Endividamento crescente e sinais de dependência colocam o País diante de uma escolha: resposta sanitária ou endurecimento regulatório.
Brasil volta a enfrentar, sob nova forma, um problema antigo: o impacto social dos jogos de azar. Oito décadas após a proibição dos cassinos por decreto do então presidente Eurico Gaspar Dutra, o avanço das apostas online reposiciona o debate - agora com escala digital, acesso imediato e efeitos mais difusos sobre a renda e a estabilidade das famílias.

Se antes o controle passava pelo fechamento físico das casas de jogo, hoje o desafio está na palma da mão. Plataformas de apostas operam por aplicativos e sites, com forte presença publicitária e integração ao universo esportivo. O resultado é uma ampliação do alcance e da frequência das apostas, inclusive entre públicos mais vulneráveis.
Estudos do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo e da Fundação Instituto de Administração indicam que as apostas já superam crédito e juros como fator de endividamento familiar. Com base em dados do Banco Central e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, os levantamentos apontam que milhões de brasileiros passaram a comprometer parte relevante da renda com jogos.
O fenômeno atinge principalmente faixas de menor renda. Há registro de uso de crédito rotativo e cheque especial para financiar apostas, deslocando recursos de despesas essenciais. O avanço da inadimplência acompanha esse movimento, com impacto direto na negativação de CPFs e na capacidade de consumo.
Desde a criação da modalidade de aposta de quota fixa pela Lei nº 13.756, sancionada no governo Michel Temer, o setor ganhou tração. A ausência inicial de regulamentação específica permitiu rápida expansão, impulsionada por patrocínios esportivos e plataformas estrangeiras.
Nos últimos anos, já sob o governo Lula, houve avanço na regulação, com exigência de licenças e medidas de controle. Ainda assim, estimativas indicam movimentação de dezenas de bilhões de reais anuais, com efeitos econômicos e sociais que extrapolam o ambiente das apostas.
Paralelamente ao mercado autorizado, plataformas clandestinas continuam operando. Um dos exemplos mais difundidos é o chamado “jogo do tigrinho”, ligado ao título Fortune Tiger, hospedado fora do País e sem registro no Brasil.
A promessa de ganho rápido, associada à facilidade de acesso, sustenta a adesão - mas os dados indicam concentração de perdas entre usuários, enquanto os operadores capturam a maior parte do fluxo financeiro.
Especialistas apontam crescimento de quadros associados ao Transtorno do Jogo, reconhecido como condição de saúde mental. Relatos clínicos incluem perda de patrimônio, ruptura familiar e agravamento de quadros psicológicos.
Nesse ponto, o debate deixa de ser apenas econômico ou regulatório; ganha dimensão sanitária. A dependência em jogos passa a exigir abordagem semelhante a outras formas de vício, com diagnóstico, tratamento e acompanhamento especializado.
Como resposta, o governo federal lançou a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, que permite ao usuário bloquear o acesso a sites autorizados e restringir publicidade. A adesão crescente indica demanda por mecanismos de contenção, mas a eficácia ainda é limitada pela atuação de plataformas ilegais fora do alcance regulatório.
O País se vê, portanto, diante de um dilema: tratar o avanço das apostas como questão de saúde pública, com foco em prevenção e assistência, ou reforçar a disciplina regulatória, com restrições mais duras ao mercado. Os dois caminhos tendem a se sobrepor. O desafio está em calibrar a resposta sem penalizar o usuário vulnerável - que, cada vez mais, aparece não como infrator, mas como vítima de um sistema que combina estímulo constante, acesso irrestrito e alto potencial de dependência.

•Se quando estava candidata abdicou do título de “Rainha do asfalto” pelo de “Zeladora dos afogados”, agora, desmobilizada, a prefeita de Marituba, Patrícia Alencar (foto), nem pensa mais no estado em que estão muitas ruas da cidade. Pelo andar da carruagem, quer mais é ficar fora de foco.
•Motoristas que transitam pela nova Rua da Marinha denunciam a falta de acesso pela avenida Augusto Montenegro para quem vem do Entroncamento.
•Há um sinal de trânsito apenas para retorno, mas não há acesso para o lado da pista que leva à avenida Centenário. Para isso, o motorista tem que fazer um retorno depois da loja Havan.
•Motoristas dizem que conseguiram fazer pior que o fechamento dos retornos da BR-316.
•Moradores da avenida João Paulo II com travessa Humaitá, no bairro do Marco, pedem a intervenção da Prefeitura de Belém e denunciam que nesse cruzamento, há muitos anos, se forma um lixão que fica por muitos dias até ser retirado.
•Dizem também que quando a rua Humaitá fica deserta, o local serve de abrigo a usuários de drogas.
•Frequentadores do setor de digitalização de periódicos da biblioteca pública Arthur Vianna, no prédio do Centur, informam que o local necessita de um scanner moderno especializado para o processamento do vasto acervo de jornais históricos do Pará.
•Atualmente, o serviço é realizado com uma câmera digital bastante defasada.
•O futebol vive sofrendo alterações em suas regras, como o surgimento do Var, troca de até cinco atletas em cada partida, seis segundos para o goleiro repor a bola em jogo e tantas outras.
•Com o aumento da temperatura no planeta, o árbitro pode conceder dois minutos para hidratação dos atletas, permitindo aos técnicos tempo para orientar sua equipe e corrigir falhas eventuais.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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