis e a inclusão de outras opções de lazer, o objetivo é combater o sedentarismo e incentivar práticas que façam sentido para a faixa etária", conclui o Dr. Ramuth.


Foto: Freepik

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.