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LISTA TRÍPLICE

Grupos políticos disputam influência na escolha de jurista no Eleitoral do Pará

Decisão está marcada para o dia 11; uma das candidaturas ainda mobiliza aliados do senador eleito Helder Barbalho.

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  • Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 08/11/26 17:00
Grupos políticos disputam influência na escolha de jurista no Eleitoral do Pará
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escolha de duas advogadas para completar a lista tríplice destinada ao preenchimento de uma vaga de membro efetivo do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE), classe jurista, movimenta os bastidores da advocacia e da política paraense. A votação está prevista para a próxima quarta-feira, 11 de novembro, no Pleno do Tribunal de Justiça do Pará. São 14 candidatas inscritas.

 

Kelly Garcia e Luciana Gluck Paul integram a lista de concorrentes ante o término do biênio de Marcelo Lima Guedes na corte/Fotos: Divulgação.

A recomposição atende a uma determinação unânime do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tomada em 27 de agosto, para adequar a composição da lista à política de paridade de gênero. A vaga decorre do término do biênio de Marcelo Lima Guedes. A presença de Alexandre Buchacra entre os integrantes da composição da classe jurista também integra o contexto da decisão.

Corre nos bastidores

Segundo informações obtidas pela coluna, a candidatura de Luciana Neves Gluck Paul vem sendo trabalhada pelo grupo liderado pelo advogado Leonardo Nascimento, chefe da equipe jurídica do senador eleito Helder Barbalho.

A movimentação coloca o nome da advogada no centro das conversas que antecedem a votação. Os relatos apontam apoio do grupo político ligado a Helder, embora não haja confirmação de manifestação pessoal do senador em favor da candidata. A coluna procurou Luciana para esclarecer a informação, mas não obteve retorno até o fechamento.

Advogada e professora da Universidade Federal do Pará (UFPA), Luciana foi vice-presidente da OAB na gestão de Eduardo Imbiriba. No mesmo período, Alex Centeno foi escolhido para integrar a lista sêxtupla da advocacia e posteriormente ocupou a vaga no desembargo destinada ao quinto constitucional.

Disputa em duas frentes

Luciana e Kelly Garcia já integram a lista tríplice encaminhada para preenchimento de uma vaga de membro substituto do TRE, cujo processo tramita em Brasília. Agora, as duas também concorrem à titularidade. Kelly atua na advocacia desde 2001, inclusive na área eleitoral, e apresenta sua candidatura como independente.

A coincidência de nomes nas duas disputas acrescenta um componente à movimentação em torno da composição da Justiça Eleitoral paraense.

 Quórum sob observação

Além da articulação em torno das candidaturas, há uma questão prática que preocupa os envolvidos: a presença dos desembargadores na sessão de quarta-feira. Fontes ouvidas pela coluna relatam possíveis ausências no Pleno, o que alimenta dúvidas sobre a realização da votação. Eventual adiamento dependerá do quórum e da condução dos trabalhos pelo Tribunal.

Também estão inscritas Monica Araujo Miranda, Gabrielle Martins Silva Maués, Larissa Machado Silva, Roberta Dantas de Sousa, Celyce de Carvalho Carneiro Ataide, Maria Regina Arruda Barreto, Daiane Ribeiro Gomes, Luzely Batista Lima, Amanda Rebelo Barreto, Joacimar Nunes de Matos, Aline Daniel Melo da Silva e Verônica Alves da Silva.

As articulações acontecem fora dos holofotes. Na quarta-feira, caberá aos desembargadores transformar apoios, conversas e expectativas em votos. A decisão definirá os dois nomes que completarão a lista tríplice.

Papo Reto

•Com a confirmação de Zequinha Marinho para a Secretaria de Desenvolvimento, Daniel Santos (foto) prepara uma visita à direção da Fiepa.

• Quer ouvir o setor industrial, mapear demandas e alinhar os interesses da indústria com a nova secretaria. A indústria abre a pauta; resta saber quanto conseguirá colocar na mesa do governo.

•Lula garante que o pobre não pagará a conta do ajuste fiscal. Bonito de ouvir, mas falta explicar quem pagará. O contribuinte? O empresário? O investidor? O Tesouro?

•Senhor presidente, dinheiro público não nasce em árvore, embora certos governos pareçam administrar como se nascesse.

•Antes de prometer que o pobre ficará de fora, talvez o presidente devesse começar pelo mais elementar: conter a gastança, rever despesas, cortar privilégios e demonstrar que o governo também está disposto a fazer sacrifícios.

•Afinal, ajuste fiscal não se faz com discurso, muito menos com dinheiro dos outros. E responsabilidade fiscal não combina com esbanjamento. A conta não desaparece porque o presidente escolheu quem não quer que a pague.

•Lula poderá indicar os 59 dirigentes das 12 agências reguladoras federais até 2030. São 18 vagas atuais e outras 41 que ficarão disponíveis ao longo do mandato. Todas as indicações dependerão de aprovação do Senado.

•Hugo Motta já reúne o apoio de 15 partidos que elegeram 361 deputados, cerca de 70% da próxima Câmara. 

•A disputa está mais apertada do outro lado do Congresso. Os aliados de Davi Alcolumbre somam 33 cadeiras, contra 32 dos partidos que apoiam Rogério Marinho. Restam 16 votos em disputa. Para vencer, são necessários 41.

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.