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ELEIÇÕES 2026

Rejeição a Lula bate casa dos 85% entre evangélicos, com o reforço das redes

Influenciadores, cantores gospel e lideranças religiosas impulsionam campanha nas redes contra o presidente, aponta pesquisa.

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  • 10/05/26 17:00
Rejeição a Lula bate casa dos 85% entre evangélicos, com o reforço das redes
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maior resistência ao terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem do eleitorado evangélico. Dados da AtlasIntel-Bloomberg divulgados no fim do primeiro trimestre mostram que a desaprovação ao governo nesse segmento chegou a 85,5%, consolidando um distanciamento político que acompanha Lula desde o início da atual gestão.

Com mais de 50 milhões de brasileiros - cerca de 30% da população -, segmento vira um dos principais polos de resistência/Fotos: Divulgação.
 No cenário geral, a série histórica do instituto revela oscilação negativa na avaliação do governo. Em janeiro de 2024, Lula registrava 51% de aprovação. No período pesquisado, o índice está em 46%. Na direção oposta, a desaprovação subiu de 45% para 54%.

Entre os evangélicos, porém, o quadro é mais profundo e contínuo. O grupo, estimado em mais de 50 milhões de brasileiros - cerca de 30% da população -, tornou-se um dos principais polos de resistência ao petista e às pautas associadas aos setores progressistas.

Desgaste nas redes

Desde a divulgação dos levantamentos, lideranças religiosas, influenciadores digitais, cantores gospel e fiéis passaram a impulsionar uma campanha nas redes sociais para ampliar o desgaste do presidente junto ao segmento. As publicações acusam a esquerda de confrontar valores cristãos e defendem uma espécie de “boicote político” ao lulopetismo.

A mobilização ganhou força principalmente em plataformas de vídeo curto e aplicativos de mensagens, onde conteúdos religiosos e políticos passaram a circular de forma combinada. Em muitos casos, as postagens associam o governo federal a pautas morais rejeitadas pelo público conservador, reforçando um ambiente de rejeição permanente.

Portas fechadas

O afastamento entre Lula e parte expressiva do eleitorado evangélico não é recente. Desde a campanha presidencial de 2022, o PT enfrenta dificuldades para penetrar em igrejas e grupos religiosos mais conservadores, historicamente mais inclinados a candidatos de direita ou de centro-direita.

Analistas políticos avaliam que o problema deixou de ser apenas eleitoral e passou a ter dimensão cultural. A percepção de conflito entre valores religiosos e agendas defendidas por setores da esquerda acabou criando uma barreira de difícil reversão no curto prazo.

Nos bastidores do governo, auxiliares reconhecem que a relação com o segmento segue delicada, especialmente diante do crescimento da influência evangélica nas periferias urbanas e no ambiente digital.

Nem tudo é carnaval

A situação ganhou novo desgaste após o desfile da Acadêmicos de Niterói no Sambódromo. Uma das alas da escola criticava a defesa da família tradicional conservadora. Como Lula era o homenageado do samba-enredo, setores evangélicos passaram a associar o episódio diretamente ao presidente, ampliando a repercussão negativa nas redes.

O alerta no Planalto é evidente. Além de representar um dos grupos religiosos que mais crescem no país, o eleitorado evangélico hoje exerce influência direta no debate público, no comportamento digital e, principalmente, nas urnas.

Papo Reto

O deputado federal Joaquim Passarinho (foto) incorporou um novo elemento às discussões da redução da escala 6x1. Líder da comissão especial que vai discutir o mérito da proposta, Passarinho prefere que se fale em redução de jornada, não de escala.

•Para o parlamentar, a questão está além da semântica. Quando se fala em escala trabalhista, o debate é sobre a quantidade de dias trabalhados:  6x1 – seis dias de trabalho e um de descanso -, ou 5x2 - cinco dias trabalhados e dois de descanso, por exemplo.

Já ao se debater a jornada do trabalhador, é mais vantajoso para as empresas, porque se abre a possibilidade de discussão de horas de trabalho dentro dos dias, conforme a legislação atual. 

•Haverá punições a depredadores da USP, tal qual no 8 de janeiro?  pergunta Deltan Dallagnol. Ou seja: "a regra que vale para a direita, vale também para a esquerda, a cor da bandeira isenta de punição?”

Terminou tremendamente enrolada a primeira semana do “Desenrola 2.0”, mais um programa caça-votos do governo, que libera parte do FGTS do trabalhador para quitar dívidas com os super bancos.

•Com a PL da dosimetria promulgada pelo Senado, a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro deve cair para dois anos e quatro meses, diz Paulinho da Força.

A Câmara aprovou a Medida Provisória prevendo renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação para os inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores.

•Acredite, o Senado aprovou o projeto que acaba com chocolate amargo e meio amargo no Brasil, ao mudar as regras de rotulagem do produto.

Pela nova regra, os produtos passarão a destacar diretamente o percentual de cacau, substituindo termos tradicionais usados há décadas pela indústria.

Mais matérias OLAVO DUTRA

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.