Mensagens analisadas pela PF mostram plano para financiar pré-candidatura e disputa nas seccionais; Pará aparece entre os Estados estratégicos.
Pará aparece no mapa de uma articulação que, segundo mensagens analisadas pela Polícia Federal, pretendia levar o banqueiro Daniel Vorcaro a financiar uma disputa pelo comando nacional da Ordem dos Advogados do Brasil.

Segundo os diálogos, a articulação alcançava as disputas pelas presidências das OABs do Espírito Santo, Roraima, Piauí, Pará e Mato Grosso, além de uma tentativa de construir um nome no Maranhão. Os valores mencionados variavam de R$ 100 mil a R$ 2 milhões por campanha. A conta maior poderia chegar a R$ 10 milhões.
A ideia, segundo as mensagens, era financiar a movimentação sem expor diretamente Vorcaro. Rennó teria proposto um contrato de prestação de serviços entre uma empresa do conglomerado Master e um escritório que seria aberto por ele. Em uma das mensagens, Rennó diz a Vorcaro que Sérgio Leonardo “precisa do financeiro e operacional” e acrescenta: “Vc não aparece”.
Vorcaro demonstrou interesse. Falou em disponibilizar um jato Hawker para a campanha e, diante da proposta de financiar a operação, respondeu: “Pode organizar”. O plano incluía ainda viagens para conquistar apoio das seccionais, contratação de pesquisas e publicidade nas redes sociais.
Em outro momento, Rennó teria informado que Leonardo já havia assumido compromissos financeiros em algumas disputas estaduais. A estimativa apresentada nas mensagens era de que a operação poderia consumir “dez pratas” - referência, segundo a apuração, a R$ 10 milhões. A lógica também era explícita: controlar as disputas estaduais para construir força suficiente para chegar ao comando nacional da entidade.
O Pará aparece nominalmente entre os cinco Estados que fariam parte da estratégia de construção da candidatura nacional. Os diálogos não significam que a articulação tenha efetivamente financiado uma candidatura no Pará. Também não há indicação de que dirigentes paraenses tenham participado do esquema. O que existe é a menção ao Estado dentro do planejamento atribuído a Rennó e Vorcaro.
A investigação descrita nas mensagens trata de uma tentativa de construir influência nacional a partir das eleições nas seccionais. A OAB tem prerrogativas institucionais relevantes, inclusive para propor ações diretas de inconstitucionalidade e participar da formação de listas destinadas a vagas na magistratura. Não era, portanto, uma eleição qualquer.
A operação imaginada ia além do dinheiro. Rennó encaminhou a Vorcaro um planejamento de voos que incluía São Luís, Vitória, Maceió, Florianópolis, Fortaleza, Campinas, Uberaba, Juiz de Fora, Divinópolis e outras cidades. Havia ainda uma agenda internacional. As mensagens mencionam eventos em Madrid, Lisboa e Coimbra, além de um encontro promovido por Vorcaro em Londres, para o qual ele sugeriu a presença de Rennó e Sérgio Leonardo.
O objetivo declarado era fortalecer relações com lideranças da OAB e do Judiciário. A operação, contudo, começou a perder fôlego em maio de 2024. Vorcaro disse que havia se aprofundado no assunto e considerava impossível a vitória de Leonardo. Rennó insistiu que o apoio financeiro poderia virar o jogo. Vorcaro respondeu que a resistência viria de setores do STF e do STJ e afirmou que o aliado seria “defenestrado”. Meses depois, em fevereiro de 2025, Beto Simonetti foi reeleito presidente nacional da OAB com 100% dos votos.
Luiz Rennó afirmou que houve interesse, mas que o projeto “não decolou”. Sérgio Leonardo disse que não tinha conhecimento da atuação de Vorcaro e Rennó para financiar sua pré-candidatura e negou ter usado dinheiro ou aeronaves do banqueiro para essa finalidade. Disse ainda que apoiou Simonetti e posteriormente foi nomeado procurador-geral da OAB.
A OAB afirmou não ter conhecimento do caso e declarou que a eleição ocorreu em cenário diferente, com “apoio massivo da advocacia nacional”. O material, portanto, registra uma articulação discutida em mensagens e analisada pela Polícia Federal. O alcance efetivo da iniciativa, inclusive no Pará, é outra questão - depende da apuração dos fatos e de eventual comprovação documental.
Mas uma coisa as mensagens deixam registrada: na tentativa de chegar ao comando da OAB, o Pará estava no mapa.

•Na segurança ambiental, o Comando da Capital II da PM, integrado à Polícia Civil, apertou a fiscalização contra poluição e perturbação do sossego. O coronel Adauto Junior (foto) comanda as diligências e responde por uma área que inclui Mangueirão, Bengui, Tapanã, Cabanagem, Pratinha, Sideral, Coqueiro, Parque Verde, Tenoné, Cotijuba, Icoaraci, Mosqueiro e Outeiro.
•Servidores de Belém fazem ato unificado nesta quarta, 30, às 13h, na Segov. Na pauta, Estatuto, data-base, reajuste, vale-alimentação, carreiras e o chamado “pacote da maldade”. A temperatura promete subir antes mesmo do sol.
•Tem paciente cadastrado no SUS para cirurgia eletiva de otorrinolaringologia há mais de um ano e que nunca foi chamado. Referência na especialidade, o Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza, da UFPA, há meses não estaria dando conta da demanda represada. Para quem espera, um ano não é estatística: é calendário.
•No local onde o papa João Paulo II rezou missa em Belém, no encontro da avenida João Paulo II com a Mauriti, um monumento de pouco mais de um metro, encardido e aparentemente esquecido, faz as vezes de memória. João de Deus merecia mais. Muito mais.
•Os números da Petrobras impressionam. No primeiro semestre, a companhia teria faturado cerca de R$ 100 bilhões com vendas ao exterior, beneficiada pela alta do petróleo em meio à escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã e às tensões envolvendo o Estreito de Ormuz. O petróleo subiu. E a geopolítica voltou a mandar na conta.
•O físico Michael Guillén propôs que o Céu bíblico possui uma localização exata na fronteira do universo observável.
•Segundo o cientista, a morada de Deus fica situada no horizonte cósmico, a uma distância estimada de 439 quatrilhões de quilômetros da Terra.
•A tese utiliza a teoria da relatividade para associar o fim do tempo físico nessa borda do cosmos à eternidade espiritual.
•Apesar do cálculo astronômico, a comunidade científica rejeita a hipótese e reforça que a ideia pertence puramente à metafísica e à fé.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
ALina Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Rlex Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip commodo.
Roboto Alex
21 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.