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PARAGOMINAS

Documento expõe débito milionário na gestão de Paulo Tocantins em cartório

Secretaria de Fazenda aponta que Cartório do Único Ofício acumulou R$ 1.725.131,91 em débitos de ISS entre 2016 e 2021.

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  • Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 16/06/26 11:00
Documento expõe débito milionário na gestão de Paulo Tocantins em cartório
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disputa judicial que questiona a legalidade de registros imobiliários e da venda de imóveis ligados ao patrimônio da família Tocantins ganhou um novo elemento em Paragominas. Documentos obtidos pelos autores da ação apontam que o Cartório do Único Ofício de Paragominas acumulou uma dívida de R$ 1.725.131,91 em ISSQN entre os anos de 2016 e 2021, período em que a serventia era administrada por Paulo Pombo Tocantins, um dos réus do processo que tramita na Justiça paraense.

Ex-prefeito é acusado em ação na Justiça de má gestão no comando do Cartório do Único Ofício do município/Fotos: Divulgação.
O débito aparece no Processo de Parcelamento nº 627, firmado junto à Secretaria de Fazenda de Paragominas em fevereiro de 2022. O demonstrativo apresenta valores referentes aos exercícios de 2016, iniciando em meados de julho, 2017, 2018, 2019, 2020 e finalizando em meados de julho de 2021, totalizando mais de R$ 1,7 milhão em tributos municipais não recolhidos ao longo de cinco anos. O documento mostra ainda que o parcelamento foi formalizado em 10 de fevereiro de 2022.

Segundo Sérgio Tocantins de Miranda Pombo, um dos autores da ação movida contra Paulo Tocantins, Maria Cecília Lopes Peres e o Cartório do Único Ofício de Paragominas, a descoberta reforça questionamentos sobre a gestão do cartório durante aquele período.

De acordo com Sérgio, após assumir a administração da serventia, a partir de 2022, passou a efetuar os pagamentos do parcelamento firmado junto ao município, além de manter os recolhimentos correntes do ISS em situação regular. O cronograma constante nos documentos municipais demonstra que as parcelas começaram a ser quitadas após a formalização do acordo junto à prefeitura.

Pedido de nulidade

A nova informação surge em meio ao andamento do processo nº 0803602-71.2026.8.14.0039, que tramita na 2ª Vara Cível e Empresarial de Paragominas. Na ação, os autores pedem a nulidade de uma procuração e de diversos registros imobiliários que teriam sido realizados a partir de um documento supostamente adulterado.

Segundo a petição inicial, o falecido Amílcar Baptista Tocantins concedeu a Paulo Pombo Tocantins uma procuração com poderes limitados para negociar uma área específica vinculada à matrícula nº 165. Entretanto, os autores sustentam que o documento teria sido posteriormente alterado para ampliar os poderes originalmente concedidos, permitindo a realização de negócios envolvendo outras áreas pertencentes ao patrimônio familiar.

A ação atribui a Paulo Tocantins a responsabilidade pela suposta adulteração do instrumento. Os autores afirmam que ele era o único detentor da procuração, o principal beneficiário das alienações realizadas e o interessado direto na ampliação dos poderes constantes no documento.

Atuação vinculada

O processo também aponta a participação de Maria Cecília Lopes Peres, que, segundo os autores, atuava vinculada ao Cartório do Único Ofício de Paragominas durante a formalização dos registros questionados. A petição sustenta ainda que o próprio cartório possui responsabilidade pelos atos registrais que permitiram a consolidação das transferências contestadas.

Agora, a revelação da dívida tributária amplia o conjunto de questionamentos levantados pelos autores da ação. Sérgio Tocantins afirma que a inadimplência prolongada do ISS teria contribuído para aumentar a disponibilidade financeira do cartório ao longo dos anos. Essa interpretação é apresentada pelo autor do processo e ainda não foi objeto de análise judicial.

Outro aspecto que chama atenção é o fato de que Paulo Tocantins também exerceu o cargo de prefeito de Paragominas. O débito identificado refere-se justamente a valores devidos ao município, situação que passa a integrar o contexto de questionamentos envolvendo sua atuação à frente da serventia extrajudicial.

Valores extraviados

Vale reforçar que se trata ainda de um rombo aos cofres da Prefeitura de Paragominas, já que a cobrança realizada a partir de 2021 só retroagiu cinco anos - por força da legislação vigente. Isso significa que os valores que não foram pagos entre 2008 a 2016 se perderam, por conta da prescrição da dívida.

Os autores defendem que tanto a suposta fraude documental quanto os registros imobiliários questionados e a gestão financeira do cartório precisam ser analisados em profundidade pela Justiça. Entre os pedidos apresentados no processo estão a declaração de nulidade da procuração apontada como adulterada, o cancelamento de registros imobiliários, a suspensão dos efeitos de matrículas consideradas irregulares e o pagamento de indenizações por perdas e danos.

Até o momento, não há decisão judicial sobre o mérito das acusações. O processo segue em tramitação e os fatos apresentados pelos autores ainda serão submetidos ao contraditório e à análise do Poder Judiciário. 

Papo Reto

A decisão do STJ no caso Bruno Pereira e Dom Phillips (foto) recoloca um princípio básico no centro do debate: repercussão não substitui prova. 

•A comoção provocada por crimes bárbaros é legítima, mas o processo penal exige indícios concretos e individualização de condutas. 

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•Com a inteligência artificial invadindo campanhas eleitorais, o Instituto de Tecnologia e Sociedade e o Ministério Público Federal resolveram agir antes que o estrago fique maior. 

Nos dias 22, 24 e 26 de junho, promovem o curso online "IA, Desinformação e Ataques Digitais - Impactos e Soluções em Contexto Eleitoral". 

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Para cumprir a obrigação legal de exibir filmes nacionais, algumas redes programam sessões matinais em horários de baixíssima procura. Há relatos de salas vazias funcionando apenas para cumprir tabela. 

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.