Manifestação em processo em Castanhal cita inconsistências contábeis, cessão de marca e possível esvaziamento patrimonial.
Ministério Público do Estado se manifestou no processo de recuperação judicial da Hiléia Indústrias de Produtos Alimentícios S.A., apontando indícios de irregularidades na condução da empresa e requerendo medidas de intervenção na atual gestão.

A manifestação é assinada pela promotora de Justiça Maria Cláudia Vitorino Gadelha e integra os autos em tramitação na 2ª Vara Cível e Empresarial de Castanhal. No documento, o órgão ministerial indica que há elementos que, em tese, podem configurar ilícitos no contexto da recuperação.
A análise do Ministério Público se apoia, entre outros pontos, em laudo pericial prévio juntado ao processo. O relatório aponta ausência de demonstrações financeiras atualizadas relativas a 2025, divergências em balanços de 2023, fragilidades na projeção de fluxo de caixa e atendimento parcial aos requisitos exigidos pela Lei nº 11.101/2005.
Segundo a manifestação, esses elementos dificultam a aferição precisa da real situação econômico-financeira da companhia.
Um dos pontos centrais destacados envolve a cessão da marca “Skilhos”, apontada como responsável por parcela relevante do faturamento da empresa. De acordo com o Ministério Público, a transferência, realizada em maio de 2025, teria ocorrido sem comprovação de contrapartida financeira.
O documento também menciona movimentação de recursos, na mesma data, para empresa vinculada aos atuais gestores, o que, segundo o órgão, demanda esclarecimentos quanto à natureza da operação.
Diante dos elementos levantados, o Ministério Público registra a existência de indícios que, em tese, podem se enquadrar em dispositivos da Lei de Recuperação Judicial e Falências, especialmente no que se refere à prestação de informações ao Judiciário e à proteção do patrimônio da empresa em recuperação.
Também foi apontada a possibilidade de aplicação de medidas previstas na legislação para casos de gestão considerada irregular, incluindo o afastamento de administradores, a depender da análise judicial.
O órgão ministerial informou ter requisitado a instauração de investigação para apuração dos fatos na esfera penal e opinou, nos autos cíveis, pelo afastamento da atual administração da empresa, além da intimação para apresentação de esclarecimentos e documentos.
A Hiléia ingressou com o pedido de recuperação judicial alegando crise econômico-financeira associada a fatores como retração econômica, impactos da pandemia, aumento de custos e restrição de crédito.
O processo segue em tramitação, e as alegações apresentadas pelo Ministério Público ainda serão submetidas ao contraditório e à análise do Judiciário.

•Em 13 de abril foi celebrado o centenário do ambientalista, médico e professor paraense Camillo Vianna (foto).
•Atualmente, pode não ser um nome imediatamente familiar, mas a sua trajetória autoriza que seja reconhecido como o “pai do ambientalismo paraense”.
•Em uma época em que o conceito de sustentabilidade sequer ocupava a agenda global, Vianna já denunciava os perigos do desmatamento e da poluição dos rios da Amazônia.
•Nascido em 1926, Camilo morreu há três anos, e foi uma das figuras mais proeminentes da história intelectual e ambiental do Pará.
•A Federação Paraense de Futebol precisa revisar a atual retenção de documentos de identificação dos profissionais, em troca dos coletes usados, à beira do gramado.
•Mesmo depois de várias denúncias, os documentos continuam sendo jogados em uma sacola daquelas de supermercado e, ao final dos jogos, ninguém consegue encontrar os documentos de identificação.
•Até o Exército credenciou o Banco Master para emprestar dinheiro à tropa: em pouco mais de 12 meses, foram cerca de R$39 milhões, revela a “Folha de S. Paulo”.
•Os valores são de descontos feitos "no pé do talão" dos contracheques dos militares da ativa e da reserva, reporta o jornal.
• Apertem os cintos: Boletim Focus do Banco Central identifica nova expectativa de alta da inflação, que já atinge 4,8%; é a sexta alta seguida do índice.
•Aliás, a elevação das tensões no Oriente Médio induziu nova disparada do preço do petróleo, que já, já deve desaguar nas bombas "vigiadas" pelo governo.
•A Petrobras abriu 3 mil vagas para cursos técnicos gratuitos, com direito a auxílio financeiro mensal que pode chegar a R$ 800 durante a formação.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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