Ex-secretário pode perder corrida por vaga no Legislativo por irregularidades na gestão de Saúde Denúncia de Renan Calheiros altera eixo do escândalo que soterra a República Avenida Liberdade estreia sob críticas ambientais e alguns riscos de acidentes
Mercado

Até 2040, metade da frota brasileira de carros será eletrificada, prevê Sindipeças

Atualmente, carros elétricos representam cerca de 1,4% da frota, índice que era de apenas 0,1% em 2021

  • 33 Visualizações
  • Da Redação | Estadão conteúdo
  • 24/05/26 14:00
Até 2040, metade da frota brasileira de carros será eletrificada, prevê Sindipeças

São Paulo, SP - Os veículos elétricos e híbridos podem representar até 50% da frota brasileira em circulação entre 2036 e 2040, segundo projeção divulgada pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) em relatório anual sobre a frota nacional. O cenário surge em meio ao crescimento acelerado das vendas de eletrificados no País, mas ainda esbarra na resistência do consumidor brasileiro, que segue majoritariamente ligado aos modelos a combustão.


Hoje, os eletrificados representam cerca de 1,4% da frota circulante brasileira, participação que era de apenas 0,1% em 2021.


Segundo o Sindipeças, a taxa média de crescimento anual desses veículos na década chega a 75,6%, impulsionada pela ampliação da oferta, incentivos tributários e entrada agressiva das montadoras chinesas no mercado nacional.


Apesar do avanço dos elétricos nas concessionárias, os carros movidos a combustão seguem como preferência da maior parte dos consumidores brasileiros. Levantamento da consultoria EY mostra que 49% dos consumidores no País ainda preferem veículos com motor a combustão interna, enquanto apenas 9% demonstram interesse direto em elétricos a bateria.


Os híbridos aparecem como principal porta de entrada para a eletrificação. Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostram que as vendas de automóveis e comerciais leves eletrificados quase dobraram no primeiro quadrimestre de 2026, passando de 70.433 para 138.886 unidades.


Travas


Segundo a pesquisa da EY, a principal barreira para adoção dos elétricos segue sendo a infraestrutura de recarga. Entre os entrevistados que não pretendem comprar um veículo elétrico, 36% afirmam não possuir estrutura de carregamento em casa ou no trabalho, enquanto 33% citam a falta de estações públicas.


O custo inicial dos veículos e preocupações com baterias também aparecem entre os principais entraves. Ao mesmo tempo, o aumento do preço dos combustíveis e preocupações ambientais surgem como fatores que impulsionam o interesse pelos eletrificados.


Avanço chinês


O avanço das montadoras chinesas aparece como um dos principais motores da transformação do mercado brasileiro. Segundo o Sindipeças, o crescimento das importações vem sendo puxado principalmente pelas fabricantes asiáticas, que concentram boa parte da estratégia nos veículos híbridos e elétricos.


A tendência acompanha o cenário global. Na China, os elétricos já representam mais da metade das vendas de veículos novos, enquanto a União Europeia registrou, no fim de 2025, a primeira liderança mensal dos elétricos sobre os carros a gasolina.


Foto: Divulgação

Mais matérias Cidades

img
Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.