Documento também critica projeto que autoriza empresas estrangeiras a operarem voos domésticos na Amazônia Legal com tripulação estrangeiras
São Paulo, SP - O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), representante dos pilotos e comissários no Brasil, divulgou neste sábado, 2, um manifesto à população, Congresso Nacional, Poder Executivo e instituições da República denunciando que o sistema aéreo brasileiro caminha para um colapso sem precedentes.
O documento diz que é um alerta técnico e fundamentado, sobre três decisões políticas já tomadas e outras em andamento, que podem comprometer a segurança dos voos, a saúde dos tripulantes e a soberania do espaço aéreo nacional.
O primeiro ponto do manifesto cita o Projeto de Lei 539/2024, aprovado pela Câmara dos Deputados em 22 de abril deste ano, que autoriza as empresas estrangeiras a operarem voos domésticos na Amazônia Legal com tripulação estrangeiras. "O projeto está em análise no Senado Federal, onde a Bancada do Norte pressiona por uma aprovação célere, sem qualquer debate sobre as consequências trabalhistas e de segurança operacional", diz o documento.
O SNA argumenta que a medida cria concorrência predatória e desleal. "As companhias aéreas brasileiras são obrigadas por lei a operar com 100% de tripulação nacional, arcando com todos os custos trabalhistas e previdenciários do país. Ao isentar empresas estrangeiras dessa mesma obrigação em território brasileiro, o Estado subsidia a precarização e condena a indústria aérea nacional ao encolhimento", explica, lembrando ainda que o resultado não causará a diminuição no valor das passagens na região.
O segundo ponto apontado pelo Sindicato fala sobre a revisão do RBAC 117, que trata do gerenciamento do risco de fadiga humana, segue sem avanço. "O relatório apresentado anteriormente pelo ex-diretor da Anac brigadeiro Luiz Ricardo de Souza, piora um cenário que já é de profundo desgaste para a categoria, ao propor medidas como ampliação de jornadas e flexibilizações sem a devida construção coletiva", afirma.
O Sindicato questiona ainda a retirada da pauta da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados do PLP que regulamenta a aposentadoria especial para trabalhadores expostos a agentes nocivos à saúde, incluindo os aeronautas, submetidos diariamente a radiação ionizante acima de 28 mil pés, microvibrações e pressurização anormal.
Ao Senado, o Sindicato pede que o mesmo rejeite o PL 539/2024, enquanto à Câmara dos Deputados, pede que desbloqueie o PLP 42/2023, prosseguindo com a tramitação. E à Anac e ao Ministérios de Portos e Aeroportos, o pedido é para que retomem o diálogo sobre o RBAC 117.
Foto: Divulgação
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
ALina Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Rlex Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip commodo.
Roboto Alex
21 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.