Assessoria de Imprensa da Cohab não ajuda, mas
atrapalha e ainda quer saber “quem é a fonte”

Domingo, 25 de julho de 2021

A coluna tem por hábito, tanto quanto possível – e permitido por quem de direito – ouvir as partes. Sexta-feira, diante de denúncia de beneficiário do Programa Minha Casa, da Cohab, que se sente lesado por tomar, no contrato, R$ 21 mil, e  receber apenas R$ 14 mil, segundo a denúncia, depois de ser  “direcionado” para loja de material de construção sob pena de perder a “bondade”, fez contato com a assessoria de Imprensa da Cohah e obteve pergunta como resposta: “O denunciante é uma pessoa com deficiência”? Bem, salvo avaliação equivocada, resta claro que a ideia não é informar, mas, confundir. Erra quem pensa que o caso ficou por isso mesmo. Por mensagem, a assessoria sapeca de lá: “Peço que vc reescreva a mensagem. N ficou clara a informação”. “Seu português não está claro.”

A mensagem

Seguinte: “beneficiário do Programa Sua Casa se diz lesado pela Cohab. Ele receberia R$ 21 mil, que me parece ser o teto, mas se sentiu incomodado ao ser direcionado para a loja onde precisou comprar o material de construção, sob ameaça de não receber o benefício. Além disso, me manda documentos segundo os quais, em vez de receber R$ 21 mil, recebeu apenas R$ 14 mil, descontados os gastos com material de construção e mão de obra… “Quais documentos foram enviados”?, perguntam. Explique-se.

Preços da praticagem

O Conselho Nacional de Praticagem, associação que congrega empresas prestadoras de serviço de praticagem no Brasil, esclarece que não define, nem negocia preços, que são estabelecidos em acordos de longo prazo resultantes de negociações locais entre as empresas e os usuários de serviços. A formação dos preços leva em conta, entre outros itens, a duração do serviço e o custo para a manutenção da disponibilidade da atividade 24 horas durante o ano. 

Auditoria em curso

Segundo o Conselho, na Amazônia estão as maiores zonas de praticagem do mundo, com percursos que ultrapassam mil quilômetros de navegação, cabendo ao TCU fiscalizar apenas órgãos jurisdicionados. O processo de auditoria do Tribunal ainda não foi concluído, por isso não resultou em nenhuma avaliação ou recomendação aos órgãos jurisdicionados e nem ao próprio Conselho.

“Tio Patinhas”

A arrecadação federal bateu recorde de R$ 881 bilhões no primeiro semestre e superou em 24,6% o mesmo período de 2020. Ao comentar o recorde para uma plateia de políticos e equipe de governo, o presidente Jair Bolsonaro, elogiou o trabalho da Receita Federal e citou quatro vezes o nome do secretário, o paraense José Tostes Neto, que foi titular da Sefa no governo Jatene. Em tom de brincadeira, o presidente chegou a dizer que Tostes Neto é um “tio Patinhas” na equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, provocando risos entre os presentes.

Lição bem dada

Donos de microônibus que fazem a linha Belém Mosqueiro têm sido obrigados a cumprir a lei que destina uma cota de passagens para os idosos. As orientações a motoristas e cobradores é para informar que a cota está completa sempre que alguém exige a passagem no terminal. Outro dia, durante fiscalização da Arcon, um desses cobradores foi obrigado a devolver o dinheiro de todos os idosos que haviam comprado passagem. Que sirva de lição para os espertinhos.

Chama o VAR

O locutor esportivo Cláudio Guimarães, o “Moreno” da vinheta gravada pela cantora Fafá de Belém, acabou sacrificado pela emissora em que trabalha, a Rádio Clube, e pelas redes sociais por conta de comentário considerado preconceituoso envolvendo o jogador Celsinho, do Londrina, no jogo contra o Remo, na última sexta, em Belém. Cláudio foi afastado pela empresa e publicou nota com pedido de desculpas ao jogador. Sem entrar no mérito da questão, aos olhos do VAR, a punição ao radialista, da empresa e das redes sociais, pareceu “excesso de força”. Veja o áudio da narração do locutor esportivo Cláudio Guimarães, da Rádio Clube, envolvendo o jogador Celsinho, do Londrina.

Explicar é preciso

Faltou à Secretaria de Administração Penitenciária e à Polícia Civil do Pará esclarecer que alguns integrantes do Comando Vermelho presos em operação na última quarta-feira eram custodiados pelo Sistema Penal em penitenciária federal por outros crimes praticados anteriormente. Pelo visto, novas investigações ligaram esses criminosos às ordens emanadas de dentro das prisões, o que mostra a gravidade da situação. Em outras palavras, parece que nada pode mudar no quadro de ameaças e atentados contra policiais penais no Pará, que, hoje, conta oito mortos e dez feridos, totalizando18 vítimas. 

  • Agentes da Semob sentaram praça na Praia do Farol, em Mosqueiro, no último sábado, distribuindo multas a torto e a direito. A alegação era de estacionamento irregular, o que provocou um buzinaço ensurdecedor a título de protesto.
  • A secretária Úrsula Vidal tem feito ouvidos de mercador para internauta que lhe questiona sobre a autoria do projeto de revitalização do Cemitério da Soledade, no centro de Belém.
  • Observadores da cena defendem que a Secretaria de Cultura deveria promover audiência pública para detalhar as alterações previstas no projeto de revitalização, mas também não são ouvidos.
Divulgação
  • Hoje, aliás, Úrsula Vidal (foto) assina o termo de cessão pelo qual a CDP passará ao Estado sete galpões para a execução da segunda fase do projeto Porto Futuro, ao lado do governador Helder Barbalho.
  • Leitora da coluna informa que o “liberou geral” não está se dando somente na Atlântica Salinópolis. Segundo ela, em todos os balneários e clubes “a festa corre solta”.
  • Estudo da Fiocruz aponta que os casos de Covid-19 tendem a se estabilizar no País, exceto no Amazonas, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Pará, mas, há divergências.
  • Caio Megale, economista-chefe da XP Investimentos participa amanhã de jantar privado com líderes institucionais e empresariais paraenses para debater sobre a reforma tributária e o atual cenário econômico brasileiro.
  • Junto com Megale participam ainda Rafael Furlaneti e Júnia Gama, diretor e analista da XP, respectivamente, com mediação da economista Ana Laura Barata, criadora do canal e perfil “Explica Ana” nas redes sociais.

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