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Casa própria

Vai financiar o primeiro imóvel? Especialista dá dicas de segurança para compra

Com planejamento financeiro, organização e conhecimento das condições de crédito, comprador pode aumentar as chances de aprovação

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  • Da Redação
  • 27/09/26 08:00
Vai financiar o primeiro imóvel? Especialista dá dicas de segurança para compra

Belém, PA - A compra do primeiro imóvel continua entre os principais objetivos dos brasileiros e, mesmo diante do cenário de juros, o mercado imobiliário mantém sinais de aquecimento. No primeiro semestre de 2026, as vendas de imóveis novos cresceram 5,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto os financiamentos para aquisição pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) avançaram 12%, alcançando R$ 67,2 bilhões.


Na região Norte, as vendas de imóveis cresceram 15% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período de 2025. O cenário reforça a demanda por crédito imobiliário, mas, para quem pretende realizar o sonho da casa própria, a recomendação é começar pelo planejamento financeiro.


Segundo Cleomar Abreu, diretor regional do Sicredi Ouro Verde MT/PA, o primeiro passo é fazer um diagnóstico da própria situação financeira antes de escolher o imóvel. “O financiamento imobiliário é uma decisão de longo prazo e deve ser analisado sob uma perspectiva patrimonial, e não apenas pelo momento econômico atual”, afirma.


Para o especialista, é importante avaliar renda, despesas fixas, compromissos financeiros e objetivos futuros. Também devem entrar na conta a existência de uma reserva de emergência, a estabilidade da renda e os recursos disponíveis para a entrada e para os custos da aquisição.

Outro ponto de atenção são as despesas que vão além do valor do imóvel e da parcela do financiamento. Escritura, registro, taxas cartoriais, avaliação, seguros, mudança, eventuais reformas, condomínio e IPTU podem pesar no orçamento e precisam ser considerados antes da decisão.


A recomendação é evitar comprometer toda a reserva financeira na entrada ou tomar como referência apenas o valor que a instituição financeira está disposta a financiar. “Quando falamos em financiamento imobiliário, estamos falando de uma ferramenta que pode apoiar diferentes objetivos de vida e de construção patrimonial”, explica Cleomar.


Além da organização financeira, comparar condições e fazer diferentes simulações ajuda o comprador a entender o impacto das parcelas ao longo dos anos. Para o diretor, o aumento dos juros torna o planejamento ainda mais importante, mas a decisão de comprar também deve considerar a necessidade da família, a capacidade de pagamento e as condições disponíveis no mercado. 


Imóvel como investimento


O financiamento imobiliário também pode ser utilizado como instrumento de diversificação e construção patrimonial, inclusive por investidores que possuem recursos para uma aquisição à vista. Nesses casos, o crédito pode permitir a preservação de parte do capital em outras aplicações, mantendo liquidez e evitando a concentração do patrimônio em um único ativo.


“O imóvel é um ativo real que pode cumprir múltiplas funções dentro de uma estratégia patrimonial. Além da utilização própria, ele pode gerar renda por meio de locação, proteção patrimonial, diversificação de investimentos e planejamento sucessório”, detalha Cleomar.


Para investidores de maior renda, a análise deve considerar, além do valor do imóvel, fatores como potencial de valorização da região, liquidez, demanda futura, perfil dos locatários e qualidade do empreendimento. A decisão entre financiar ou comprar à vista, segundo ele, depende do custo do crédito, da rentabilidade das demais aplicações e dos objetivos patrimoniais de cada família.


No Sicredi, o associado interessado dispõe de uma abordagem consultiva, com simulações e orientação de acordo com seu perfil. A instituição disponibiliza financiamento de até 90% do valor do imóvel, prazos de até 420 meses e possibilidade de utilização do FGTS, conforme as regras vigentes.


Foto: Divulgação

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.